Estudo publicado na Nature Communications mostra como partículas microscópicas de ouro são identificadas nas folhas com tecnologia de raios-x avançada
Uma descoberta científica na Austrália revelou que partículas microscópicas de ouro podem ser absorvidas por árvores de eucalipto, fenômeno que levou pesquisadores a adotar o termo árvore do ouro para descrever essa interação natural com depósitos subterrâneos profundos.
A Organização de Pesquisa Científica e Industrial de Commonwealth (CSIRO) conduziu o estudo e publicou os resultados na revista Nature Communications, conforme comunicado oficial divulgado pela equipe responsável pela pesquisa.
Os cientistas explicam que as raízes dessas árvores ultrapassam 30 metros de profundidade, alcançam águas subterrâneas ricas em minerais e transportam micropartículas do metal precioso até folhas e galhos por meio do sistema vascular da planta.
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Investigação técnica confirma absorção do mineral
Os pesquisadores confirmaram a presença do ouro nas folhas ao aplicar tecnologia de raios-x no Síncrotron Australiano, em Melbourne, onde mapearam com precisão a concentração e a distribuição das partículas metálicas nos tecidos vegetais.
Durante as análises laboratoriais, a equipe identificou micropartículas com dimensão equivalente a aproximadamente um quinto do diâmetro de um fio de cabelo humano, o que evidenciou o caráter microscópico do material absorvido.
Os resultados mostraram que o ouro não permaneceu apenas na superfície externa das folhas, mas integrou-se ao sistema interno da planta após a absorção pelas raízes profundas.
Impacto potencial para a mineração
Tradicionalmente, empresas de mineração realizam perfurações extensas e levantamentos geológicos complexos, além de empregar métodos técnicos de alto custo que exigem grande infraestrutura e mobilização operacional.
Com base nos dados apresentados pela CSIRO, a presença do metal nas folhas dos eucaliptos pode funcionar como indicador biológico natural e orientar a localização de depósitos enterrados a dezenas de metros de profundidade.
Essa estratégia pode complementar técnicas convencionais de prospecção mineral e direcionar avaliações técnicas para áreas com maior potencial aurífero.
Contexto histórico na região de Goldfields-Yilgarn
A Austrália possui forte tradição na mineração, especialmente em regiões que impulsionaram o desenvolvimento econômico durante o século XIX por meio da exploração de ouro.
A cidade de Kalgoorlie-Boulder, situada a cerca de 595 quilômetros de Perth, surgiu em 1893 durante a corrida do ouro na região de Goldfields-Yilgarn e consolidou-se como um dos principais centros auríferos do país.
Esse histórico reforça a relevância geológica da região e mantém o ouro como elemento central na economia mineral australiana.
Características do gênero Eucalyptus
O gênero Eucalyptus reúne mais de 700 espécies, quase todas originárias da Austrália, onde dominam a paisagem e demonstram alta capacidade de adaptação a diferentes condições climáticas e tipos de solo.
Além do território australiano, pequenas ocorrências aparecem na Nova Guiné, Indonésia e no sul das Filipinas, embora a maior diversidade permaneça concentrada na Oceania.
Essa adaptabilidade favorece o desenvolvimento de raízes profundas, que interagem diretamente com camadas subterrâneas ricas em minerais.
Presença do eucalipto no Brasil
No Brasil, registros históricos apontam exemplares no Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 1825 e no Museu Nacional em 1868, marcando o início da introdução do eucalipto no país.
Atualmente, Minas Gerais ocupa cerca de 2% de seu território com plantações da espécie e consolida-se como importante polo produtivo no setor florestal nacional.
O município de Itamarandiba destaca-se há mais de três décadas na silvicultura, desenvolvendo práticas voltadas ao manejo e ao melhoramento de povoamentos florestais.
Com esse avanço científico apresentado pela CSIRO, amplia-se a compreensão sobre a relação entre plantas e minerais subterrâneos e fortalece-se o debate sobre aplicações biológicas na prospecção mineral.
A combinação entre pesquisa botânica e tecnologia de imagem avançada indica que processos naturais podem oferecer ferramentas estratégicas para estudos geológicos mais direcionados.
Você acredita que métodos como a chamada árvore do ouro podem redefinir as estratégias de exploração mineral nas próximas décadas?

Para vai pentear careca, tá.
Então plantar eucalipto até suas raízes atingirem 30 metros de profundidade.
Pra fazer exames nas folhas de eucalipto.
KKKKKK. Aí forçou….
Abraço.
Tudo é possível, não é?
Essa planta seca a água do sub-solo e não gera emprego, quase todo processo hoje é feita por máquinas, reduz o crescimento populacional dos distritos, ocupa onde espaço onde serviriam para produção de alimentos e compromete a vida dos animais.
Aguardo resposta dessas companhias para investir messes municípios, por exemplo asfaltamento das estradas e geração de mais empregos para as população locais.