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Argentina afunda no comércio com o Brasil e déficit explode para US$ 5,2 bilhões em 2025, maior rombo em oito anos entre as duas economias

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 09/01/2026 às 01:47
Déficit comercial da Argentina com o Brasil chega a US$ 5,2 bilhões em 2025, o maior em oito anos, segundo dados oficiais do INDEC.
Déficit comercial da Argentina com o Brasil chega a US$ 5,2 bilhões em 2025, o maior em oito anos, segundo dados oficiais do INDEC.
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O fechamento de 2025 confirma o maior déficit comercial da Argentina com o Brasil em oito anos, somando US$ 5,2 bilhões, resultado da alta de 31% nas importações brasileiras, queda de 5% nas exportações argentinas e forte peso do setor automotivo no desequilíbrio bilateral

O comércio entre Argentina e Brasil fechou 2025 com déficit de 5,2 bilhões de dólares para Buenos Aires, o maior em oito anos, segundo o INDEC, refletindo aumento das importações e retração das exportações.

Déficit recorde e mudança no fluxo comercial

O resultado negativo decorreu do crescimento das compras argentinas de produtos brasileiros e da queda nas vendas ao mercado brasileiro. O movimento expôs um desequilíbrio entre as duas maiores economias do Cone Sul, com impacto direto no saldo comercial portenho ao longo do ano.

A abertura das importações, após anos de restrições, somou-se à melhora inicial da economia argentina e elevou em cerca de 31% as importações de bens feitos no Brasil. Esse avanço ampliou o volume adquirido em diferentes segmentos, pressionando o balanço bilateral.

Recuo das exportações e efeito no saldo

No sentido oposto, as exportações argentinas ao Brasil recuaram aproximadamente 5% em volume e valor. A combinação entre mais importações e menos vendas agravou o déficit, ampliando a diferença entre o que cada país compra e vende nessa relação comercail.

Os dados oficiais indicam que o encolhimento das exportações contribuiu de forma relevante para o resultado final, deteriorando a balança ao longo de 2025 e reforçando a tendência negativa observada no fechamento do ano.

Peso do setor automotivo

O setor automotivo foi um dos principais vetores do desequilíbrio. Ele concentra as compras argentinas de bens brasileiros e registrou forte alta nas importações, enquanto a produção local enfrentou dificuldades para competir e reduzir embarques ao Brasil.

A pressão veio da demanda interna por bens duráveis e de capital que a indústria doméstica não conseguiu suprir sozinha, estimulando a entrada de veículos, peças e maquinário brasileiros no mercado argentino.

Políticas, relação bilateral e perspectivas

Apesar da relação política distante entre Lula e Javier Milei, o Brasil manteve-se como principal parceiro comercial da Argentina e destino relevante de seus embarques, ainda que com descompasso recente.

Mudanças cambiais e comerciais, como real mais favorável ao peso e maior clareza no cálculo de custos, além de acesso a divisas com menos barreiras, influenciaram o fluxo. Para 2026, projeções preliminares apontam déficit ainda elevado, com possível moderação se houver ajuste de expectativas e oferta.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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