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Arranha-céu abandonado de 49 andares em Bangkok resiste a terremoto de magnitude 7,7 que derrubou prédio moderno e volta ao centro do debate sobre engenharia estrutural e resistência sísmica

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 13/03/2026 às 23:01
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Após tremor histórico que atingiu o Sudeste Asiático e fez edifícios balançarem a mais de mil quilômetros do epicentro, um arranha-céu abandonado de 49 andares desde os anos 1990 permaneceu intacto e virou assunto entre engenheiros e curiosos

Um terremoto poderoso sacudiu o Sudeste Asiático e provocou danos em várias construções. Em Bangkok, um prédio moderno em construção desabou após os tremores. A Sathorn Unique Tower, um arranha-céu abandonado há mais de três décadas, permaneceu de pé mesmo depois de sentir os efeitos do terremoto que atingiu magnitude 7,7 em Myanmar.

A estrutura incompleta voltou ao centro das discussões sobre engenharia estrutural e resistência sísmica, principalmente porque o tremor ocorreu a cerca de 1000 quilômetros do epicentro.

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Um terremoto histórico que percorreu mil quilômetros e colocou a engenharia urbana de Bangkok à prova

O terremoto ocorreu em 28 de março e teve descrição como o mais forte registrado em Myanmar em aproximadamente 100 anos.

Os tremores tiveram abalos em diversas regiões do Sudeste Asiático. Em Bangkok, edifícios balançaram e moradores relataram momentos de tensão.

Um arranha-céu que ainda estava em construção não resistiu e colapsou, cenário que rapidamente ganhou destaque em redes sociais e veículos internacionais.

Ao mesmo tempo, imagens de outra construção começaram a circular na internet. Era a famosa torre abandonada conhecida como Ghost Tower, que continuava intacta no horizonte da cidade.

O contraste entre um prédio moderno que desabou e uma estrutura parada desde os anos 1990 despertou curiosidade imediata.

A história da torre fantasma que nasceu como um projeto de luxo e teve abandono no meio da construção

A Sathorn Unique Tower foi concebida, assim, durante um período de forte crescimento econômico da Tailândia.

O projeto previa um complexo residencial e comercial de alto padrão, com 49 andares e vista privilegiada para o rio Chao Phraya.

A obra avançava quando a crise financeira asiática de 1997 atingiu o país. A economia entrou em colapso e inúmeros projetos imobiliários ficaram sem financiamento.

Entre eles estava a torre que hoje domina o bairro de Sathon com sua estrutura de concreto exposta.

Desde então, o edifício permanece inacabado, transformado em um símbolo urbano da crise econômica que atingiu o Sudeste Asiático.

Por que uma estrutura inacabada pode resistir a tremores e intrigar especialistas em engenharia estrutural

O fato de a torre permanecer de pé não significa necessariamente que esteja segura para uso.

Segundo especialistas em engenharia estrutural, diversos fatores podem influenciar o comportamento de um edifício durante um terremoto.

Entre eles estão o tipo de fundação, o sistema estrutural adotado e a distribuição de peso ao longo da construção.

Projetos de arranha-céu costumam ser concebidos com margens de segurança elevadas justamente para lidar com vibrações e forças horizontais.

No caso da torre de Bangkok, não há um relatório público detalhando como a estrutura reagiu ao terremoto. Ainda assim, o episódio despertou interesse sobre os métodos construtivos utilizados na época.

O arranha-céu abandonado que se tornou ponto turístico clandestino e símbolo urbano de Bangkok

Além do mistério estrutural, a torre ganhou fama por outro motivo.

Seu aspecto incompleto e silencioso fez surgir histórias locais sobre assombrações. Foi assim que o edifício passou a ser chamado de Ghost Tower.

Com o tempo, exploradores urbanos e turistas curiosos começaram, então, a visitar o local em busca de uma vista privilegiada da cidade.

Relatos publicados por viajantes indicam que alguns visitantes chegaram a pagar cerca de 200 baht a um segurança para acessar o prédio por alguns minutos.

Em 2015, o blogueiro de viagem Jack Morris contou que já subiu ao topo do edifício diversas vezes e descreveu o local como um dos melhores pontos para observar Bangkok.

A sobrevivência da torre reacende uma pergunta que interessa à engenharia urbana no mundo inteiro

O episódio trouxe à tona um debate recorrente no setor de construção civil.

Se uma estrutura abandonada consegue, portanto, resistir a tremores sentidos a longa distância, o que isso revela sobre os métodos de engenharia utilizados no passado?

Especialistas apontam que cada edifício possui características únicas e que comparações diretas podem ser enganosas.

Mesmo assim, casos como o da torre de Bangkok costumam estimular discussões sobre retrofit estrutural, reaproveitamento de grandes edifícios e padrões de segurança urbana.

Não por acaso, usuários nas redes sociais começaram a questionar se a torre poderia ter reforma e transformação em um novo empreendimento.

A pergunta permanece aberta.

No momento, o arranha-céu, assim, continua parado no mesmo ponto do horizonte de Bangkok. Um gigante de concreto que atravessou décadas de abandono e agora ganhou uma nova camada de mistério após sobreviver a um dos terremotos mais fortes da região.

Se você pudesse decidir o destino desse edifício, ele deveria ser demolido ou transformado em um novo projeto urbano? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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