O resgate de um avião japonês da Segunda Guerra Mundial, retirado do mar 80 anos após cair em combate na costa de Kagoshima, revelou uma aeronave rara com asas e motor intactos, preservada a menos de 3 metros de profundidade desde 21 de abril de 1945
O resgate de um avião japonês da Segunda Guerra Mundial mobilizou uma operação na costa da província de Kagoshima, no Japão, 80 anos após a aeronave ter sido perdida em combate. O caça Shiden-Kai, da Marinha Imperial Japonesa, foi retirado do oceano com asas e motor ainda intactos, em um estado de preservação superior ao inicialmente esperado.
A aeronave caiu em 21 de abril de 1945, e o piloto, o tenente Hayashi Yoshishige, morreu no impacto. O local do naufrágio era conhecido havia muito tempo, já que o avião repousava no fundo do mar a menos de três metros de profundidade e podia ser visto em dias de água clara.
Resgate do avião japonês após 80 anos
Depois de décadas submerso em águas azul-turquesa, o avião japonês foi alvo de um projeto organizado por um grupo local de preservação do patrimônio. Com boa parte da fuselagem preservada, a equipe fixou cabos em cada seção da aeronave para permitir a retirada com segurança.
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Usando um guindaste, os responsáveis pelo resgate içaram o caça do fundo do mar na manhã de quarta-feira. A cena revelou o que foi descrito como um “fantasma cinza” suspenso sobre as águas da costa de Kagoshima, reconstituindo visualmente a memória do acidente ocorrido em 1945.
Após a retirada, a aeronave ficou ancorada em uma balsa e deverá ser levada em seguida para um porto. A expectativa é iniciar um processo de preservação para manter a estrutura e preparar a futura exibição pública do caça.
O caça criado para enfrentar os Estados Unidos
O Shiden-Kai foi concebido no contexto da expansão tecnológica japonesa durante a guerra. Em dezembro de 1941, a equipe de engenharia da Kawanishi já havia praticamente concluído os projetos do que seria o novo caça hidroavião japonês aprimorado.
Chamado pelos Aliados de “George”, o modelo recebeu dos japoneses o apelido de “Violet Lightning-Improved”, ou “Relâmpago Violeta Aprimorado”. O avião era fortemente armado, manobrável e representava um salto importante na tecnologia militar japonesa daquele período.
O primeiro voo do Shiden-Kai ocorreu após o Natal de 1942. Antes do fim da guerra, apenas 1.435 unidades foram produzidas, número citado pelo Museu Nacional da Aviação Naval.
O modelo era equipado com duas metralhadoras de 7,7 mm montadas na fuselagem e quatro canhões de 20 mm. Sua asa revisada e o manuseio aperfeiçoado garantiam grande manobrabilidade e alcance, tornando a aeronave um adversário de peso em combate.
O motor radial Nakajima Homare de 18 cilindros tinha potência prevista de 2.000 cavalos. O conjunto era completado por uma hélice de quatro pás de 3,35 metros, que ampliava consideravelmente o desempenho do caça.
Em um dos episódios citados, um único Shiden-Kai chegou a atacar sozinho 12 caças americanos F6F Hellcats. Nessa ação, teria abatido quatro aeronaves e forçado as demais a interromper o confronto.
Limites do projeto e valor histórico da aeronave
Apesar das qualidades técnicas, o caça também enfrentava limitações importantes. O atraso na produção e a escassez de materiais comprometeram sua capacidade de desafiar a supremacia aérea dos Estados Unidos.
A combinação da grande hélice com a asa posicionada na parte central da fuselagem exigiu trens de pouso longos, o que trouxe problemas para a aeronave.
Nos últimos meses da guerra, os bombardeios dos B-29 Superfortress também reduziram ainda mais sua eficácia ao destruir fábricas de aviões e motores.
Com isso, apenas um número limitado desses caças foi efetivamente produzido, e a maior parte deles acabou empregada na defesa das ilhas japonesas. Agora, o avião japonês resgatado deverá passar cerca de um ano em um tanque especialmente projetado para a extração dos depósitos de sal acumulados ao longo das décadas.
A intenção da equipe é preservar a aeronave e, depois, exibi-la ao público. Além de oferecer informações sobre a aviação em tempo de guerra, o avião japonês deverá servir como um símbolo das consequências reais do conflito e como um convite à reflexão em um período de instabilidade global.

Nada como uma reforma não o deixa novo de novo e assim parar num museu histórico kk
Quero ver resgatar o Ulisses Guimarães…
Eu também.
Com certeza o Dr. Ulisses Guimarães foi resgatado e enterrado somente com a presença de seus queridos familiares.
Sem nenhum político ou papagaio de palanque para fotos promocionais bem comum nessa política podre em que se encontrava o Brasil.
Quando saiu da água o piloto puxou ar aliviado, tossiu , agradeceu e saiu voando!