Início Após atraso nas obras, japonesa New Fortress Energy confirma que operação dos novos terminais de gás natural em Santa Catarina e no Pará iniciará em 2023

Após atraso nas obras, japonesa New Fortress Energy confirma que operação dos novos terminais de gás natural em Santa Catarina e no Pará iniciará em 2023

5 de agosto de 2022 às 16:19
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Projeto de obras dos novos terminais de gás natural da New Fortress Energy em Santa Catarina e no Pará continua atrasado, mas a empresa confirmou que entregará as estruturas para o início da operação já durante o ano de 2023.
Foto: New Fortress Energy

Projeto de obras dos novos terminais de gás natural da New Fortress Energy em Santa Catarina e no Pará continua atrasado, mas a empresa confirmou que entregará as estruturas para o início da operação já durante o ano de 2023.

Durante a última quinta-feira, (04/08), a companhia New Fortress Energy confirmou que os novos terminais de gás natural liquefeito (GNL) de Santa Catarina e do Pará entrarão em operação em 2023, mesmo com o plano inicial previsto para entregar as estruturas ainda em 2022. As obras da planta de regaseificação de Baía de Babitonga (SC) deverão ser entregues até o fim deste ano e a empresa pretende acelerar o projeto de obras. 

New Fortress Energy pretende acelerar projeto de obras dos novos terminais de gás natural de Santa Catarina para iniciar a operação já em 2023

Após um longo atraso no período de obras previsto para o projeto, que deveria ser entregue ainda durante o ano de 2022, a companhia New Fortress Energy anunciou nesta semana que pretende entregar os novos terminais de gás natural de Santa Catarina para o início da operação no ano de 2023.

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A expectativa otimista é baseada no plano de obras da planta da Baía de Babitonga, que já está com 90% das obras finalizadas e deverá ser totalmente entregue ainda em 2022. 

O atraso nas obras da New Fortress Energy e, principalmente, a grande demora para definir um supridor de GNL para o Terminal de Gás Sul (TGS) tem preocupado grandes consumidores de Santa Catarina. Isso, pois o projeto de construção dos novos terminais era visto inicialmente como a grande oportunidade de negócios no mercado de livre comércio catarinense, mas agora está sendo cada vez menos esperado pelas empresas, em razão dos constantes atrasos nas obras. 

A companhia de distribuição de gás natural de Santa Catarina, a SCGás, estava prevendo iniciar o recebimento do combustível durante o mês de abril deste ano, mas a New Fortress Energy acabou atrasando as obras do projeto.

Agora, a distribuidora e outros grandes consumidores do mercado catarinense temem que o aumento da demanda europeia afaste fornecedores antes interessados em abastecer o novo terminal brasileiro, necessitando assim de prazos menores para a entrega das obras dos terminais de gás natural da empresa na região. 

Projeto de instalação de novos terminais de gás natural da New Fortress Energy está mais adiantado no Pará, porém obras ainda enfrentam atrasos 

Ao contrário do que vem acontecendo no estado de Santa Catarina, a companhia New Fortress Energy está mais adiantada na região de Barcarena (PA) e já iniciou a construção da termelétrica de 605 MW associada ao terminal, prevista para ser finalizada e entrar em operação durante o ano de 2025.

Para isso, a companhia energética precisa garantir mais segurança e eficiência nos prazos, em meio ao cenário de polêmicas envolvendo os atrasos nas obras da região de Santa Catarina. Além dos terminais de gás natural nas regiões, a New Fortress Energy também firmou outro contrato de fornecimento de gás à Alunorte (PA) a partir de 2023 e busca novos clientes industriais na região.

Por fim, outra movimentação importante da empresa recentemente foi a venda da sua participação em 50% na Centrais Elétricas de Sergipe Participações S.A (Celsepar), para a Eneva, negócio esse que levantou US$ 550 milhões em receitas para a companhia. 

Assim, a New Fortress Energy possui os recursos necessários para expandir sua presença no mercado de energia brasileiro, mas precisa focar agora na entrega dos prazos das obras para não afastar os possíveis investimentos em empreendimentos no ramo de gás natural, como vem ocorrendo com os terminais de Santa Catarina.

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