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Bolas de fogo disparam nos céus dos EUA e explosões de meteoros chamam atenção: o que está provocando essa onda misteriosa de avistamentos?

Publicado em 29/03/2026 às 19:39
Atualizado em 29/03/2026 às 19:48
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Imagem: Ilustração
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Estados Unidos vivem alta inédita de bolas de fogo em março de 2026, com avistamentos em vários estados, estrondos sônicos e meteoritos recuperados em poucos dias

Os Estados Unidos registraram, em março de 2026, uma alta sem precedentes nos relatos de bolas de fogo, após avistamentos de Ohio ao Texas e um meteoro que explodiu sobre o Texas, com fragmento atingindo uma casa, ampliando dúvidas sobre a atividade meteórica.

Alta nos relatos

O avanço dos registros levou cientistas a discutir se a Terra atravessa um período meteórico anormal ou se outros fatores explicam a onda de avistamentos.

Entre janeiro e março de 2026, os relatos de bolas de fogo nos Estados Unidos passaram de 1.587 para mais de 2.369, segundo dados citados da Sociedade Americana de Meteoros e divulgados pelo Space.com.

Nick Moskovitz afirmou que a questão central é saber se houve aumento real da atividade meteórica ou apenas mais conscientização e notificações após grandes eventos.

Ele disse que o cenário reúne atividade meteórica ligeiramente elevada, ainda dentro das expectativas estatísticas, e maior atenção do público e da mídia.

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Fatores apontados

Especialistas indicam que a elevação nos relatos pode resultar de uma combinação de fatores, e não de uma única causa.

Bill Cooke, do Escritório de Ambiente de Meteoroides da NASA, afirmou que a primavera é a época dos meteoros brilhantes.

Ele disse que, por razões ainda não totalmente compreendidas, a taxa de meteoros muito brilhantes sobe de 10% a 30% nas semanas próximas ao equinócio da primavera.

A combinação entre a órbita da Terra e a presença de mais detritos grandes nesse período pode elevar a visibilidade.

Os eventos recentes de bolas de fogo também têm sido maiores e mais energéticos do que o normal.

Recuperações e impacto

Mike Hankey, pesquisador principal da AMS, afirmou que podem ser vistas 10 recuperações de meteoritos por ano em todo o mundo.

Segundo ele, houve três recuperações em uma semana ou em dez dias, número tratado como fora do comum no acompanhamento recente.

Esse dado sugere que os meteoritos ligados aos episódios recentes podem ser maiores e mais substanciais do que as rochas espaciais típicas.

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Tecnologia amplia os registros de bolas de fogo

A expansão de câmeras veiculares, campainhas Ring e câmeras de segurança teve papel importante no crescimento dos relatos de bolas de fogo.

Moskovitz destacou que não se trata apenas de capturas fortuitas, mas também da maior acessibilidade desses equipamentos nos últimos 10 anos, o que os tornou viáveis para usos científicos.

Sistemas automatizados, como a Rede Global de Meteoros, também ampliaram o volume de dados disponível para os pesquisadores.

Moskovitz observou, porém, que eventos de alta luminosidade frequentemente saturam detectores e podem passar despercebidos, fazendo com que relatos enviados por cidadãos à AMS levem profissionais a verificações manuais.

Os registros cresceram rapidamente no país.

Estrondos sônicos e duração

Quase 80% das bolas de fogo maiores no início de 2026 produziram estrondos sônicos audíveis, percentual descrito pela AMS como muito acima da média.

Hankey afirmou que meteoros com trajetórias de centenas de quilômetros têm mais chance de ser vistos por mais pessoas.

Isso ajuda a explicar parte da alta nos relatos, já que alguns desses fenômenos podem permanecer visíveis por até 14 segundos ou mais.

Meteoros menores e mais curtos, por outro lado, podem passar despercebidos, msmo quando também são relevantes para os estudos.

Sem alarme

Apesar da alta nos registros e dos impactos ocasionais de meteoritos, os especialistas dizem que não há motivo para pânico.

Moskovitz afirmou que o aumento pode refletir variabilidade natural, um agrupamento temporário de detritos ou uma característica ainda pouco compreendida do ambiente próximo à Terra.

Ele acrescentou que, seja qual for a explicação, esses objetos permanecem pequenos em escala cósmica e oferecem pouco risco além de danos localizdos.

Com informações de Daily Galaxy.

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Romário Pereira de Carvalho

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