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Artemis 2 pode decolar 1º de abril às 19h24 para orbitar a Lua com quatro astronautas, mas erupção solar classe X e ejeção coronal podem interferir comunicações e ameaçar o lançamento ainda

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Escrito por Carla Teles Publicado em 31/03/2026 às 19:48 Atualizado em 31/03/2026 às 19:50
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Astronautas da Artemis 2 orbitam a Lua; NASA monitora erupção solar classe X e risco de interferência no lançamento.
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Astronautas da Artemis 2 seguem para a Lua na cápsula Orion, enquanto a NASA acompanha erupção solar classe X e alerta para possíveis interferências

Os astronautas da missão Artemis 2 podem levar a humanidade de volta à órbita da Lua pela primeira vez em mais de meio século. Se tudo seguir o planejamento, o lançamento está previsto para 1º de abril, às 19h24 no horário de Brasília, com uma viagem de cerca de 10 dias ao redor do satélite natural da Terra.

Ao mesmo tempo, um alerta espacial entrou no radar: uma erupção solar classe X e uma ejeção de massa coronal podem impactar comunicações e interferir em etapas críticas do voo. A NASA ainda não anunciou mudanças, mas o cenário exige atenção porque as próximas horas coincidem com a aproximação desse material em direção ao nosso planeta.

Artemis 2 leva quatro astronautas para um voo histórico ao redor da Lua

Astronautas da Artemis 2 orbitam a Lua; NASA monitora erupção solar classe X e risco de interferência no lançamento.

A missão Artemis 2 será lançada pelo foguete Space Launch System, o SLS, com quatro astronautas a bordo.

Mesmo sem pouso, o sobrevoo representa um avanço importante na exploração lunar, porque testa sistemas e valida a infraestrutura humana e tecnológica necessária para as próximas fases.

O voo também marca um retorno simbólico: será a primeira missão tripulada do programa Artemis e o primeiro voo com humanos além da órbita baixa da Terra desde a Apollo 17, em 1972.

A tripulação vai voar na cápsula Orion, impulsionada pelo SLS, em uma jornada planejada para durar cerca de 10 dias.

Quem são os astronautas da missão e qual é o objetivo do voo

Integram a Artemis 2 os astronautas Reed Wiseman, Víctor Glover e Christina Koch, da NASA, além de Jeremy Hansen, da agência espacial canadense.

O objetivo é sobrevoar a Lua, testar sistemas em ambiente real e garantir que a estrutura do programa esteja pronta para etapas mais complexas.

Esse tipo de missão funciona como uma prova geral em escala inédita para a nova era lunar. Cada etapa valida procedimentos, comunicação, navegação e rotinas de tripulação, reduzindo incertezas antes de uma tentativa de retorno à superfície.

Janelas alternativas caso o lançamento não ocorra em 1º de abril

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Se o lançamento não acontecer na quarta-feira por qualquer motivo, novas oportunidades estão previstas para os dias 2, 3 e 6 de abril. Depois disso, outra janela se abre no fim do mês.

Essa flexibilidade é comum em missões espaciais, especialmente quando envolvem astronautas, porque clima, sistemas e condições de segurança precisam estar alinhados para evitar riscos desnecessários.

Calendário do programa muda e empurra o pouso de astronautas para 2028

O calendário das próximas etapas do programa Artemis passou por reformulação. A missão Artemis 3, que originalmente marcaria o retorno histórico da humanidade à superfície lunar, foi redesenhada e agora deve servir como um voo complexo de treinamento em órbita da Terra, previsto para 2027.

Com essa reestruturação, o tão aguardado pouso de astronautas na Lua foi transferido para a missão Artemis 4, programada para o início de 2028.

No mesmo ano, a agência planeja lançar a Artemis 5, que deverá realizar a segunda descida à superfície lunar desta nova fase.

Erupção solar classe X e ejeção coronal podem interferir no lançamento

No mesmo período do lançamento, a Terra pode enfrentar os efeitos de uma erupção solar do tipo mais potente, classificada como classe X.

O fenômeno teve origem na mancha solar 4405, uma região ativa que vem crescendo na superfície do Sol e chamou a atenção de cientistas.

O evento foi registrado pelo Observatório de Dinâmica Solar da NASA, que acompanhou a explosão por várias horas.

A erupção liberou radiação ultravioleta extrema, capaz de ionizar camadas superiores da atmosfera terrestre, o que pode afetar sinais e comunicações em determinados cenários.

Falhas em rádio já ocorreram e o período crítico coincide com a missão

Poucos minutos após o episódio, houve falhas nas comunicações por rádio em partes do Sudeste da Ásia e da Austrália, com perda de sinal em frequências usadas principalmente em ondas curtas.

Além disso, a explosão lançou ao espaço uma ejeção de massa coronal, um jato de material solar formado por plasma e partículas carregadas.

Parte desse material segue em direção à Terra e deve atingir o planeta entre terça e quarta-feira, período próximo ao lançamento da missão Artemis 2.

A preocupação aumenta porque a mancha solar 4405 está girando em direção ao nosso planeta, elevando a chance de novas erupções nos próximos dias.

O que pode acontecer com comunicações e operações espaciais

Especialistas alertam que rajadas solares podem afetar comunicações essenciais. Isso significa que pode haver interferências durante o lançamento da missão à Lua e nas primeiras manobras em órbita.

Por enquanto, a NASA não anunciou qualquer alteração nos planos. Se a Terra for atingida de raspão, outro fenômeno esperado são auroras em latitudes mais baixas do que o habitual.

Ainda assim, é preciso acompanhar os desdobramentos para entender a intensidade real dos efeitos e se haverá impacto direto na operação com os astronautas.

Na sua opinião, a NASA deveria manter o lançamento com os astronautas no horário previsto ou adiar por precaução diante do risco de interferência solar?

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Carla Teles

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