O bambu tem resistência a tração comparavel a do aco, cresce até 91 centímetros em um único dia e já sustenta prédios de até 6 andares em países como China, Colômbia é Indonésia
Quando alguém fala em construir uma casa, a primeira imagem que vem a cabeça é cimento, tijolo é ferro. Bambu parece coisa de cabana improvisada, de ponte precária ou de artesanato. Mas os números contam outra história.
A resistência a tração do bambu pode chegar a 28 mil libras por polegada quadrada. O aço estrutural comum resiste a cerca de 23 mil. Isso significa que, fibra por fibra, o bambu pode ser mais forte que o aço,e ele não precisa de minas, fornos ou siderúrgicas para ser produzido.
Basta plantar. Em algumas espécies, o bambu cresce até 91 centímetros por dia. Em três a cinco anos, um colmo de bambu já está pronto para uso na construção.
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Uma árvore de madeira leva 20 a 50 anos para atingir o mesmo ponto. Na Colômbia, o arquiteto Simon Velez construiu edifícios inteiros de bambu
O colombiano Simon Velez é considerado o maior arquiteto de bambu do mundo.
Ele desenvolveu técnicas de união de colmos usando parafusos injetados com argamassa que transformam o bambu em material estrutural de verdade.
Com esse método, Velez construiu pavilhoes, pontes, igrejas é casas de até dois andares.
Seu projeto mais famoso, o Pavilhao ZERI na Expo 2000 de Hannover na Alemanha, mostrou ao mundo que o bambu pode competir com madeira e aco em escala arquitetonica.
O pavilhão tinha mais de 2 mil metros quadrados e foi erguido inteiramente com bambu colombiano da espécie Guadua angustifolia.

Em Bali, uma escola inteira foi construída sem paredes e sem concreto
A Green School de Bali, inaugurada em 2008, é provavelmente o edifício de bambu mais fotografado do planeta.
A estrutura não tem paredes convencionais. As salas de aula são abertas para a natureza.
O telhado é de palha e a estrutura é toda de bambu tratado.
A escola recebeu prêmio da ONU por inovação em educação sustentável.
Alunos de mais de 30 países estudam ali, sentados em cadeiras de bambu, sob tetos de bambu, cercados de floresta tropical.
O projeto inspirou escolas similares na Nova Zelândia, na África do Sul e no México.
Uma casa de 2 quartos por menos de US$ 20 mil
O custo de uma casa de bambu é dramaticamente menor do que o de uma casa de alvenaria.
Segundo pesquisas recentes, uma casa de dois quartos feita inteiramente de bambu custa menos de US$ 20 mil, o equivalente a cerca de R$ 107 mil.
O valor é praticamente igual ao de uma casa convencional simples em muitas regiões.
Mas o tempo de construção é muito menor, porque o bambu é mais leve e fácil de manusear.
Não precisa de fundações profundas na maioria dos casos.
E o material é renovável: enquanto o concreto consome areia, calcário e energia, o bambu só precisa de chuva e sol.
O bambu também resiste a terremotos
Em regiões sismicas como Colômbia, Indonésia é Japao, o bambu tem uma vantagem que o concreto não tem.
Ele é flexível.
Enquanto uma parede de concreto racha é desaba com o tremor, uma estrutura de bambu balanca é volta ao lugar.
Testes de engenharia mostraram que estruturas de bambu podem resistir a terremotos de magnitude 7 sem colapso.
não e por acaso que comunidades rurais em zonas sismicas da Ásia usam bambu ha séculos.
O que os engenheiros modernos fizeram foi padronizar é certificar o que os moradores locais já sabiam.
As limitacoes: não aceita prego é precisa de tratamento
O bambu tem restricoes importantes.
não é possível usar pregos ou parafusos convencionais, porque podem rachar o material.
A solução é inserir peças de madeira dentro do colmo antes de aparafusar.
além disso, o bambu precisa ser tratado contra insetos é fungos antes do uso.
Sem tratamento, um colmo de bambu pode durar apenas 2 a 5 anos. Com tratamento adequado, passa de 25 anos.
Outro desafio e a padronização: cada colmo tem diâmetro é espessura diferentes, o que dificulta a produção em escala industrial.
O material do futuro já tem milhares de anos
O bambu é usado na construção ha mais de 5 mil anos na Ásia.
Pontes de bambu existem na China ha séculos. Casas de bambu são comuns na India, nas Filipinas e na Indonésia.
O que mudou nós ultimos anos foi a entrada de engenheiros é arquitetos que trouxeram cálculos, normas é certificações.
Hoje já existem normas ISO para construção com bambu, publicadas pela organização Internacional de padronização.
O material que muitos consideram primitivo está sendo validado pela engenharia do século 21.
e com razao: cresce sozinho, não emite carbono, resiste como aco é custa uma fracao do preco.
O bambu também resiste a terremotos
Em regiões sísmicas como Colômbia, Indonésia e Japão, o bambu tem uma vantagem que o concreto não tem.
Ele é flexível.
Enquanto uma parede de concreto racha e desaba com o tremor, uma estrutura de bambu balança e volta ao lugar.
Testes de engenharia mostraram que estruturas de bambu podem resistir a terremotos de magnitude 7 sem colapso.
Não é por acaso que comunidades rurais em zonas sísmicas da Ásia usam bambu há séculos.
O que os engenheiros modernos fizeram foi padronizar e certificar o que os moradores locais já sabiam.
As limitações: não aceita prego e precisa de tratamento
O bambu tem restrições importantes.
Não é possível usar pregos ou parafusos convencionais, porque podem rachar o material.
A solução é inserir peças de madeira dentro do colmo antes de aparafusar.
Além disso, o bambu precisa ser tratado contra insetos e fungos antes do uso.
Sem tratamento, um colmo de bambu pode durar apenas 2 a 5 anos. Com tratamento adequado, passa de 25 anos.
Outro desafio é a padronização: cada colmo tem diâmetro e espessura diferentes, o que dificulta a produção em escala industrial.
O material do futuro já tem milhares de anos
O bambu é usado na construção há mais de 5 mil anos na Ásia.
Pontes de bambu existem na China há séculos. Casas de bambu são comuns na Índia, nas Filipinas e na Indonésia.
O que mudou nos últimos anos foi a entrada de engenheiros e arquitetos que trouxeram cálculos, normas e certificações.
Hoje já existem normas ISO para construção com bambu, publicadas pela Organização Internacional de Padronização.
O material que muitos consideram primitivo está sendo validado pela engenharia do século 21.
E com razão: cresce sozinho, não emite carbono, resiste como aço e custa uma fração do preço.

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