O Duolingo revela o crescimento acelerado de idiomas como o chinês, coreano e português em 2025, destacando a importância do aprendizado de chinês no cenário global e sua crescente popularidade em diversos países
O Relatório de Idiomas Duolingo 2025 revela que a motivação global para aprender chinês (mandarim) e novas línguas atingiu patamares inéditos. O inglês lidera em 79% dos países analisados, enquanto idiomas asiáticos reordenam rankings de educação digital e certificação em um cenário de rápida transformação.
Hegemonia do inglês e validação formal
O documento mostra que o inglês manteve a posição de favorito em 79% dos países analisados na plataforma. A língua liderou as estatísticas em 154 nações, registrando um avanço numérico de 14% em comparação aos dados consolidados de 2024.
Mesmo em locais com status oficial ou alta proficiência, como Suécia, Tanzânia e Estados Unidos, o idioma figura com destaque. Atualmente, restam apenas 25 países onde a língua inglesa não aparece listada entre as duas mais populares do ranking.
-
Avó de oito netos se forma aos 72 anos, emociona a família e mostra que o sonho adiado por décadas ainda podia virar diploma
-
Crianças viram sócias sem saber, acumulam dívidas e têm nome sujo por decisões tomadas por adultos da própria família
-
Icó preserva mais de 400 imóveis históricos e mantém viva a memória do Ceará colonial
-
Jardineiro transforma barraco em “palácio” usando madeira e tintas achadas no lixo, e resultado impressiona pela criatividade
O interesse migrou para a validacão formal, com candidatos de 219 países e 148 idiomas nativos realizando o Duolingo English Test em 2025. A Ásia concentrou 55% dos testes aplicados, enquanto a África avançou de 7% para 8,3%.
O crescimento africano na certificação foi impulsionado principalmente por estudantes de Nigéria, Etiópia e Gana. Falantes de mandarim, espanhol e árabe somaram cerca de 31% do total de provas realizadas para a validação do domínio do idioma inglês.

O fenômeno de aprender chinês e a ascensão asiática
O relatório destaca a ascensão do Leste Asiático, com o japonês assumindo o 4º lugar global e ultrapassando o alemão. Simultaneamente, o coreano alcançou a 6ª posição no ranking da plataforma, ficando à frente do idioma italiano.
Pela primeira vez, falantes de mais de 20 idiomas podem estudar essas línguas a partir da própria língua materna. Antes, os cursos atendiam apenas quem falava inglês, japonês ou chinês, mas a ampliação recente reordenou a lista.
Em relação ao crescimento percentual, o interesse em aprender chinês lidera em Alemanha, Argentina, Brasil, Colômbia e Coreia do Sul. O idioma também registra liderança na Espanha, França, Indonésia, México, Polônia, Tailândia e na Turquia.
Além de liderar em diversos países, a busca por aprender chinês ocupa o segundo posto em alta nos Estados Unidos. Essa movimentação reflete um comportamento influenciado por cultura, trabalho e oportunidades existentes em diferentes mercados globais.
O coreano aparece como segundo idioma que mais cresce em Alemanha, Argentina, Colômbia, Espanha, França, México e Polônia. Já o português lidera o avanço na China e na Índia, influenciado possivelmente pela relevância economica do Brasil.
O idioma português fica em segundo lugar em crescimento na Coreia do Sul, Indonésia, Japão e Turquia. Esses dados mostram que a evolução não ocorreu da mesma forma em todos os cantos, revelando comportamentos regionais próprios.
Dados sobre dedicação, perfil e novos cursos
Dois estreantes tomaram a dianteira entre os poliglotas, com o Japão conquistando o topo após anos de disputa europeia. A Austrália veio logo atrás, enquanto Finlândia, Alemanha e Reino Unido seguem firmes no top 5 global.
Em tempo médio de estudo, o Japão liderou pelo segundo ano seguido e pela terceira vez em quatro anos. Logo atrás aparecem Hungria, Bielorrússia, Rússia e Alemanha, mantendo a disciplina elevada em mercados bastante diversos.
O espanhol reúne os alunos mais assíduos, seguido por estudantes de ingles e italiano, conforme aponta o relatório anual. Galês e norueguês figuram entre os top 5, sinalizando engajamento consistente além dos cursos tradicionalmente mais populares.
O ecossistema de estudos ganhou novas frentes com a inclusão de cursos de xadrez, música e matemática. Entre os alunos de latim, mais de 19% também praticam xadrez, 14% fazem matemática e 13% estudam música.
Os dados expõem uma agenda de interesses em rápida mutação com impacto sobre objetivos acadêmicos e profissionais. O cenário redesenha prioridades enquanto o inglês amplia alcance e mais pessoas buscam aprender chinês, coreano e português.

-
-
-
5 pessoas reagiram a isso.