Mensagens reveladas pelo Intercept Brasil mostram negociações envolvendo Daniel Vorcaro, Jim Caviezel e a produção do filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro
Uma troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro trouxe novos detalhes sobre os bastidores da produção de Dark Horse, filme inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro.
As informações foram divulgadas pelo Intercept Brasil na quarta-feira, 13 de maio de 2026. A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas ligadas ao caso a existência do áudio mencionado na reportagem.
Segundo a publicação, Vorcaro, preso pela Polícia Federal, ajudou a financiar o longa. Flávio Bolsonaro teria atuado diretamente nas cobranças relacionadas aos pagamentos da produção cinematográfica.
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O áudio enviado em setembro do ano passado cita dois nomes conhecidos do cinema internacional: Jim Caviezel e Cyrus Nowrasteh.
“Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus”, afirmou Flávio na gravação revelada pela reportagem.
A declaração ainda descreve os dois profissionais como nomes “renomadíssimos” do cinema americano e mundial. O senador também afirmou que problemas financeiros poderiam comprometer os impactos positivos esperados para o filme.
Jim Caviezel e Cyrus Nowrasteh aparecem no centro da produção de Dark Horse
Jim Caviezel, ator americano de 57 anos, ganhou notoriedade internacional após interpretar Jesus Cristo em A paixão de Cristo, lançado em 2004.
Produções voltadas ao público conservador também passaram a integrar sua carreira nos últimos anos. Entre elas está Som da liberdade, lançado em 2023.
O ator foi escolhido para interpretar Jair Bolsonaro em Dark Horse, produção citada nas mensagens divulgadas pelo Intercept Brasil.
Cyrus Nowrasteh, diretor do longa, possui 69 anos e acumula trabalhos em filmes como O apedrejamento de Soraya M. e Depois do atentado.
Uma ligação anterior com o Brasil também aparece na trajetória do cineasta. Em 1995, ele escreveu o roteiro de Jenipapo ao lado da diretora Monique Gardenberg.
Filme sobre Jair Bolsonaro é descrito como thriller político internacional
A sinopse oficial divulgada pelo site Deadline apresenta Dark Horse como uma produção inspirada em eventos reais ligados à trajetória política de Jair Bolsonaro.
O texto descreve Bolsonaro como um personagem controverso que deixa a condição de capitão do Exército para disputar a Presidência da República em um Brasil polarizado.
O atentado sofrido durante a campanha presidencial de 2018 também aparece como ponto central da narrativa. A descrição afirma que o episódio transforma a disputa política em uma luta por sobrevivência, verdade e poder.
Cyrus Nowrasteh afirmou ao Deadline que o projeto não foi pensado como uma biografia tradicional. O diretor definiu o longa como um thriller político sobre poder, mídia e fé.
Relatório aponta pagamento de R$ 61 milhões para produção do longa
Dados divulgados pelo Intercept Brasil apontam que Daniel Vorcaro teria pago cerca de R$ 61 milhões para a produção de Dark Horse entre fevereiro e maio de 2025.
A reportagem afirma que os valores foram enviados para um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado de Eduardo Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro foi questionado por jornalistas ao deixar o Supremo Tribunal Federal. O senador interrompeu rapidamente a entrevista e afirmou apenas que se tratava de “dinheiro privado”.
A repercussão do caso ampliou a atenção sobre Dark Horse, principalmente pela presença de nomes conhecidos do cinema internacional e pelas negociações financeiras ligadas à produção.
O avanço das investigações poderá aumentar o debate sobre financiamento privado em filmes ligados à política brasileira.
Diante das revelações sobre Dark Horse, como o financiamento privado de filmes ligados à política deve ser tratado no debate público brasileiro?

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