A descida da Serra de Ubatuba, conhecida por suas curvas acentuadas e clima instável, exige técnica, preparo e atenção redobrada de quem se aventura rumo ao litoral paulista
Quem pretende viajar rumo ao litoral norte de São Paulo, especialmente em direção a Ubatuba, deve se preparar bem. A descida da Serra é apontada como uma das mais desafiadoras do país, porque combina curvas fechadas, trechos íngremes e condições climáticas imprevisíveis. Por isso, o trajeto exige atenção constante e domínio total do veículo.
Relatos de tensão na estrada
Entre os viajantes que compartilharam experiências no Tripadvisor, há relatos que evidenciam o quanto o percurso pode ser difícil.
Uma usuária chamada Smb contou que os filhos passaram mal durante a descida por causa das inúmeras curvas.
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Segundo ela, não havia acostamento ou espaço para parar e prestar socorro. “Foi bem tenso. Não recomendo e não pego mais essa estrada”, afirmou.
Outro relato, do usuário Gean Panne, descreve uma travessia ainda mais complicada. Ele subiu a Serra de Ubatuba pela Rodovia Oswaldo Cruz em meio a uma densa neblina.
“Foi um dos momentos mais tensos da minha vida. O que falaram em curva cotovelo, bota cotovelo nisso”, escreveu.
De acordo com ele, a visibilidade chegou a quase zero. “Eu não via um palmo na frente do carro. Nunca mais, NUNCA mais eu passo por ela”, completou.
Os depoimentos refletem o quanto o trecho pode ser assustador para motoristas despreparados.
Marcha certa garante mais controle
Em veículos com câmbio manual, especialistas orientam usar na descida a mesma marcha que seria usada para subir.
Isso ajuda a manter o controle do carro e evita a sobrecarga dos freios. A técnica, conhecida como frenagem de motor, é indicada especialmente em ladeiras longas e íngremes.
Nos carros automáticos, é essencial observar a rotação do motor. Em geral, o próprio sistema reduz as marchas automaticamente, mas se o giro estiver muito baixo, o condutor pode intervir manualmente, usando a alavanca do câmbio ou as borboletas do volante.
Cuidados básicos para descer com segurança
Usar marchas engrenadas é a principal recomendação, porque oferece mais estabilidade e reduz a necessidade de frear com frequência. Além disso, evita o superaquecimento do sistema de freios.
Antes de iniciar o trajeto, vale checar as condições climáticas e evitar períodos com neblina intensa. Com atenção e prudência, a viagem até Ubatuba pode ser feita de forma tranquila e segura.
Você também pode gostar: Conheça a Bayburt D915: a estrada que sobe 1,83 km na montanha, sem proteção, com curvas fatais e quedas longas, agora eleita a mais perigosa do mundo
A estrada Bayburt D915, na província de Trabzon, Turquia, foi eleita a mais perigosa do mundo. Com 106 quilômetros de extensão, ela corta a montanha Soganli a 6.000 pés (1,83 km) de altura, repleta de curvas fechadas e sem barreiras de segurança.
O caminho conecta Bayburt à cidade costeira de Of. Mesmo com os riscos, muitos moradores preferem essa rota às opções alternativas, que exigem mais desvios e tempo de viagem.
Curvas sem margem para erro
Chamada de “estrada para o inferno”, a D915 desafia até motoristas experientes. São 29 curvas fechadas sem qualquer proteção lateral, exigindo concentração máxima. As paisagens são impressionantes, mas qualquer distração pode ser fatal.
Um pequeno erro pode levar o veículo a cair de alturas de até 275 metros. A estrada já registrou muitas mortes, reforçando sua fama mundial de periculosidade.
O perigo não está apenas no traçado. Mesmo durante o verão, o nevoeiro denso reduz drasticamente a visibilidade.
Além disso, há riscos constantes de avalanches e deslizamentos de terra, o que exige atenção permanente dos motoristas.
Estrada construída em 1916 com cascalho
A história da D915 começa em 1916, quando soldados russos construíram o trajeto usando cascalho da própria montanha.
Hoje, embora grande parte da estrada já tenha sido asfaltada, o trecho central permanece com cascalho solto, dificultando ainda mais a dirigibilidade.
Pistas estreitas e tráfego diário na estrada mais perigosa do mundo
Em alguns trechos, a estrada é tão estreita que dois veículos não conseguem passar lado a lado. Ainda assim, o tráfego continua intenso, com moradores utilizando caminhões, carros e motocicletas todos os dias.
Durante o inverno, a estrada é normalmente fechada. As fortes nevascas deixam as encostas escorregadias e comprometem completamente a visibilidade, aumentando o risco de acidentes.
Reconhecimento mundial
A D915 foi eleita a estrada mais perigosa do planeta pelo site dangerousroads.org, após pesquisa com motoristas de diferentes países.
O portal afirmou: “palavras e imagens não são suficientes para descrever o quão perigosa esta estrada é”.
Com isso, a D915 superou a famosa Estrada da Morte, na Bolívia, que registrava até 300 mortes por ano.


Conheço ela muito bem.
Tem trechos que vc tem que descer de 1a marcha .
Eu adoro esta aventura!
A impressão que tenho, que, apesar de serem poucas curvas, a Serra do Corvo Branco, em SC é mais íngreme. Depois do trecho de precário asfalto, a estrada de terra segue pela beira do precipício, sem qualquer proteção. (Obs: isso, antes das obras, as quais estão em andamento)
Realmente pelo o video é bem estranha mesmo.
Mas ja viram a serra MORRO DO FAMA EM PATY DO ALFERES .
Não perde pra essa não .
Só é menor.