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Trump impôs 50% de tarifa sobre produtos brasileiros, derrubou 30% das exportações para os EUA, e o Brasil respondeu batendo recordes em 42 países e trocando os americanos pela Alemanha como principal comprador de café

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 24/06/2026 às 19:30 Atualizado em 24/06/2026 às 19:32
Com as tarifas de 50% dos EUA, o Brasil acelerou a diversificação e bateu recorde de exportações para 42 países, abrindo novos mercados como Canadá e Índia.
Com as tarifas de 50% dos EUA, o Brasil acelerou a diversificação e bateu recorde de exportações para 42 países, abrindo novos mercados como Canadá e Índia.
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Diante das tarifas de 50% aplicadas no segundo semestre de 2025, empresas brasileiras aceleraram a busca por novos mercados e registraram vendas inéditas para diversos destinos. O recorde de exportações para 42 países veio acompanhado de novos acordos comerciais, segundo dados do MDIC divulgados pelo Monitor Mercantil.

Os Estados Unidos impuseram 50% de tarifa sobre produtos brasileiros e derrubaram em 30% as exportações para o país, mas o Brasil bateu recorde de vendas para 42 países e trocou os americanos pela Alemanha como principal comprador de café. O movimento marca uma virada na estratégia comercial brasileira.

Segundo o Monitor Mercantil, divulgado pelo portal Brasil247, o Brasil alcançou em 2025 um recorde de exportações para 42 países, em um movimento de diversificação comercial acelerado pelas novas barreiras impostas pelos Estados Unidos, com tarifas de 50% aplicadas no segundo semestre do ano. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram volumes inéditos de vendas externas para destinos como Canadá, Índia, Turquia, Paraguai e Uruguai, e, desde agosto de 2025, quando as tarifas passaram a afetar diferentes setores, os exportadores intensificaram a busca por compradores em outros países.

O recorde de exportações para 42 países

Dados do MDIC mostram que o Brasil alcançou em 2025 um recorde de exportações para 42 países, ampliando sua presença em mercados estratégicos. O país registrou volumes inéditos de vendas externas para destinos como Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Bangladesh, Filipinas, Panamá, Paquistão e Noruega.

China e Estados Unidos também aparecem entre os países que atingiram recorde de compras de produtos brasileiros. Segundo o portal Brasil247, o movimento de diversificação comercial foi acelerado pelas novas barreiras impostas pelos Estados Unidos, segundo o Monitor Mercantil, e levou empresas exportadoras a rever rotas, clientes e estratégias de inserção no mercado global.

As tarifas de 50% e a queda de 30% para os EUA

A diversificação ganhou força depois que os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros no segundo semestre de 2025. Desde agosto de 2025, quando as tarifas passaram a afetar diferentes setores, os exportadores intensificaram os esforços para encontrar compradores em outros países, e o volume de exportações para os Estados Unidos caiu 30%.

“Muitas empresas têm isso em seu DNA”, disse Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Brasil, sobre a diversificação.

Para Prazeres, a diversificação já fazia parte da atuação de muitas empresas, mas a revisão da estratégia passou a ser uma necessidade diante da mudança no ambiente externo. O movimento atingiu especialmente segmentos que dependiam fortemente do mercado americano.

A Alemanha no lugar dos EUA como comprador de café

Um dos exemplos mais relevantes do redirecionamento das exportações é o café brasileiro. A Alemanha ultrapassou os Estados Unidos como principal destino do produto, em uma mudança que ilustra como as novas barreiras tarifárias remodelaram as vendas externas.

O caso do café mostra o efeito prático da diversificação sobre um setor estratégico. Ao redirecionar as vendas para outros compradores, o país buscou reduzir a exposição a um único mercado e diminuir a vulnerabilidade diante das tarifas americanas.

Novos acordos ampliam a cobertura do comércio

A ampliação dos mercados ocorre em paralelo ao avanço de acordos comerciais que apoiam as exportações.

Recentemente, o Congresso brasileiro aprovou tratados entre o Mercosul e Cingapura, além de um acordo com a Associação Europeia de Livre Comércio, formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

“Impulsionou um maior senso de pragmatismo”, declarou Constanza Negri, gerente de Comércio Exterior e Integração da CNI, sobre o contexto global.

Com esses instrumentos, a fatia do comércio exterior brasileiro coberta por acordos comerciais passará de 12% para 31%, vista como um passo para abrir novos caminhos e reduzir a vulnerabilidade diante de disputas tarifárias.

Para Negri, as tensões geopolíticas e as mudanças na política comercial internacional aumentaram o senso de pragmatismo entre o governo e o setor privado.

Coordenação entre emergentes e o peso da política

Para Paulo Borba Casella, professor de direito internacional público da USP e coordenador do Grupo de Estudos do BRICS, as medidas adotadas por Washington reforçaram a necessidade de maior coordenação entre economias emergentes, o que também pode afetar as exportações futuras.

Segundo ele, o novo ambiente pode estimular o uso de outras moedas nas transações internacionais, reduzindo a dependência das estruturas tradicionais do comércio global.

“Desenvolver outros mecanismos coordenados, inclusive entre os membros do BRICS”, afirmou Casella à agência Xinhua.

Para Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper, a reorganização dos fluxos internacionais de comércio não pode ser compreendida apenas pela ótica econômica. Segundo ele, fatores políticos passaram a influenciar de forma mais direta as decisões de exportadores e governos.

“As relações comerciais não são meramente econômicas”, afirmou Consentino, ao destacar o peso da política.

Diante das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos e da queda de 30% nas exportações para o mercado americano, o Brasil reagiu batendo recorde de vendas para 42 países, trocando os americanos pela Alemanha como principal comprador de café e ampliando de 12% para 31% a fatia do comércio coberta por acordos.

Segundo dados do MDIC divulgados pelo Monitor Mercantil, a diversificação se firmou como eixo central da estratégia comercial do país, enquanto analistas e autoridades, como Prazeres, Casella, Negri e Consentino, enxergam no cenário uma combinação de pragmatismo econômico e reorganização geopolítica.

Entre as disputas tarifárias e os novos mercados, o comércio exterior brasileiro entrou em uma fase de rearranjo acelerado.

E você, o que achou da resposta do Brasil às tarifas dos Estados Unidos, com o recorde de exportações para 42 países? Acredita que a diversificação protege o país de disputas tarifárias? Com respeito às diferentes visões, comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre economia e comércio exterior.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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