O porta-aviões mais antigo dos EUA, USS Nimitz, pode passar pelo Brasil durante sua viagem final antes da aposentadoria após mais de 50 anos de serviço.
A possível passagem do porta-aviões mais antigo dos EUA pelo Brasil voltou a chamar atenção de entusiastas da aviação naval. O lendário USS Nimitz (CVN-68), que está próximo de encerrar sua longa carreira na Marinha dos Estados Unidos, poderá cruzar a costa brasileira nas próximas semanas durante sua viagem final antes da aposentadoria.
O deslocamento faz parte da transferência do navio para a base de Norfolk, na Virgínia, onde será oficialmente desativado após mais de cinco décadas de serviço.
Essa travessia envolve um percurso pouco comum: como super porta-aviões desse tamanho não conseguem atravessar o Canal do Panamá, o navio precisa contornar toda a América do Sul para chegar ao Atlântico.
-
Marinha do Brasil mostra força em exercício naval com mais de 20 nações, coloca a Fragata Independência em cenários de guerra antissubmarino e defesa antiaérea e ainda participa de formatura histórica com 26 navios de 14 marinhas amigas na costa americana
-
BAE Systems fornecerá novos canhões Bofors 40Mk4 para a Marinha do Brasil
-
Gripen E vira aposta bilionária da Ucrânia para enfrentar a Rússia, mas os 16 caças suecos só chegam no fim da década; antes disso, Kiev terá modelos C/D para treinar pilotos, dispersar operações e preparar uma força aérea ocidental enquanto mísseis e drones ainda pressionam o país em guerra
-
Fim de uma era: avião C-2A Greyhound faz sua última decolagem por catapulta antes de seguir para aposentadoria no deserto do Arizona; avião da Marinha dos EUA manteve porta-aviões abastecidos em guerras e missões humanitárias por quase 60 anos
Por isso, existe a possibilidade de que o histórico navio militar volte a aparecer em águas brasileiras, repetindo visitas realizadas no passado.
Exercício militar pode trazer o porta-aviões ao Brasil
Durante a longa viagem de transferência, o porta-aviões mais antigo dos EUA poderá participar de atividades militares com países parceiros da região.
Esse tipo de deslocamento costuma ser aproveitado pela Marinha americana para realizar exercícios multinacionais.
Um dos treinamentos mais conhecidos nesse contexto é o exercício Southern Seas, que reúne forças navais da América do Sul e dos Estados Unidos em operações conjuntas no mar.
Quando um porta-aviões realiza a travessia entre as costas do Pacífico e do Atlântico, essas atividades ajudam a fortalecer a cooperação militar entre os países participantes.
A última edição do exercício aconteceu em 2024 e contou com a presença do USS George Washington (CVN-73), outro super porta-aviões americano que chegou a atracar no Rio de Janeiro.
Navio marcou a história da aviação naval
Muito antes de iniciar sua viagem de despedida, o USS Nimitz (CVN-68) já ocupava um lugar de destaque na história naval contemporânea.
O gigantesco porta-aviões foi lançado ao mar em 1972 e marcou o início de uma nova geração de superporta-aviões da Marinha dos Estados Unidos.
A embarcação inaugurou a chamada classe Nimitz, uma das séries de navios militares mais importantes já construídas.
O nome da classe foi escolhido para homenagear o almirante Chester W. Nimitz, responsável por liderar a esquadra americana na campanha do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial.
Reconhecido por historiadores como um dos maiores estrategistas da história naval dos Estados Unidos, o almirante teve papel fundamental na condução das operações que levaram à derrota do Japão naquele conflito.

Substituição por nova geração de porta-aviões
Embora outros nove navios da classe Nimitz ainda estejam em operação, o porta-aviões mais antigo dos EUA será o primeiro a ser retirado de serviço.
A aposentadoria acontece em um momento em que a Marinha dos Estados Unidos começa a adotar uma nova geração de super porta-aviões.
O principal representante dessa nova fase é o USS Gerald R. Ford (CVN-78), que introduz tecnologias mais modernas e sistemas avançados de operação de aeronaves.
Com isso, navios mais antigos começam gradualmente a ser substituídos por embarcações mais eficientes e tecnologicamente avançadas.
Episódios históricos marcaram a carreira do Nimitz
Ao longo de mais de 50 anos de operação, o porta-aviões mais antigo dos EUA participou de diversos eventos importantes da história contemporânea.
Entre eles está o apoio à missão de resgate de reféns americanos na embaixada dos Estados Unidos em Teerã, em 1980.
A operação acabou fracassando, mas se tornou um dos episódios mais conhecidos da crise entre os dois países.
Outro momento marcante ocorreu durante o chamado Incidente do Golfo de Sidra, confronto entre forças americanas e líbias que acabou inspirando parte do enredo do filme Top Gun.
Já no século XXI, o navio também apoiou operações militares no Afeganistão, iniciadas em 2001, e na invasão do Iraque em 2003.
Porta-aviões também ficou famoso no cinema
Além da história militar, o USS Nimitz (CVN-68) também ganhou destaque na cultura popular.
O navio foi protagonista do filme The Final Countdown (1980), conhecido no Brasil como Nimitz – De Volta ao Inferno.
No longa, o porta-aviões atravessa um fenômeno misterioso e acaba viajando no tempo para os dias que antecederam o Attack on Pearl Harbor, evento que levou os Estados Unidos a entrar na Segunda Guerra Mundial.
Última missão pode incluir visita ao Brasil
Caso o navio realmente passe pelo Brasil, a visita poderá marcar um momento simbólico: o encerramento da trajetória de um dos porta-aviões mais conhecidos da história moderna.
A programação oficial da viagem ainda deverá ser divulgada nas próximas semanas, quando serão confirmadas as paradas e exercícios previstos durante o trajeto do USS Nimitz ao redor do continente.
Fontes: AeroIn; US Navy; Stars & Stripes.

