As multinacionais Chevrolet, Volkswagen e Fiat tratam o ocorrido como uma suspensão, e não um encerramento definitivo da produção no Brasil.
Após a saída da montadora Ford do Brasil, a crise global de suprimentos e a pandemia, que fizeram fábricas de automóveis como Chevrolet, Honda, Audi (Volkswagen), Scania, Volvo e Mercedes-Benz, Renault e Nissan suspenderem produção de veículos, chegaram até a montadora Fiat e a indústria automotiva do país pode entrar em colapso.
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Na última segunda-feira, foi a vez da fábrica da Fiat, em Betim, interromper o segundo turno de produção devido à falta de insumos, levando 1900 funcionários a entrarem de férias pelo período inicial de 10 dias.
A Fiat não informou o volume de veículos que deixará de ser produzido e nem os modelos mais impactados nesta paralisação. Em março, a montadora também precisou interromper a produção pelo mesmo motivo.
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Fiat e Chevrolet enfrentam problemas semelhantes devido à escassez de componentes
O mercado automotivo dá sinais que ainda enfrentará dificuldades para retomar o ritmo de vendas do período pré-pandemia e as fabricantes de automóveis têm mais motivos para ficarem bastante preocupadas.
A situação mais grave é da Chevrolet, que paralisou nos meses de abril e maio com efeitos ainda em junho a produção na planta de Gravataí (RS), onde se produz o Chevrolet Onix, devido ao impacto do coronavírus na cadeia de suprimentos.
Fiat e Chevrolet enfrentam problemas semelhantes devido à escassez da oferta de componentes disponíveis no mercado global. As indústrias que dependem de matérias-primas para fabricarem seus produtos não conseguem mais dar conta de produzir suas mercadorias em quantidade suficiente.
Vale lembrar que a Honda é outro fabricante que já precisou parar a linha de montagem pro falta de peças.
Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) foi alertada
O alerta de desabastecimento no setor vem sendo feito pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) desde 2020.
Os fabricantes nacionais tiveram que se desdobrar para produzir quase 600 mil veículos no primeiro trimestre de 2021. O esforço para conseguir os componentes envolvem, inicialmente, os setores de logística e de compras, mas as consequências impactam até na frequente mudança (semanal ou até diária) do mix de produção de cada fabricante, conforme a disponibilidade de peças.
Caso não haja uma aceleração na oferta de componentes eletrônicos, é possível que toda a indústria automobilística sofra um “apagão” de matérias-primas (com exceção, é claro, das empresas que tinham estabelecido contratos prévios para adquirir uma grande quantidade dos componentes em disputa).
O consumidor também acabará pagando essa conta
De qualquer forma, nem precisa dizer que o consumidor também acabará pagando essa conta. No caso do Chevrolet Onix, por exemplo, há o risco da demanda do mercado superar em muito a oferta disponível — em outras palavras, os preços tendem a aumentar.
Por enquanto, as demais fabricantes em atividade no Brasil ainda não indicaram o risco de paralisação, mas o Grupo Volkswagen já afirmou que sofrerá uma redução global na produção de 100 mil veículos nos primeiros meses deste ano por conta da escassez de matérias-primas.
