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Bajaus: O povo capaz de prender a respiração por até 13 minutos, mergulhar a grandes profundidades sem equipamentos, possuem baço até 50% maior e resistência extrema à falta de oxigênio

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Escrito por Ruth Rodrigues Publicado em 19/01/2026 às 11:19
Descubra como os Bajaus, os “nômades do mar”, desenvolveram adaptações genéticas que os tornam capazes de mergulhar profundamente sem equipamento. Saiba como seu estilo de vida moldou o corpo humano de maneira única, com implicações científicas e culturais.
Descubra como os Bajaus, os “nômades do mar”, desenvolveram adaptações genéticas que os tornam capazes de mergulhar profundamente sem equipamento. Saiba como seu estilo de vida moldou o corpo humano de maneira única, com implicações científicas e culturais. (Imagem retirada do site Mega Curioso)
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Descubra como os Bajaus, os “nômades do mar”, desenvolveram adaptações genéticas que os tornam capazes de mergulhar profundamente sem equipamento. Saiba como seu estilo de vida moldou o corpo humano de maneira única, com implicações científicas e culturais.

Quem são os Bajaus, onde vivem e como conseguem mergulhar por tanto tempo? Pesquisadores descobriram que este grupo de pessoas do Sudeste Asiático, conhecido como Bajaus, desenvolveu adaptações fisiológicas e genéticas únicas ao longo de mais de mil anos no mar.

Eles conseguem prender a respiração por vários minutos e alcançar profundidades impressionantes ao buscar alimento nas águas das Filipinas, Malásia e Indonésia.

Esse fenômeno ocorre porque seus corpos foram moldados pela seleção natural, sobretudo em um gene ligado ao tamanho do baço, órgão vital para armazenar oxigênio durante os mergulhos.

Bajaus e sua adaptação genética para mergulho profundo

Os Bajaus são frequentemente chamados de “nômades do mar” por viverem grande parte de suas vidas sobre barcos ou palafitas no oceano.

Ao contrário da maioria das pessoas, que só consegue prender a respiração por alguns minutos, alguns Bajaus conseguem ficar submersos por até 13 minutos e mergulhar a dezenas de metros de profundidade para pescar ou coletar conchas e outros recursos marinhos.

Um estudo publicado na revista científica Cell revelou que essa habilidade extraordinária não é apenas resultado de treinamento, mas também de adaptações genéticas.

Pesquisadores identificaram variações em um gene chamado PDE10A que parecem aumentar o tamanho do baço nos Bajaus.

Esse órgão atua como um reservatório extra de células sanguíneas ricas em oxigênio, permitindo que eles mantenham mais oxigênio disponível durante os mergulhos.

Descubra como os Bajaus, os “nômades do mar”, desenvolveram adaptações genéticas que os tornam capazes de mergulhar profundamente sem equipamento. Saiba como seu estilo de vida moldou o corpo humano de maneira única, com implicações científicas e culturais.
Foto de Matthieu Paley, National Geographic

O papel do baço na resposta ao mergulho

O baço é um órgão relativamente discreto no corpo humano, mas desempenha um papel essencial na resposta ao mergulho.

Quando uma pessoa mergulha e prende a respiração, o corpo ativa a chamada resposta de mergulho.

Essa resposta inclui a redução da frequência cardíaca e a constrição dos vasos sanguíneos para conservar oxigênio.

No caso dos Bajaus, um baço maior significa mais oxigênio armazenado, o que os ajuda a permanecer mais tempo submersos sem respirar.

Estudos comparativos entre Bajaus e seus vizinhos que vivem em terra, como os Saluan, mostram que os Bajaus têm o baço cerca de 50% maior em média.

Essa diferença significativa sugere que a seleção natural favoreceu essa característica ao longo de gerações de vida no mar.

Vida no mar: rotina, técnicas e tradição

A vida dos Bajaus gira em torno do oceano. Eles utilizam técnicas tradicionais de pesca, como mergulho com arpões, sem o uso de equipamentos modernos de mergulho.

Isso significa que suas habilidades físicas e tradicionais são imprescindíveis para a sobrevivência familiar e comunitária.

Ao longo do dia, muitos Bajaus passam grandes períodos sob a água — até 60% do tempo de trabalho — buscando peixes, polvos e outros frutos do mar. Esta rotina diária de mergulho e pesca, além das adaptações genéticas, reforça sua incomum capacidade pulmonar e cardiovascular.

Implicações científicas e curiosidade humana

A descoberta de adaptações genéticas nos Bajaus abriu novas fronteiras na pesquisa científica.

Ela mostra que o corpo humano ainda pode evoluir de maneiras notáveis em resposta a pressões ambientais únicas.

Para os estudiosos, os Bajaus oferecem um raro exemplo de adaptação biológica moderna em nossa espécie, relacionada diretamente a um estilo de vida extremo.

Além disso, entender como o corpo dos Bajaus lida com a falta de oxigênio pode ajudar cientistas a compreender melhor condições médicas como a hipóxia aguda, que ocorre quando os tecidos do corpo sofrem pela falta de oxigênio — uma situação comum em emergências hospitalares.

Fonte: EngenhoTur

Bajaus: Desafios e preservação de um modo de vida milenar

Apesar de suas habilidades impressionantes, os Bajaus enfrentam desafios crescentes.

Mudanças ambientais, pesca industrial e marginalização social ameaçam seu tradicional estilo de vida.

Muitas comunidades estão sendo forçadas a deixar o mar, o que pode comprometer não apenas sua cultura, mas também a continuidade de conhecimentos e características biológicas que poderiam, um dia, beneficiar estudos de saúde humana.

Sem políticas eficazes de preservação e respeito aos seus direitos como povos tradicionais, os Bajaus correm o risco de perder sua identidade única — um legado de exploração íntima do oceano que levou gerações para se desenvolver. 

Fonte: National Geographic

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Eduardo dos Santos Martins
Eduardo dos Santos Martins
22/01/2026 19:40

Eu já acredito que possa ser uma espécie de biorretardo. Ou seja, a vida surgiu e evoluiu no mar e parte dessa vida foi-se adaptando à respiração atmosférica e perdendo a capacidade de respirar no meio aquático, sendo que eles talvez sejam uma minúscula parcela que permaneceu mais ligada às origens aquáticas.

Luiz GUGÃO Gustavo
Luiz GUGÃO Gustavo
22/01/2026 05:55

Acredito que, mais do que a mutação genética relativa ao tamanho do baço do povo bajaus e a sua saúde cardíaca, mais provável a respeito de sua capacidade de estender sua permanência sem respirar submersos, deva-se a uma técnica que consiste no preenchimento pleno dos pulmões de ar até latejarem-se, seguido de ingestão de ar pela boca em pausadas succoes rompimento do sfincter da traquéia/esôfago o que proporciona a fantástica expansão limítrofe dos tecidos obviamente elásticos dos pulmões o que, associadamente a uma cinta chumbada necessária para manter o mergulhador na profundeza sem que ele boie com tanto ar armazenado em seus pulmões até mesmo suas condições fisiológicas até onde cabe são, na minha humilde opinião, a razão para que eles consigam passar tanto tempo submersos.

Fábio joga 10
Fábio joga 10
21/01/2026 12:36

Tudo está no acredita ser. Somos o filho do maior!!! Mas não acreditamos pelos ensinamentos errôneos!!! Esqueça tudo q te enviaram!!! Acredidite em um outro ser humano. Tudo está em vós!!! Sem mais! Yeshua hamashiah ☀️💪

Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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