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Bilionário polonês quer colocar £35 bilhões do próprio bolso para espalhar 14 pequenos reatores nucleares pelo Reino Unido e gerar energia por mais de 60 anos

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 03/07/2026 às 13:30 Atualizado em 03/07/2026 às 13:32
Assista o vídeoDono de fortuna mira energia nuclear no Reino Unido: bilionário planeja investir £35 bilhões em 14 reatores para abastecer até 8 milhões de casas
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Consórcio liderado por Michał Sołowow quer instalar 14 reatores BWRX-300 em três locais britânicos, incluindo Oldbury, para abastecer milhões de casas e possivelmente apoiar data centers ligados ao Google Cloud

Um consórcio liderado pelo bilionário industrial Michał Sołowow anunciou um plano de £35 bilhões para construir 14 reatores modulares pequenos em três locais no Reino Unido, com capacidade para abastecer o equivalente a 8 milhões de residências por mais de 60 anos e iniciar geração em 2034.

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Projeto prevê 14 reatores em três áreas do Reino Unido

A iniciativa será conduzida pela SGE, empresa de desenvolvimento nuclear de Sołowow, por meio do consórcio SGE SMR. O plano envolve a implantação de reatores BWRX-300, tecnologia desenvolvida pela GE Vernova Hitachi.

Cada unidade terá 300 megawatts de capacidade. A empresa estima um investimento entre £2,2 bilhões e £2,5 bilhões por reator, dentro de um pacote privado total anunciado em £35 bilhões.

O consórcio pretende garantir três locais para os projetos até o mesmo período do próximo ano. Um dos pontos citados é o antigo local nuclear de Oldbury, no sul de Gloucestershire.

O jornal The Guardian apurou que a SGE apresentou solicitação para utilizar a área de Oldbury, que havia sido destinada ao desenvolvimento de reatores modulares pequenos dentro do programa nuclear avançado do governo.

Energia pode abastecer milhões de casas e data centers

Segundo os planos divulgados, os 14 reatores seriam suficientes para abastecer o equivalente a 8 milhões de residências no Reino Unido por mais de 60 anos.

Além do fornecimento de eletricidade, o projeto também aparece ligado à demanda crescente por energia em centros de dados. A joint venture assinada em Londres inclui o Google Cloud.

Sołowow espera uma parceria que possa envolver até £4,5 bilhões em investimentos em data centers para usar a energia nuclear gerada pelos reatores. Essa proposta, no entanto, é vista como complementar e não integra o pedido inicial.

O contexto informado pelas fontes é a busca por energia firme para estruturas de inteligência artificial, que exigem alto consumo elétrico.

O governo britânico também tem incentivado empresas de tecnologia a trabalhar com projetos nucleares.

Consórcio busca apoio semelhante ao de Hinkley Point C

A SGE SMR espera obter um contrato de apoio governamental que garanta um preço competitivo para a eletricidade quando os reatores começarem a gerar energia, previsto para 2034.

O consórcio busca um acordo semelhante ao oferecido ao projeto nuclear de Hinkley Point C. A escolha foi pelo regime de contratos por diferença.

Nesse modelo, o projeto recebe uma taxa fixa nas contas de energia depois que começa a gerar eletricidade. A SGE evitou o modelo usado em Sizewell C, no qual pagamentos ocorrem durante a construção.

A diferença é relevante porque, segundo o material consultado, o modelo de Sizewell C pode transferir aos consumidores o risco de custos maiores em caso de atrasos na obra.

Disputa com a Rolls-Royce marca corrida nuclear britânica

Os planos colocam a SGE em competição com a Rolls-Royce, que venceu uma competição governamental no início deste ano para avançar na implantação de usinas pequenas e médias no Reino Unido.

A empresa britânica poderá começar a gerar energia já em 2032, dois anos antes da previsão da SGE SMR, caso os prazos indicados sejam cumpridos.

Sołowow afirmou que a estrutura criada pelo governo abriu um caminho claro para o mercado nuclear no Reino Unido. Ele também destacou a experiência da força de trabalho nuclear britânica e a importância da cadeia de suprimentos local.

Tom Greatrex, diretor executivo da associação da indústria nuclear, afirmou que os planos da SGE mostram que a estrutura nuclear do governo revitalizou o interesse em projetos nucleares conduzidos pela iniciativa privada.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do The Guardian e do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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