Multinacional Ford continua a onda de fechamento de suas fábricas após encerrar atividades na Bahia e São Paulo, passando, agora, para as concessionárias autorizadas
Mesmo depois de fechado as portas das fábricas na Bahia e São Paulo, as ondas de fechamentos da Multinacional Ford não param e, dessa vez, as concessionárias brasileiras da empresa devem sofrer com a redução tanto no quadro de funcionários, quanto no fechamento no segundo semestre.
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Concessionárias autorizadas da Ford aguardam uma decisão final da multinacional
Seguindo o curso natural das coisas, já era de se esperar que, após o fechamento das fábricas da multinacional em Taubaté – São Paulo e em Camaçari – Bahia, uma pequena parcela desses problemas iria respingar nas concessionárias autorizadas da Ford, gerando mais demissões e fechamentos.
Em resumo a Abradif – A Associação Brasileira dos Distribuidores Ford realizou um levantamento e prevê que pelo menos 160 das 283 concessionárias da Ford devem encerrar suas atividades até o final deste ano de 2021.
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Vale ressaltar que boa parte dessas autorizadas da multinacional Ford devem encerrar suas atividades apenas no segundo semestre do ano seguinte, uma vez que ainda existem negócios em transação.
Donos das concessionárias da Ford que serão fechadas terão um prazo para se organizar e tomar novo rumo de vida
Já se passaram quatro meses desde que a multinacional Ford encerou suas atividades em solo nacional e, desde então, o número de concessionárias a serem fechadas, segundo a Abradif, se mantem.
A Ford, por outro lado, deu duas escolhas para que os donos das concessionárias autorizadas permaneçam com o nome da marca no Brasil: Pagar a indenização da lei número 6.729 ou dar um incentivo para que permaneçam em pleno funcionamento.
Em caso de decisão contaria, os empresários donos das concessionárias autorizadas da multinacional Ford terão um prazo a ser definido para que possam se reorganizar e tomar um novo rumo de vida.
Saída da Ford do país causa o maior tombo da produção industrial no estado da Bahia, segundo dados do IBGE
Diante da saída da multinacional Ford do Brasil e fechamento das fábricas em SP e Camaçari, na Bahia, a produção industrial baiana registrou, em fevereiro, o maior tombo desde maio do ano passado. É o que apontam os dados divulgados na última quinta-feira (08/04), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Ford vai ter que pagar, no mínimo, R$ 130 mil aos trabalhadores demitidos por paralisar produção de veículos e fechar sua fábrica em SP.
Segundo o levantamento, na passagem de janeiro para fevereiro, a indústria da Bahia registrou queda de 5,8%. Já na comparação com fevereiro de 2020, o tombo foi de 20,9% – o mais intenso para a indústria baiana desde maio de 2020, quando recuou 21,4%.
A decisão de encerrar a produção da Ford no Brasil gerou um efeito dominó na economia baiana, que se reflete em outros setores. A montadora disse que, com o fechamento das unidades no país, cinco mil empregos foram perdidos no Brasil e na Argentina, mas, segundo o Dieese, o impacto da saída da montadora deve ser 20 vezes maior. É que há toda uma cadeia indireta ligada à produção da empresa.
