Pesquisa da UFMG transforma resíduos da pecuária leiteira, da agroindústria da cana-de-açúcar e da olivicultura em fertilizante orgânico sustentável, buscando reduzir gases de efeito estufa, melhorar a qualidade do solo, aumentar o crescimento das plantas e criar uma alternativa ambientalmente mais segura para o reaproveitamento de rejeitos agroindustriais
Uma pesquisa de impacto ambiental está em desenvolvimento na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo busca criar fertilizantes orgânicos menos prejudiciais ao meio ambiente, usando resíduos gerados por setores agroindustriais e mirando a redução de gases de efeito estufa na atmosfera.
O setor agrícola está entre os principais emissores desses gases, especialmente pela liberação de óxido nitroso. Esse gás, conforme citado na pesquisa, pode ser 300 vezes mais prejudicial à atmosfera em comparação ao gás carbônico.
Resíduos agroindustriais viram fertilizante sustentável
A pesquisa é conduzida pelo grupo de pesquisa em solo e águas subterrâneas da UFMG. Os fertilizantes desenvolvidos usam resíduos da pecuária leiteira, da agroindústria da cana-de-açúcar e da olivicultura, setores que geram materiais líquidos e sólidos.
-
Peter Andrews foi denunciado pelos vizinhos, perdeu a fazenda para o banco e viu o casamento desmoronar, mas o método que o governo rejeitou por 30 anos foi reconhecido pela ONU como um dos cinco modelos de agricultura
-
Conta bilionária do agro preocupa a Fazenda: renegociação rural pode consumir R$22,4 bilhões em 2027 e travar retorno das contas ao azul
-
Produtores furam garrafas PET, enterram ao lado das plantas e criam irrigação por gotejamento que leva água direto à raiz e reduz desperdício na horta
-
Sete mulheres da mesma família transformaram uma queijaria em Minas em atração turística, onde visitantes acompanham a ordenha, veem o queijo artesanal nascer e ainda levam para casa produtos feitos na própria fazenda
De acordo com Vitor Moreira, professor do Departamento de Engenharia Sanitária Ambiental da UFMG, muitos desses resíduos apresentam alto teor de nutrientes. A partir dessa característica, os pesquisadores passaram a estudar formas de transformar esses materiais em fertilizantes e evitar o descarte inadequado.
Testes mostram melhora no solo e nas plantas
Os primeiros testes já apresentaram resultados positivos em diferentes culturas agrícolas. Segundo Vitor Moreira, os materiais sintetizados foram aplicados em alface, oliveiras e plantas usadas na produção de alimentação animal para o gado.

Durante os experimentos, os pesquisadores observaram maior crescimento das plantas e maior umidade no solo. A equipe também monitorou o desenvolvimento dos microrganismos presentes no solo, buscando uma microbiota cada vez mais diversa.
Financiamento deve levar pesquisa para lavouras
Os pesquisadores buscam financiamento junto a empresas e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais. Com esse apoio, a equipe pretende iniciar uma nova fase de testes em lavouras e culturas.
Essa etapa será importante para avaliar o uso do fertilizante em condições agrícolas mais amplas. Depois desse período de avaliação, o produto poderá avançar para produção em escala industrial, dependendo dos próximos resultados.
Produto pode chegar ao mercado em 36 meses
Pelo cronograma citado no texto-base, esse processo pode levar cerca de 36 meses. Durante esse período, o fertilizante passará por avaliações antes de chegar à produção comercial.
Caso os testes avancem conforme o planejado, o produto poderá ser fabricado em escala industrial. Enquanto isso, a pesquisa da UFMG reforça uma alternativa para transformar resíduos agroindustriais em adubo orgânico sustentável.
Afinal, reaproveitar resíduos agroindustriais pode ajudar o campo a produzir mais, com menor impacto ambiental?

-
1 pessoa reagiu a isso.