Levantamento do INCT SinBiAm identificou 82 animais e 59 plantas exóticas na Amazônia Legal, espécies introduzidas por atividades humanas que ameaçam ecossistemas nativos e tornam o controle mais caro
Espécies invasoras exóticas já somam 141 registros na Amazônia Legal em 2026, segundo o INCT SinBiAm. O levantamento identificou 82 animais e 59 plantas introduzidos por atividades humanas, com impactos sobre espécies nativas, agricultura, infraestrutura e economias locais.
Espécies invasoras exóticas avançam de forma silenciosa
Diferentemente do desmatamento e das queimadas, as invasões biológicas podem ocorrer sem grande visibilidade.
Essas espécies passam a fazer parte do cotidiano regional e, muitas vezes, só são percebidas quando já estão estabelecidas.
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A introdução ocorre por ações humanas, como comércio de animais de estimação, transporte e agricultura.
Depois de inseridas no ambiente, elas competem com espécies nativas por recursos e alteram o equilíbrio natural.
Espécies invasoras: Impacto atinge fauna, flora e produção agrícola
O levantamento aponta que as espécies exóticas invasoras comprometem a biodiversidade da Amazônia, afetando fauna e flora. A competição com organismos nativos pode levar algumas espécies à extinção.
Os efeitos também chegam à agricultura e às economias locais. Segundo o material consultado, o impacto econômico é grave, pois afeta a produção agrícola e exige custos elevados para controle.

Falta de detecção precoce amplia o problema
Especialistas apontam que a ausência de detecção precoce agrava as invasões. Quanto mais tarde uma espécie é identificada, mais complexa e cara tende a ser a resposta.
O Guia de Espécies Exóticas Invasoras, desenvolvido pelo INCT SinBiAm, reúne dados atualizados e estratégias de manejo.
Entre as medidas usadas estão controle biológico, químico e físico, além de ações preventivas para evitar novas introduções.
Por que as autoridades precisam se preocupar?

O avanço de espécies exóticas invasoras preocupa autoridades porque o problema não se limita à presença de animais e plantas fora de seu ambiente original.
Quando conseguem se espalhar, essas espécies podem pressionar organismos nativos, afetar atividades econômicas, atingir serviços ambientais e tornar o controle mais caro com o passar do tempo.
Prejuízo ambiental pode ser irreversível
Segundo a IPBES, espécies exóticas invasoras tiveram papel importante em 60% das extinções globais documentadas de plantas e animais.
O dado mostra por que a resposta precisa ser rápida, principalmente em regiões de alta biodiversidade.
O impacto ocorre porque essas espécies podem competir por alimento, espaço e outros recursos naturais. Em alguns casos, também alteram habitats e reduzem a capacidade de sobrevivência de espécies nativas.
Custo econômico cresce com o atraso
A IPBES estima que os custos globais das invasões biológicas passaram de US$ 423 bilhões por ano em 2019. O relatório também aponta que esses custos quadruplicaram a cada década desde 1970.
Esse valor envolve perdas e gastos ligados ao controle, à contenção e aos danos provocados por invasões.
Na prática, quanto mais tarde o problema é identificado, maior tende a ser o esforço necessário para conter a expansão.
Prevenção é obrigação prevista em acordo internacional
A Convenção sobre Diversidade Biológica orienta os países a prevenir a introdução, controlar ou erradicar espécies exóticas que ameacem ecossistemas, habitats ou espécies.
No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente afirma que as espécies exóticas invasoras estão entre as maiores ameaças ao meio ambiente, com impactos sobre biodiversidade, serviços ambientais, saúde, economia e patrimônio genético natural.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sínteses da Biodiversidade Amazônica, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.


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