Acordo fechado entre trabalhadores e empresas do transporte urbano garante ganho salarial acima da inflação, eleva o piso da categoria e derruba a ameaça de paralisação em Sorocaba e Votorantim.
Motoristas de ônibus de Sorocaba e Votorantim vão ultrapassar a marca de R$ 7 mil de salário ainda em 2026 depois da aprovação de um novo acordo coletivo. O acerto encerra semanas de negociação no transporte urbano e afastou a possibilidade de greve que havia sido colocada na mesa pela categoria.
Segundo o portal6.com.br, a proposta foi aprovada após quatro rodadas de conversas entre trabalhadores e empresas responsáveis pela operação do sistema. Com isso, o salário dos motoristas passa para R$ 6.780 com pagamento retroativo a 1º de maio e sobe para R$ 7.051 em outubro.
Além do avanço no contracheque, o acordo mexe também com benefícios pagos aos profissionais do transporte coletivo. O pacote fechado envolve reajuste em vale-refeição, cartão-benefício e PLR, num momento em que a categoria vinha pressionando por uma proposta mais forte e rejeitando alternativas anteriores.
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Salário sobe primeiro para R$ 6.780 e depois chega a R$ 7.051
O reajuste salarial previsto no acordo é de 8,15%, acima da inflação do período, segundo a fonte original. Na prática, o novo valor começa com o pagamento de R$ 6.780, já retroativo ao dia 1º de maio, e ganha nova correção em outubro, quando o piso dos motoristas chega a R$ 7.051.
É esse segundo passo que empurra a remuneração da função para acima de R$ 7 mil ainda em 2026. Para a categoria, o número tem peso simbólico e financeiro, porque coloca os motoristas entre os trabalhadores do transporte urbano com salários mais altos na região.
A ameaça de paralisação saiu de cena após semanas de negociação
Antes da aprovação, os trabalhadores já haviam rejeitado propostas anteriores e autorizado a possibilidade de greve caso não houvesse avanço nas conversas. O estado de mobilização havia sido aprovado e aumentava a tensão em Sorocaba e Votorantim, que dependem do serviço para deslocamento diário de milhares de pessoas.
Com o acordo fechado, a paralisação foi descartada. A negociação terminou depois de quatro rodadas entre representantes da categoria e das empresas, num desfecho que evitou um impacto imediato no transporte urbano das duas cidades.
Benefícios também entram no pacote e reforçam o ganho da categoria
O acordo não ficou restrito ao salário dos motoristas. O vale-refeição sobe de R$ 1.150 para R$ 1.250, enquanto o cartão-benefício passa de R$ 430 para R$ 480. A PLR também aumenta, saindo de R$ 2.900 para R$ 3.200.
Os planos de saúde e odontológico foram mantidos nas condições já existentes, sem mudança informada no material disponível. Na soma, o pacote amplia a remuneração indireta dos trabalhadores e reforça o alcance da negociação para além da função de motorista.
Reajuste vale para todas as funções do transporte urbano
Embora o salário dos motoristas tenha sido o ponto mais chamativo, o reajuste foi estendido a todas as funções das empresas de ônibus. Entram no acordo agentes de bordo, mecânicos, fiscais, lavadores e demais profissionais que atuam no transporte coletivo urbano de Sorocaba e Votorantim.
Para o sindicato, o resultado pode servir de referência para campanhas salariais de trabalhadores do transporte em outras regiões do país. O desfecho em Sorocaba e Votorantim mostra que, ao menos neste caso, a negociação conseguiu escapar da greve e entregar um ganho acima da inflação para uma categoria que vinha pressionando por valorização.
Se você acompanha acordos salariais e mudanças no transporte urbano, vale ficar de olho nos próximos desdobramentos e compartilhar esta notícia com quem depende desse serviço todos os dias.
