Nascida em Santa Catarina, a Ecoville acelera a expansão e quer aumentar a receita com novas frentes de serviço, lavanderias autônomas e aluguel de equipamentos, enquanto prepara a marca para ir além da revenda tradicional.
A Ecoville nasceu vendendo produtos de limpeza em kombis e hoje já fala em uma meta bem mais ambiciosa: chegar a cerca de R$ 160 milhões em faturamento em 2026. A mudança vem com a empresa passando de 300 franquias e ampliando a aposta em serviços, lavanderias e limpeza profissional.
À frente dessa virada está Cristiano Corrêa, que começou como franqueado da marca, virou o principal operador da rede e hoje comanda a companhia como CEO. Segundo a Exame, a rede faturou R$ 123,7 milhões em 2025 e quer crescer cerca de 30% neste ano.
O plano não passa apenas por abrir mais lojas. A ideia é transformar as unidades em centros de serviços, com novas fontes de receita para os franqueados e uma operação menos dependente da venda tradicional de produtos de limpeza.
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Da kombi ao comando da rede
Fundada em 2007 pelos irmãos Leandro e Leonardo Castelo, a Ecoville começou no modelo porta a porta, com vendas feitas em kombis. Com o tempo, a empresa entrou no franchising e ganhou espaço no mercado brasileiro de limpeza, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.
Corrêa entrou nessa história em 2016, quando abriu uma unidade em Itapema, no litoral de Santa Catarina. A loja se tornou a principal franquia da rede por quatro anos seguidos e chamou a atenção dos fundadores.
Antes disso, ele tinha uma trajetória longe do empreendedorismo. Nascido em Santa Cruz do Sul, no interior do Rio Grande do Sul, serviu ao Exército, se formou em engenharia mecânica e trabalhou por mais de uma década na indústria de tabaco, além de ter passado pela Caloi.
Serviços viram a nova aposta da Ecoville
A grande virada veio com a decisão de ampliar o portfólio. Além dos produtos de limpeza doméstica e profissional, a rede passou a oferecer limpeza profissional, aluguel de equipamentos, lavanderias autônomas e, mais recentemente, uma linha voltada para piscinas.
Corrêa afirma que a estratégia busca aumentar a receita do franqueado e fortalecer a marca. Em vez de depender só da revenda, a Ecoville quer que cada ponto tenha mais de uma frente de faturamento.
A fusão entre a operação da marca e a Vertex, empresa criada por ele em 2018 para serviços de limpeza e zeladoria de condomínios, deu origem à Ecoville Facilities em 2024. Foi esse braço que ajudou a abrir espaço para o novo formato dentro da rede.
Nova linha para piscinas já tem meta de R$ 6 milhões
A novidade mais recente é a entrada no mercado de piscinas. A empresa lançou uma linha própria para tratamento da água e limpeza do entorno, com expectativa de gerar R$ 6 milhões em vendas para a rede até o fim deste ano.
Segundo Corrêa, a demanda surgiu dentro das próprias lojas, onde muitos clientes já procuravam esse tipo de produto. A fabricação é feita por parceiros industriais, enquanto as formulações pertencem à Ecoville.
O movimento reforça a tentativa de ampliar o portfólio sem depender apenas da abertura de novas unidades. A empresa quer aumentar a relevância das lojas já existentes e fazer com que cada franquia venda mais para o mesmo público.
Expansão, investimento e plano para fora do Brasil
Hoje, a Ecoville tem mais de 300 unidades em operação, com cerca de 70% concentradas no Sul e no Sudeste. O investimento inicial para abrir uma franquia parte de R$ 249 mil, com retorno estimado entre 18 e 24 meses.
Além da meta de faturamento para 2026, a companhia também estuda levar a marca para outros países da América Latina. Argentina e Paraguai estão entre os primeiros mercados avaliados.
O desenho mostra uma rede que deixou para trás a imagem de simples revendedora de produtos de limpeza e agora tenta ganhar espaço como plataforma de serviços. Se a aposta vai entregar o ritmo de crescimento esperado, a resposta deve aparecer já nos próximos meses. E você, acha que esse modelo de franquia tem mais fôlego do que a venda tradicional? Comente e compartilhe a matéria.
