A arma a laser desenvolvida pela russa LazerBuzz ampliou o alcance contra drones para 1,5 quilômetro, superando a marca anterior de 1 km e entrando em uma nova fase de testes com integração a radar, uso de laser de itérbio focalizado e avanço dentro do Projeto Posokh.
A arma a laser desenvolvida pela empresa russa LazerBuzz ampliou seu alcance contra drones para 1,5 quilômetro, em uma nova atualização de testes apresentada no âmbito do Projeto Posokh. O avanço foi relatado pela agência estatal russa TASS e marca mais uma etapa no desenvolvimento de defesas de energia direcionada voltadas ao enfrentamento de pequenas ameaças aéreas não tripuladas.
O novo resultado indica uma evolução em relação a testes anteriores e foi descrito pela própria empresa como parte de um processo contínuo de modernização do sistema. A LazerBuzz afirmou que a interceptação ocorreu contra um drone do tipo aeronave a uma distância de 1.500 metros, mas ressaltou que essa ainda não seria a configuração final da tecnologia.
Embora o relato represente um marco visível no programa, os dados disponíveis até agora são limitados ao que foi divulgado pela empresa e reproduzido pela TASS. Não há, até o momento, avaliações militares oficiais ou testes independentes tornados públicos para confirmar o desempenho informado.
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Arma a laser amplia alcance em nova fase do Projeto Posokh
A TASS informou que o sistema usa tecnologia de laser de itérbio focalizado para provocar danos físicos nos drones. Na prática, isso significa que o equipamento busca destruir componentes por aquecimento direto, em vez de recorrer a interferência eletrônica para neutralizar o alvo.
Esse método exige que a energia permaneça concentrada por tempo suficiente em uma área crítica do drone para causar falha estrutural ou incêndio. O dado divulgado pela LazerBuzz sugere que o programa segue em atualização, com mudanças ainda em andamento na busca por maior alcance e melhor capacidade de engajamento.
O avanço para 1,5 quilômetro supera marcos anteriores já relatados pela própria TASS. Em dezembro de 2025, a agência havia informado que o sistema atingira um drone FPV a 1 quilômetro de distância, em um teste no qual componentes internos, incluindo a bateria, foram danificados até que o aparelho pegasse fogo e caísse.
Integração com radar reforça evolução do sistema antidrone
Outra etapa importante foi registrada em 27 de março de 2026, quando a TASS relatou a integração da arma a laser a um radar. A medida foi apresentada como parte de um processo de detecção, rastreamento e engajamento capaz de enfrentar manobras de drones FPV.
Representantes da empresa afirmaram que veículos aéreos não tripulados voando entre 130 e 140 km/h foram acionados a cerca de 1 quilômetro de distância. O dado ajuda a mostrar que o sistema não vem sendo tratado apenas como um feixe isolado, mas como parte de uma estrutura mais ampla de defesa antidrone.
Com isso, o programa passa a sugerir uma mudança de escopo, saindo de um laser independente para uma plataforma mais abrangente, apoiada por sensores e meios de rastreamento. A adição do radar é apontada como um passo central, porque localizar e acompanhar drones pequenos e voando baixo costuma ser um desafio tão relevante quanto gerar a potência necessária para o disparo do feixe.
A TASS também relatou que a LazerBuzz trabalha em um subsistema de sensor acústico. Caso o recurso avance, ele poderá ampliar o alerta antecipado e reforçar a capacidade de detecção em cenários de baixa visibilidade.
Limitações técnicas ainda cercam a arma a laser
Apesar do progresso anunciado, o resultado de 1,5 quilômetro ainda exige cautela na interpretação. Uma única interceptação bem-sucedida não comprova, por si só, desempenho constante em ambiente real de combate.
O funcionamento de uma arma a laser depende de fatores como qualidade do feixe, precisão do rastreamento, tempo de permanência sobre o alvo e condições atmosféricas. Esses elementos podem afetar diretamente a capacidade de manter a energia focada no ponto exato necessário para destruir partes críticas de drones rápidos e ágeis.
Condições como chuva, neblina, poeira e terrenos complexos também permanecem como variáveis relevantes, mas ainda sem detalhes públicos sobre desempenho. Faltam informações sobre potência de saída, sistemas de resfriamento, cronogramas de implantação e comportamento operacional em situações adversas.
Relatórios anteriores mencionaram ainda tempos de engajamento mais rápidos. Uma atualização de setembro de 2025 indicou destruição de drones em cerca de três segundos, enquanto um relatório de novembro citou engajamentos automáticos em apenas meio segundo, marcas que, se confirmadas, podem ter peso decisivo em cenários reais.
No estágio atual, a interceptação a 1,5 quilômetro aparece como sinal de progresso contínuo, e não como confirmação de um salto definitivo.
O resultado aponta melhorias em rastreamento, integração de sistema e controle do feixe, mas ainda não comprova eficácia consistente contra uma variedade ampla de ameaças aéreas não tripuladas.
Com informações de TASS.

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