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Bailarina Cega Conquista Autonomia Com Cão-Guia E Expõe Desafios Da Inclusão No Brasil Ao Transformar Sua Trajetória Em Exemplo Real De Superação, Independência E Impacto Social Por Meio Do Programa Cão-Guia Do Instituto Adimax

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Escrito por Corporativo Publicado em 28/04/2026 às 15:05 Atualizado em 28/04/2026 às 15:59
Bailarina Giseli
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História De Superação De Giseli Camillo Evidencia Desafios Da Deficiência Visual E O Papel Do Programa Cão-Guia Do Instituto Adimax Na Promoção De Autonomia E Inclusão Social

Inicialmente, a trajetória da bailarina Giseli Camillo, de 47 anos, revela como autonomia e inclusão ainda são conquistas no Brasil. Além disso, a professora de dança de São Paulo passou a contar com o cão-guia Faísca há 9 meses, fato que transformou sua rotina. Assim, a história evidencia desafios enfrentados por pessoas com deficiência visual e reforça a importância de iniciativas como o Programa Cão-Guia do Instituto Adimax.

Desde a infância, Giseli conviveu com limitações causadas pela catarata congênita, condição presente desde o nascimento. No entanto, apesar de conseguir se orientar por contraste, ela não conseguia enxergar o quadro na escola. Por isso, frequentemente, era chamada de preguiçosa pelas professoras.

Trajetória Marcada Por Desafios E Superação

Além disso, ainda durante a infância, enfrentou rejeição em diversas escolas e episódios de bullying. Como consequência, sua mãe decidiu retirá-la da escola e assumiu sua alfabetização em casa, mesmo tendo apenas o ensino fundamental.

Posteriormente, aos 16 anos, Giseli perdeu totalmente a visão. Ainda assim, somente aos 24 anos, ela retomou os estudos. Em seguida, concluiu o supletivo e se formou em educação física, além de se especializar em dança e yoga.

Atualmente, ela atua como professora na Associação Fernanda Biachini, em São Paulo. Além disso, coordena o balé de cegos, oferecendo oportunidades para outras pessoas com deficiência visual.

Autonomia Conquistada Com Cão-Guia

Apesar das conquistas profissionais, Giseli ainda enfrentava dificuldades na mobilidade diária. Dessa forma, precisava de ajuda para sair de casa e ir ao trabalho. Entretanto, essa realidade mudou há 9 meses, com a chegada de Faísca.

Agora, o cão-guia representa independência e autonomia. Segundo Giseli, o animal simboliza amor e liberdade. Além disso, ele permite que ela se desloque sem depender de outras pessoas.

Consequentemente, suas apresentações passaram a contar com a presença constante do companheiro. Enquanto isso, Faísca aguarda com tranquilidade durante os espetáculos.

Papel Do Instituto Adimax Na Inclusão

Nesse contexto, o Instituto Adimax, localizado em Salto de Pirapora (SP), atua como referência na América Latina. Atualmente, a instituição já entregou mais de 104 cães-guia, número que representa mais da metade dos animais em atividade no Brasil.

De acordo com o coordenador técnico Fabiano Pereira, o cão-guia vai além da mobilidade. Segundo ele, trata-se de um “passaporte social”, pois estimula a interação e amplia a visibilidade das pessoas com deficiência.

Além disso, o instituto conta com uma estrutura de 15 mil metros quadrados, incluindo maternidade, canil, clínica veterinária e centro de treinamento. A equipe multidisciplinar reúne 53 colaboradores em diversas áreas.

Instituto Adimax, maior centro de referência em treinamento de cães-guias da América Latina

Processo De Formação Dos Cães-Guia

Inicialmente, os cães passam cerca de um ano com famílias voluntárias, conhecidas como socializadores. Durante esse período, eles são expostos a diferentes situações do cotidiano.

Posteriormente, retornam ao instituto para um treinamento que dura entre 4 e 6 meses. Após essa fase, os animais são preparados para atuar como cães-guia.

Além disso, a entrega dos cães é feita de forma totalmente gratuita para candidatos que atendem aos requisitos do programa.

Inclusão Ainda É Um Desafio No Brasil

Apesar dos avanços, o número de cães-guia ainda é insuficiente. Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Brasil possui mais de 7 milhões de pessoas com deficiência visual severa.

Diante disso, Giseli defende a ampliação de políticas públicas. Segundo ela, é necessário incentivar o treinamento de cães-guia e adaptar os espaços urbanos.

Por fim, a bailarina reforça que pessoas com deficiência visual não podem ser invisíveis. Nesse cenário, a inclusão segue como um desafio real e urgente no país — até quando essa realidade continuará dependendo de iniciativas isoladas?

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