A obra de Niemeyer no Parque Encontro das Águas, em Manaus, avança com a concretagem das vigas e da big laje da oca, usando 380 m³ de concreto em operação com até 60 caminhões betoneira, controle tecnológico e execução sincronizada pela Prefeitura de Manaus nesta etapa estrutural da construção monumental.
A obra de Niemeyer no Amazonas avançou com uma etapa decisiva da construção da oca monumental do Parque Encontro das Águas Rosa Almeida, em Manaus. A concretagem das vigas e lajes mobilizou um volume estimado de 380 m³ de concreto, equivalente a cerca de 50 a 60 caminhões betoneira.
As informações foram publicadas pela Prefeitura de Manaus em 13 de fevereiro de 2026. Segundo o comunicado, a operação começou às 7h, seguiu ao longo do dia e entrou pela noite, marcando um avanço estrutural no espaço multiuso projetado para integrar arquitetura, turismo, lazer e paisagem amazônica.
Primeira obra de Niemeyer no Amazonas avança em Manaus

A primeira obra de Niemeyer no Amazonas está sendo executada no Parque Encontro das Águas Rosa Almeida, no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste de Manaus. O projeto leva as curvas características de Oscar Niemeyer para uma área ligada a um dos fenômenos naturais mais conhecidos da região: o encontro dos rios Negro e Solimões.
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A construção da oca é tratada como um dos pontos centrais do parque, tanto pelo impacto visual quanto pela complexidade de engenharia. A proposta combina arquitetura monumental e valorização da paisagem amazônica, criando um espaço multiuso pensado para cultura, convivência e contemplação.
Big laje mobiliza até 60 caminhões betoneira
A etapa chamada de “big laje” envolveu a concretagem das vigas e lajes da oca, com uso estimado de 380 m³ de concreto. O volume corresponde a aproximadamente 50 a 60 caminhões betoneira em uma única operação, concentrada ao longo do dia e prolongada até a noite.
Esse tipo de concretagem exige planejamento porque o fornecimento precisa ocorrer de forma contínua. A interrupção em uma etapa desse porte poderia comprometer o ritmo da execução, por isso a operação foi organizada com frentes simultâneas e atendimento exclusivo da concreteira à obra.
Concretagem marca etapa estrutural da oca
A concretagem da laje representa uma fase importante porque prepara a estrutura para os próximos elementos da oca. Segundo o diretor de Planejamento do Instituto Municipal de Planejamento Urbano, Pedro Paulo Cordeiro, a laje integra um conjunto de forças que envolve também a cúpula e as hastes.
Na prática, a estrutura não funciona como peças isoladas, mas como um sistema. Laje, cúpula e hastes precisam se equilibrar dentro do desenho arquitetônico, especialmente em uma construção que também tem função simbólica e visual dentro do Parque Encontro das Águas.
Cúpula e hastes serão os próximos desafios

Após a big laje, a obra de Niemeyer entra em uma fase voltada à cúpula e às hastes da oca. De acordo com o engenheiro Leandro Ladeira, as hastes terão 21 metros de altura, enquanto a cúpula terá cerca de 7 metros de pé-direito.
Esses elementos devem reforçar a presença monumental da construção no parque. A etapa seguinte exige precisão porque a oca será um dos marcos visuais do complexo, dialogando com a paisagem natural do Encontro das Águas e com a linguagem arquitetônica associada a Niemeyer.
Controle tecnológico acompanha o concreto no local
A operação contou com uma empresa responsável pelo controle tecnológico do concreto no próprio canteiro. Esse acompanhamento é usado para verificar as condições do material durante a execução, especialmente em uma concretagem de grande volume.
Segundo a Prefeitura de Manaus, a concreteira ficou exclusivamente dedicada à obra durante o dia. A sincronização entre laboratório, equipes de campo e fornecimento de concreto foi essencial para manter o ritmo da concretagem, já que a big laje dependia de execução contínua e coordenada.
Parque terá mirante, restaurante e áreas verdes
O Parque Encontro das Águas Rosa Almeida terá mais de 120 mil metros de área e mirante para o encontro do rio Negro com o Solimões. Além da oca, o complexo deve reunir restaurante, quiosques, áreas verdes, trilhas, espaços de contemplação e estruturas de convivência.
O projeto também prevê acessibilidade plena, reforçando a proposta de transformar a área em um espaço público de turismo, lazer e valorização ambiental. A obra de Niemeyer aparece como peça central desse conjunto, por unir arquitetura de impacto e vista privilegiada para um fenômeno natural amazônico.
Arquitetura monumental mira paisagem amazônica
A presença de uma obra assinada por Oscar Niemeyer no Amazonas tem peso simbólico porque conecta a arquitetura brasileira moderna a uma das paisagens mais reconhecidas do país. O parque busca transformar o local em ponto de visitação, contemplação e convivência urbana.
Ao mesmo tempo, a construção exige soluções estruturais compatíveis com sua escala. A big laje não é apenas uma etapa técnica: ela sustenta a continuidade da forma arquitetônica que dará identidade à oca, um dos elementos mais marcantes do novo parque em Manaus.
Etapa coloca o parque em fase decisiva
Com a concretagem de 380 m³ de concreto, a obra de Niemeyer avança para uma fase mais visível da estrutura. A etapa encerra uma parte importante da base da oca e abre caminho para a execução da cúpula e das hastes que devem compor o desenho final do espaço.
A movimentação de até 60 caminhões betoneira mostra a escala da intervenção no Parque Encontro das Águas. Você acredita que obras monumentais como essa ajudam a valorizar espaços públicos e paisagens naturais, ou o impacto depende mais da gestão e do uso depois da inauguração? Comente sua opinião.
