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Um objeto em forma de batata sobre uma montanha e orbes que se multiplicam no céu estão entre os 72 novos arquivos do Departamento de Guerra que não provam vida extraterrestre

Publicado em 13/06/2026 às 01:12
Representação artística de um UAP (Fenômeno Aéreo Não Identificado) em formato de batata, descrito por testemunhas perto de Colorado Springs em 2022.
Representação artística de um UAP (Fenômeno Aéreo Não Identificado) em formato de batata, descrito por testemunhas perto de Colorado Springs em 2022.
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É o terceiro lote de registros desclassificados sobre fenômenos aéreos não identificados, dentro do programa PURSUE, criado depois que Donald Trump mandou as agências liberarem arquivos de OVNIs. Os relatos vão de um objeto sobre o Colorado a uma esfera vermelha em 2025, mas nenhum prova vida extraterrestre, apenas casos sem explicação.

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos liberou um terceiro lote de arquivos desclassificados sobre fenômenos aéreos não identificados, sem que nada nos documentos prove vida extraterrestre ou qualquer acobertamento. Segundo o material, são 72 registros que descrevem avistamentos inexplicáveis relatados por militares, agentes federais e observadores estrangeiros. Em vez de confirmar a existência de seres de outro planeta, os textos detalham casos que os investigadores não conseguiram explicar.

De acordo com a reportagem, a divulgação faz parte do programa PURSUE. O programa foi criado depois que o presidente Donald Trump determinou que as agências federais identificassem, revisassem e desclassificassem registros ligados a OVNIs, aos chamados UAP e a uma eventual atividade extraterrestre. Os arquivos, porém, tratam de casos não resolvidos, ou seja, incidentes em que os dados disponíveis são insuficientes para definir a natureza do objeto.

O que o Departamento de Guerra liberou e o que isso não prova

O ponto central da divulgação é justamente o que ela não traz. Segundo o material, o Departamento de Guerra acrescentou 72 arquivos sobre fenômenos anômalos não identificados, os chamados UAP, com avistamentos relatados por militares, agentes federais e observadores de outros países.

Ainda assim, os documentos não apresentam prova de vida extraterrestre nem de um acobertamento do governo, e sim detalhes de casos que seguem sem explicação conclusiva.

Casos não resolvidos têm uma definição específica. De acordo com o Departamento de Guerra, são incidentes em que os dados disponíveis são insuficientes para determinar a natureza do objeto ou do fenômeno observado. Até agora, o esforço de desclassificação conduzido pelo governo Trump liberou cerca de 300 arquivos sobre UAP, alguns da década de 1940, e novos lotes devem ser divulgados em etapas futuras.

O objeto em forma de batata sobre uma montanha no Colorado

Um dos relatos mais detalhados veio do Colorado. Segundo o material, em fevereiro de 2022, cinco militares do Exército dos Estados Unidos baseados em Fort Carson, perto de Colorado Springs, disseram ter visto um objeto incomum parado sobre a montanha Cheyenne.

Um documento do FBI registra que “o objeto tinha formato de batata, com bordas bem definidas”, em tom creme esbranquiçado, e testemunhas o compararam a escamas ou painéis de peixe, assimétricos e de formato irregular.

O episódio terminou sem imagens e sem resposta definitiva. De acordo com o relatório, o objeto ficou imóvel por cerca de dois minutos antes de desaparecer, sem que ninguém registrasse foto ou vídeo. Investigadores avaliaram depois, com baixa confiança, que tudo poderia ter sido a luz do sol refletida na neve iluminando as nuvens, mas as testemunhas falaram em céu limpo, e não foram achadas evidências de balões, aeronaves ou tecnologia estrangeira conhecida. O caso seguiu sem confirmação de origem extraterrestre.

Orbes que se multiplicam e uma esfera vermelha com sol de plasma

Outros relatos envolvem luzes que mudam e se dividem no céu. Segundo o material, em outubro de 2023, seis agentes federais disseram ter observado várias vezes orbes brilhantes em tons de laranja e vermelho acima de uma crista, que por vezes pareciam gerar orbes menores.

Uma análise do Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios, ligado ao Pentágono, avaliou explicações como exercícios militares e lançamento de sinalizadores por perto, considerou essas hipóteses plausíveis, mas não conclusivas, e admitiu que as observações poderiam envolver “tecnologia não reconhecida”.

O lote mais recente também traz um caso de 2025. De acordo com um relatório do FBI, no nordeste dos Estados Unidos, uma testemunha viu uma esfera vermelha brilhante perto de uma área arborizada, com o que parecia ser um “sol de plasma branco” do tamanho de uma bola de basquete em seu centro. A pessoa relatou que uma segunda esfera surgiu antes de as duas sumirem em silêncio, e a Casa Branca depois compartilhou o vídeo do caso na internet. Nada disso, porém, foi apresentado como prova de vida extraterrestre.

Um disco no Zimbábue e o que ainda vem por aí

Entre os arquivos mais antigos, há um caso fora dos Estados Unidos. Segundo o material, um relatório da CIA sobre o Zimbábue, de 2008, descreve testemunhas perto do principal aeroporto do país que viram um objeto em forma de disco com luzes giratórias, do qual, em certo momento, pareciam sair feixes. É o tipo de relato que alimenta a curiosidade, mas que, como os demais, não foi confirmado como atividade extraterrestre.

A promessa do governo é continuar abrindo os arquivos. De acordo com a reportagem, o esforço de desclassificação já liberou cerca de 300 documentos sobre UAP, alguns da década de 1940, e o Departamento de Guerra afirmou que mais registros virão à medida que as revisões avançarem. Vale repetir o que os próprios documentos dizem: nenhum deles prova vida extraterrestre ou acobertamento, apenas reúne avistamentos que seguem sem explicação por falta de dados.

O terceiro lote do Departamento de Guerra reúne imagens marcantes, do objeto em forma de batata sobre o Colorado aos orbes que se multiplicam e à esfera vermelha com sol de plasma, num esforço que já liberou cerca de 300 arquivos.

Mesmo assim, pela admissão dos próprios documentos, nada ali comprova vida extraterrestre nem um acobertamento, e os casos continuam sem solução por falta de dados. O mistério permanece aberto, o que não é o mesmo que confirmar uma origem extraterrestre.

E você, o que acredita que está por trás desses avistamentos, fenômenos naturais, tecnologia ainda desconhecida ou algo realmente extraterrestre?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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