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Após plantar mais de 1 milhão de árvores, cidade brasileira escapa do calor extremo, recebe selo ‘Cidade Árvore do Mundo’ da ONU e vira referência nacional em arborização urbana sustentável

Escrito por Ana Alice
Publicado em 07/02/2026 às 21:56
Assista o vídeoGoiânia reduziu o calor extremo ao plantar mais de 1 milhão de árvores e ganhou reconhecimento internacional por sua arborização urbana. (Imagem: Ideogram)
Goiânia reduziu o calor extremo ao plantar mais de 1 milhão de árvores e ganhou reconhecimento internacional por sua arborização urbana. (Imagem: Ideogram)
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Reconhecimento internacional colocou Goiânia em rede global de cidades arborizadas após investimentos contínuos em áreas verdes, enquanto estudos acadêmicos e dados oficiais passaram a indicar impactos mensuráveis no microclima urbano e no planejamento ambiental da capital.

Goiânia passou a figurar entre as capitais brasileiras que mais investem em arborização urbana como estratégia para enfrentar episódios de calor intenso.

A capital de Goiás recebeu o reconhecimento internacional de “Cidade Árvore do Mundo”, concedido pelo programa Tree Cities of the World, coordenado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura em parceria com a Arbor Day Foundation, após atender a critérios técnicos ligados à gestão e expansão de áreas verdes urbanas.

A certificação internacional inclui exigências como legislação específica para o manejo das árvores, inventário do patrimônio arbóreo, orçamento dedicado e ações permanentes de educação ambiental.

Com o título, Goiânia passou a integrar uma rede global de municípios que adotam políticas públicas voltadas à preservação e ampliação de florestas urbanas, ao lado de cidades de diferentes continentes.

O reconhecimento reflete um processo de arborização que se intensificou ao longo dos últimos anos.

Dados divulgados pela administração municipal indicam que a cidade ultrapassou a marca de 1 milhão de árvores distribuídas em ruas, praças, parques e bosques.

A estratégia priorizou áreas de grande circulação e regiões com menor cobertura vegetal, com o objetivo de reduzir os efeitos das ilhas de calor urbano.

Durante os meses mais quentes do ano, especialmente entre dezembro e março, grande parte do território brasileiro registra temperaturas elevadas.

Em centros urbanos, a combinação de asfalto, concreto e baixa presença de áreas verdes tende a intensificar a sensação térmica.

Nesse contexto, o poder público de Goiânia passou a tratar a arborização como parte da infraestrutura urbana, incorporando o plantio de árvores ao planejamento da cidade.

Arborização urbana e enfrentamento das ilhas de calor

Pesquisas em climatologia urbana apontam que a presença de árvores influencia diretamente o microclima das cidades, ao fornecer sombra e favorecer a evapotranspiração.

Segundo especialistas da área ambiental, esses fatores contribuem para a redução da temperatura do ar e do solo em áreas urbanizadas, além de melhorar o conforto térmico da população.

Em Goiânia, estudos conduzidos por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás indicam uma redução média de até 2,3 °C em regiões com maior cobertura vegetal.

O levantamento foi citado por órgãos municipais como um dos indicadores dos impactos da arborização sobre o clima urbano, especialmente em bairros com maior concentração de árvores adultas.

A capital conta atualmente com cerca de 32 parques e bosques distribuídos pelo território urbano.

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Esses espaços concentram parte significativa das árvores plantadas e funcionam como áreas de resfriamento natural, segundo técnicos da área ambiental.

Além do efeito térmico, esses locais também são apontados como relevantes para a melhoria da qualidade do ar e para o escoamento da água da chuva.

Outro eixo do programa de arborização envolve a produção de mudas em viveiros municipais.

As espécies cultivadas são, em sua maioria, nativas do Cerrado ou adaptadas ao clima quente e seco da região.

A escolha, de acordo com engenheiros florestais que atuam no município, busca aumentar a taxa de sobrevivência das árvores e reduzir custos de manutenção a longo prazo.

Reconhecimento da ONU e indicadores ambientais de Goiânia

A inclusão de Goiânia no Tree Cities of the World ocorre após avaliação anual dos critérios estabelecidos pela organização internacional.

O selo não estabelece ranking entre cidades, mas reconhece aquelas que mantêm políticas contínuas de manejo e expansão de florestas urbanas.

Levantamentos citados em reportagens e dados oficiais indicam que Goiânia apresenta um índice elevado de área verde por habitante.

Segundo números atribuídos a estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a capital goiana possui cerca de 94 metros quadrados de área verde por pessoa, valor acima de referências frequentemente adotadas em estudos internacionais de urbanismo e meio ambiente.

Especialistas ouvidos por veículos nacionais avaliam que índices desse tipo tendem a refletir investimentos de longo prazo, uma vez que o crescimento e a consolidação de árvores em ambiente urbano exigem planejamento contínuo.

Ainda assim, pesquisadores ressaltam que a distribuição da arborização dentro da cidade é tão relevante quanto o número total de árvores, já que bairros periféricos costumam concentrar menor cobertura vegetal.

Políticas públicas, debates nacionais e desafios da arborização

A experiência de Goiânia passou a ser citada em debates sobre políticas ambientais urbanas no Brasil.

Iniciativas federais e estaduais voltadas ao enfrentamento do calor extremo e à adaptação das cidades às mudanças climáticas têm incluído a ampliação de áreas verdes entre os temas discutidos em fóruns técnicos e institucionais.

No entanto, não foi possível confirmar, em fontes oficiais, a existência de um Plano Nacional de Arborização Urbana com metas específicas de ampliação da cobertura vegetal nos percentuais mencionados em versões anteriores do texto.

O tema segue em discussão em diferentes instâncias governamentais, mas sem dados consolidados que permitam afirmar prazos e números definitivos.

Pesquisadores da área ambiental destacam que o principal desafio das cidades arborizadas está na manutenção das árvores já plantadas.

Podas adequadas, monitoramento de pragas, substituição de mudas perdidas e atualização de inventários são apontados como fatores determinantes para a continuidade dos benefícios ambientais observados.

Além disso, técnicos defendem que o engajamento da população é fundamental para a preservação das áreas verdes.

Em Goiânia, campanhas de conscientização e distribuição de mudas têm sido utilizadas como instrumentos para ampliar a participação social nas políticas ambientais.

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Claudio
Claudio
11/02/2026 14:19

Y miéntras siguen desforestando la selva amazónica, si siguen así no va a quedar un arbol, pero van a tener sombra en la ciudades

Saulo Ferreira
Saulo Ferreira
09/02/2026 06:09

Importante esse tema sobre a divulgação cada vez mais intensa sobre o plantio de árvores! A boa administração com acompanhamento técnico é necessário pra ser ter resultados mais favoráveis em relação às árvores.

Thiago Cunha
Thiago Cunha
08/02/2026 23:21

Enquanto isso aqui na minha cidade o prefeito **** vem cortando todas as árvores da cidade, aí quando chega na época do calor o dia fica insuportável e o nariz chega a sangrar, fora o monte de buracos na cidade que ao invés de arrumar fica tapando, na primeira chuva volta tudo de novo.

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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