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Árvore de Natal de crochê gigante, feita com 2,4 mil quadradinhos, levou meses para ser concluída e virou ponto turístico no interior de São Paulo

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 13/01/2026 às 12:33 Atualizado em 13/01/2026 às 16:34
Árvore de natal de crochê
Imagem: Reprodução / EPTV
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Instalação natalina de 7,5 metros feita com 2,4 mil quadradinhos mobilizou 56 artesãs por três meses, criou oficinas, integrou gerações e virou ponto de encontro na Praça Pio XII central

Uma árvore de Natal de crochê com 7,5 metros tornou-se atração no centro de Pradópolis, ao reunir trabalho coletivo, participação comunitária e impacto cultural na Praça Pio XII, onde a instalação iluminada passou a chamar atenção desde a montagem final.

Instalada na Praça Pio XII, a árvore de natal iluminada chama a atenção de moradores e visitantes, transformando o espaço central em ponto de encontro durante o período natalino.

O projeto envolveu 56 artesãs de diferentes idades, ao longo de três meses, em uma iniciativa voluntária que mobilizou moradores interessados em colaborar.

Formada por aproximadamente 2,4 mil quadradinhos de crochê feitos à mão, a árvore representa um esforço coletivo marcado por encontros semanais e dedicação contínua.

A ideia partiu da diretora do Departamento de Cultura do município, Regina Atique Ferraz, responsável por articular o projeto e estimular a adesão da comunidade local.

Segundo Regina, a inspiração surgiu após contato com árvores de crochê vistas na Itália, referência que motivou a adaptação da proposta à realidade local.

Os novelos de lã utilizados na confecção foram obtidos por meio de parcerias e doações, viabilizando a produção sem custos diretos às participantes.

A Prefeitura assumiu a responsabilidade pela estrutura metálica, pela instalação e pela iluminação, garantindo segurança e visibilidade à decoração montada.

Árvore de natal de Crochê
Imagem: Reprodução

Árvore de natal de chochê: Iniciativa reuniu crocheteiras experientes e iniciantes

A produção iniciou-se em setembro e ocorreu no Centro Educacional do município, espaço que concentrou encontros regulares e troca de experiências.

Durante o processo, artesãs experientes dividiram conhecimentos com pessoas que nunca haviam praticado crochê, ampliando o alcance da iniciativa.

Regina destacou que, além das crocheteiras convidadas inicialmente, muitas pessoas demonstraram interesse em aprender, levando à criação de uma oficina.

Hoje, o grupo é formado por 56 mulheres e um menino, combinação que reforça a diversidade e o caráter inclusivo da proposta.

Para a aposentada Aparecida Fonzere, que faz crochê desde os 9 anos, o trabalho coletivo trouxe um novo significado à prática.

Ela relatou que, após a aposentadoria, costumava crochetar sozinha, mas passou a valorizar as trocas e conversas proporcionadas pelo grupo.

Aparecida também ressaltou que a participação de crianças ajudou a quebrar a ideia de que crochê é atividade restrita a pessoas mais velhas.

Árvore de natal de Crochê
Imagem: Arquivo Pessoal

Moradores destacam orgulho e impacto coletivo

O professor Leandro Magalhães, morador da cidade, afirmou nunca ter visto um projeto semelhante em Pradópolis, destacando o sentimento de orgulho coletivo.

Segundo ele, o envolvimento da própria mãe na produção tornou a experiência ainda mais significativa e reforçou o valor simbólico da árvore.

Para o aposentado Hélio Brito, a decoração representa um presente à população, resultado do esforço individual de cada participante.

Ele avaliou que o trabalho exigiu dedicação, mas que o resultado final ficou muito bonito e bem localizado no espaço público.

Árvore de natal de crochê
Imagem: Reprodução / EPTV

Gerações se aproximaram por meio do crochê

A iniciativa também aproximou diferentes gerações de uma mesma família, reunindo mãe, filha e avó em torno do aprendizado coletivo.

A dona de casa Andreza Francisco contou que começou sem experiência e aprendeu com a mãe enquanto acompanhava a participação da filha.

Segundo Andreza, a atividade ajudou a reduzir o tempo da criança no celular, fortalecendo a convivência familiar durante o processo.

Aos 10 anos, Alice Francisco Simão está entre as participantes mais jovens e relatou que começou fazendo apenas correntinha.

Com a prática constante, ela afirmou ter pegado o jeito e desenvolvido gosto pela atividade, encerrando o projeto com sensação de conquista pessoal.

Com informações de G1.

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Romário Pereira de Carvalho

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