Antena que virou piada nas redes sociais será substituída em renovação profunda do modelo nacional, que também prevê mudanças visuais, nova central multimídia, interior exclusivo e manutenção do motor 1.0 já conhecido do público brasileiro.
O Renault Kwid fabricado no Brasil deve chegar à linha 2027 com uma mudança pontual que virou assunto fora do universo automotivo.
A troca da antena longa e flexível do teto por uma antena externa tipo tubarão faz parte de uma renovação mais ampla prevista para o hatch produzido no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, no Paraná.
A informação foi apurada pela revista Autoesporte.
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Segundo a publicação, a alteração integra um pacote de atualizações que também envolve mudanças no visual, no interior e na central multimídia.
A expectativa é que o Kwid nacional passe a adotar elementos de estilo vistos no Kwid E-Tech, versão elétrica vendida no Brasil e importada.
Além do reposicionamento visual, o conjunto incluiria ajustes internos e a manutenção do motor 1.0 já conhecido do modelo.
Antena do Renault Kwid vira meme e deve ser aposentada na linha 2027
A antena de teto do Kwid, mais comprida do que a de muitos carros maiores, virou um dos símbolos do modelo nas redes sociais.
Em vídeos publicados no TikTok, usuários passaram a puxar a antena para cima ao ver um exemplar na rua.
A brincadeira ficou conhecida pela frase “Kwid na rua, antena na lua”, repetida em diversos conteúdos virais.
Agora, essa característica pode deixar de existir no modelo nacional.
De acordo com a apuração da Autoesporte, a Renault pretende substituir a haste por uma antena do tipo tubarão.

Esse tipo de antena tem perfil mais baixo e fica integrada ao teto.
Na prática, a mudança altera o visual do carro e elimina a flexibilidade que alimentou o meme.
Componente virá de outro modelo da plataforma CMF-A
A solução planejada não seria a mesma usada no Kwid elétrico vendido no Brasil.
Também não aparece no Dacia Spring, modelo equivalente comercializado em alguns mercados europeus.
Segundo a Autoesporte, a Renault pretende aproveitar um componente de outro veículo desenvolvido sobre a mesma base.
O modelo citado é o SUV Renault Kiger, vendido na Índia e integrante da família CMF-A.
Com isso, o Kwid brasileiro passaria a ter um conjunto que não existe em outros Kwid ao redor do mundo.
A informação sobre o ineditismo é atribuída à apuração da revista.
Até o momento, não há confirmação oficial da montadora sobre esse detalhe específico.
Visual do Kwid 2027 terá diferenças em relação ao E-Tech importado

A renovação prevista para a linha 2027 não deve repetir integralmente o desenho do Kwid E-Tech.
De acordo com a Autoesporte, o modelo brasileiro terá distinções importantes no exterior.
Entre elas estão mudanças na malha interna da grade frontal.
Os para-choques também terão recortes específicos.
Outro elemento citado é um filete em preto brilhante que liga as lanternas traseiras.
A proposta é atualizar a identidade visual sem replicar exatamente o elétrico importado.
Interior ganha nova multimídia e acabamento exclusivo
No interior, a mudança mais perceptível deve ser a central multimídia.
Segundo a Autoesporte, a interface será diferente da atual.
O sistema ficaria mais próximo do padrão adotado em modelos mais recentes da marca.
A organização dos menus e os grafismos também seriam atualizados.
Já o ar-condicionado seguiria uma proposta mais simples.

A previsão é de um conjunto manual, com comandos semelhantes aos já utilizados no subcompacto.
Além da central, o acabamento interno passaria por alterações.
O console central e alguns detalhes seriam exclusivos do Kwid nacional.
Esses elementos teriam sido adaptados ao gosto do consumidor brasileiro.
Motor 1.0 SCe segue sem mudanças na linha 2027
Apesar das alterações no visual e na cabine, não há indicação de mudança mecânica.
A apuração da Autoesporte aponta que o Kwid continuará com o motor 1.0 SCe flex.
O conjunto é de três cilindros e 12 válvulas.
Não há variação de fase nos comandos.
Na ficha técnica divulgada pela própria Renault para o modelo atual, o motor entrega 71 cv com etanol.
O torque máximo é de 10,0 kgfm, também com etanol.
O câmbio permanece sempre manual de cinco marchas.
Se confirmado, o Kwid 2027 mantém o mesmo desempenho e posicionamento de entrada.
Produção e lançamento ainda dependem de confirmação oficial

Sobre o cronograma, a Autoesporte afirma que o novo Kwid nacional começaria a ser produzido no Brasil no primeiro semestre de 2026.
O lançamento estaria previsto para o segundo trimestre.
Outras publicações do setor já mencionaram a possibilidade de o modelo chegar apenas no segundo semestre de 2026, ainda como linha 2027.
Sem um anúncio oficial da Renault com datas fechadas, o calendário segue indefinido.
Ainda assim, as reportagens apontam para uma atualização relevante no ciclo do Kwid.
As mudanças envolvem visual, interior, conectividade e um detalhe simbólico para quem acompanha o carro nas redes sociais.
Com a adoção da antena tipo tubarão e a reestilização prometida, o Kwid consegue renovar sua imagem sem alterar o conjunto mecânico que sustenta sua posição como carro de entrada no mercado brasileiro?

Por aquele precinho que o brasileiro tem. Irreal!
Qual carro hoje tem um preço bom? Isso não é exclusividade do Kwid.