Banco Central atrasa implementação de funcionalidades do Drex. Mudança de rota no projeto do real digital adia testes com blockchain e prioriza soluções de crédito mais imediatas.
O Banco Central atrasa implementação de funcionalidades do Drex, moeda digital brasileira em desenvolvimento, e decidiu mudar a forma de conduzir os próximos testes. A autoridade monetária vai deixar de lado, por enquanto, o modelo baseado em blockchain (DLT) e concentrar esforços em sistemas já usados no mercado financeiro. A prioridade agora será a criação de uma solução de reconciliação de garantias de crédito, prevista para entrar em operação em 2026.
A decisão representa um passo atrás na fase experimental, mas, segundo especialistas, tem como objetivo garantir resultados mais rápidos e seguros para consumidores e instituições financeiras. Ainda assim, o Banco Central atrasa implementação de funcionalidades do Drex em um momento em que há expectativa crescente sobre a digitalização do dinheiro.
Por que o Banco Central mudou os planos do Drex?
O Drex foi desenhado para ser um dinheiro programável, capaz de automatizar transações quando determinadas condições fossem atendidas. Essa lógica permitiria, por exemplo, que a compra de um carro fosse concluída de forma digital apenas após a transferência oficial do veículo.
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No entanto, a tecnologia de blockchain escolhida para os primeiros testes mostrou desafios de privacidade, escalabilidade e custo, o que levou o Banco Central a recuar temporariamente. A nova fase de testes usará infraestruturas tradicionais já consolidadas no sistema financeiro, com foco em crédito garantido por bens como imóveis, veículos e investimentos.
O que já foi testado no projeto do Drex?
Desde 2023, o Drex passou por duas rodadas de testes. Na primeira, foram avaliados pontos de privacidade e programabilidade em operações envolvendo títulos públicos. Na segunda, que terminou em julho de 2025, foram simulados 13 casos de uso, como tokenização de imóveis, veículos, debêntures e ativos verdes.
Os resultados mostraram avanços, mas também a necessidade de ajustes técnicos. Empresas como Evertec, BBChain, Parfin e Tecban participaram ativamente, avaliando desde a interoperabilidade entre redes até o uso de garantias digitais em operações de crédito e comércio exterior.
Quais os próximos passos do Drex?
O Banco Central atrasa implementação de funcionalidades do Drex, mas não abandonou o modelo em blockchain. A instituição reforça que a DLT deve voltar em fases futuras, quando a tecnologia estiver mais madura e adaptada às exigências do sistema financeiro brasileiro.
A meta de curto prazo é lançar em 2026 uma solução prática para reduzir o custo do crédito, dando mais segurança a consumidores e empresas. O relatório da fase 2 dos testes será divulgado em outubro, quando o BC deve detalhar os próximos passos oficiais do projeto.
O Banco Central atrasa implementação de funcionalidades do Drex, mas aposta em uma estratégia gradual para garantir eficiência e segurança. A expectativa é que, mesmo com a mudança de rota, o real digital continue avançando rumo a um sistema financeiro mais moderno e acessível.
E você, acredita que esse atraso pode atrasar também a inovação no Brasil ou considera melhor garantir segurança antes de avançar? Deixe sua opinião nos comentários.
