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Até europeus estão largando seus países para trabalhar na construção civil nesse polo econômico da Europa, onde o salário ultrapassa 1.350 euros por semana, cerca de “R$ 7.300”

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 23/02/2026 às 23:15
Europeus migram para polo econômico europeu atraídos por salários na construção civil acima de 1.350 euros semanais.
Europeus migram para polo econômico europeu atraídos por salários na construção civil acima de 1.350 euros semanais.
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Movimento crescente de trabalhadores europeus em direção a um dos polos econômicos mais fortes do continente chama atenção após relatos de ganhos superiores a 1.350 euros por semana, cerca de R$ 7.300, especialmente no setor da construção civil, mesmo diante do alto custo de vida local

Um jovem da construção civil que se mudou para a Suíça afirma receber 33 francos brutos por hora, superar 5.000 euros mensais e cobrir despesas estimadas em 1.000 euros já na primeira semana, relatando custos com aluguel, seguro e alimentação.

David Martínez decidiu deixar a Espanha e se estabelecer na Suíça mantendo sua atuação na construção civil. Segundo ele, desde o primeiro dia a experiência foi intensa. O trabalhador detalhou salários, despesas e a organização necessária para viabilizar a mudança.

Ele afirma receber 33 francos brutos por hora, equivalentes a 36 euros. Em valores líquidos, relata cerca de 28 francos por hora. Após uma semana no país, decidiu apresentar um balanço sobre ganhos, gastos iniciais e quanto estima reter mensalmente.

De acordo com o relato, a jornada gera aproximadamente 240 francos por dia. Ele afirma ultrapassar 1.350 euros por semana, totalizando mais de 5.000 euros mensais. O trabalho exercido é o mesmo que desempenhava na Espanha: demolições na construção civil.

Segundo o próprio trabalhador, a diferença salarial é significativa. Ele declara receber praticamente o quádruplo do que ganhava anteriormente. A mudança, segundo seu depoimento, ocorreu sem grandes complicações administrativas.

Salários na construção civil e comparação com a Espanha

Ao detalhar a remuneração, David destaca que os 33 francos brutos por hora representam cerca de 36 euros. Após descontos, restam aproximadamente 28 francos líquidos por hora trabalhada.

Com essa base, calcula 240 francos diários. Em termos semanais, menciona ultrapassar 1.350 euros. No acumulado mensal, afirma superar 5.000 euros. Ele ressalta que continua atuando na construção civil, especificamente em demolições.

A principal diferença apontada está na remuneração. Segundo o relato, desempenha exatamente as mesmas funções exercidas na Espanha, porém com rendimento quase quatro vezes superior.

Ele afirma que, após apenas uma semana no país, já possuía elementos suficientes para avaliar a experiência inicial, incluindo ganhos efetivos e despesas obrigatórias.

Gastos iniciais, aluguel e seguro obrigatório

Entre as primeiras despesas, David relata a compra de um cartão de trem no valor de 165 francos. Em alimentação, afirma ter gasto cerca de 150 francos nos primeiros dias.

O aluguel do quarto custa 550 francos mensais. Ele destaca que não precisou pagar fiança, o que reduziu o impacto inicial da mudança. No seguro médico obrigatório, afirma pagar aproximadamente 250 euros por mês.

A linha de telefone móvel representa 17 euros mensais. Somando aluguel, seguro e alimentação, estima que as despesas giram em torno de 1.000 euros.

Segundo o próprio trabalhador, esse valor pode parecer elevado para uma semana. No entanto, afirma que, ao final da primeira semana de trabalho, já havia gerado o equivalente ao que gastou.

Ele resume a situação afirmando que todo o valor investido inicialmente já foi recuperado com os rendimentos obtidos no período inicial de atuação na construção civil.

Produtividade e estrutura econômica da Suíça

A Suíça é frequentemente associada a salários elevados em comparação à média global. O material aponta que essa realidade resulta de fatores econômicos, estruturais e institucionais combinados.

Um dos elementos centrais é a alta produtividade do trabalhador suíço. O país concentra setores de elevado valor agregado, como a indústria farmacêutica, com empresas como Roche e Novartis.

No sistema financeiro, destacam-se instituições como UBS. Também são mencionados os setores de tecnologia, engenharia de precisão e indústria relojoeira de luxo, com empresas como Rolex.

Esses segmentos produzem bens e serviços com alto valor no mercado internacional. Segundo o material, isso permite o pagamento de salários mais elevados.

Multinacionais, educação técnica e estabilidade

Outro fator apontado é a forte presença de multinacionais. A Suíça abriga sedes globais e europeias de grandes empresas, aumentando a competição por profissionais qualificados.

Essa disputa por mão de obra pressiona salários para cima, especialmente em áreas como finanças, tecnologia, engenharia e saúde.

O sistema educacional técnico também é destacado. O país investe fortemente em formação profissional, com programas de aprendizagem que combinam estudo e trabalho.

Esse modelo cria uma força de trabalho altamente especializada e produtiva. A moeda nacional, o franco suíço, é descrita como forte e estável.

A estabilidade política, a baixa inflação histórica e um sistema jurídico previsível são apontados como fatores que atraem investimentos e mantêm a economia sólida.

Baixo desemprego e custo de vida elevado

A taxa de desemprego tradicionalmente baixa é mencionada como outro elemento relevante. Em contextos de escassez de profissionais qualificados, empresas elevam salários para atrair e reter talentos.

No entanto, o material ressalta que salários altos não significam enriquecimento rápido. O custo de vida na Suíça está entre os mais elevados do mundo.

Entre os principais gastos estão aluguel elevado, seguro-saúde obrigatório e caro, além de alimentação e serviços com preços altos.

No caso relatado por David, o aluguel mensal de 550 francos, o seguro de aproximadamente 250 euros e os gastos com alimentação ilustram essa realidade.

Apesar disso, ele afirma que, mesmo com despesas significativas, os rendimentos na construção civil permitem cobrir rapidamente os custos iniciais.

O resumo apresentado aponta que os salários elevados decorrem de uma economia altamente produtiva, setores de alto valor agregado, presença de multinacionais, mão de obra qualificada e estabilidade institucional.

Segundo o relato, a experiência inicial demonstra que, mesmo diante de custos altos, a remuneração obtida pode equilibrar as despesas. O trablhador afirma que, na primeira semana, já havia compensado integralmente os valores investidos.

O caso apresentado reúne números de salário por hora, ganhos diários e mensais, além de despesas detalhadas. A combinação entre altos rendimentos e alto custo de vida compõe o panorama descrito.

Ao final da primeira semana, segundo seu depoimento, a conta era clara: os gastos aproximados de 1.000 euros haviam sido cobertos pelos ganhos obtidos na construção civil na Suíça.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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