Vídeo do canal Carros com Tiago mostra a desmontagem de uma EcoSport 1.5 de três cilindros com 124 mil quilômetros, revela grande volume de resíduos da correia banhada a óleo no motor e expõe uma manutenção preventiva
A manutenção preventiva para a substituição da correia banhada a óleo de uma Ford EcoSport 1.5 de três cilindros com 124 mil quilômetros rodados terminou com um custo de pouco mais de R$ 4,1 mil e revelou um acúmulo expressivo de resíduos no interior do motor.
O procedimento foi exibido em vídeo pelo canal Carros com Tiago, que registrou toda a desmontagem, a inspeção das peças, a limpeza dos componentes e a montagem final do conjunto até o teste de funcionamento do veículo.

Desmontagem começou pela parte superior do motor
O serviço teve início com a retirada dos componentes de instalação para abrir acesso às partes internas do motor. Logo nas primeiras verificações, surgiram sinais de que a correia já deixava resíduos no sistema.
-
Volkswagen vai deixar de fabricar esses modelos e cortar 1 milhão de carros da produção até 2030, enquanto elimina 50 mil empregos, reduz plataformas e aposta em veículos que realmente dão lucro no mercado
-
Toyota estreia no Brasil seu primeiro carro 100% elétrico com 343 cv, tração integral, autonomia de 361 km e preço de R$ 419.990, mas apenas 99 compradores poderão levar o bZ4X para casa
-
SUV chinês faz 24,4 km/l, supera o Toyota Yaris Cross nos testes reais, entrega 224 cv com sistema híbrido, tem tanque de 51 litros para maior autonomia e ainda custa até R$ 5 mil menos.
-
Uber Black passa por grande mudança, exclui dez modelos de carros e determina prazo final para o elétrico BYD Dolphin
A válvula solenoide apresentava material acumulado, e a inspeção manual confirmou a presença desses fragmentos.
O quadro observado indicava que partículas da correia já circulavam pelo motor, o que elevou a atenção durante o procedimento e reforçou a necessidade de avançar na desmontagem para identificar a real condição do conjunto.
Na sequência, a tampa de válvulas, feita de plástico, foi removida para permitir uma avaliação mais ampla da parte superior do motor. Nessa região, os comandos aparentavam estar limpos e em condição visualmente normal.
Mesmo com esse aspecto inicial, o trabalho não foi interrompido. A desmontagem prosseguiu porque ainda era necessário acessar a área da correia banhada a óleo e verificar se o desgaste apontado pelos primeiros resíduos também aparecia em outros pontos do sistema.
A continuidade do serviço mostrou que a avaliação superficial não seria suficiente para revelar todo o cenário interno.
Apesar de a parte superior não apresentar, naquele primeiro momento, um quadro visualmente alarmante, os indícios encontrados na válvula solenoide já apontavam que havia algo mais profundo a ser verificado.
Por isso, o processo avançou para as etapas seguintes com foco no acesso à região da correia e na checagem do alinhamento do motor antes da abertura completa dessa área.

Ferramenta específica foi usada para travar o ponto
Para dar sequência à desmontagem, foi utilizada uma ferramenta específica daquele motor para travar o ponto. O equipamento foi instalado na parte superior e imobilizou os dois comandos, permitindo que o serviço continuasse com o alinhamento controlado.
Esse passo foi essencial antes da retirada de outras peças, já que a preservação do ponto é necessária durante a abertura do conjunto.
Depois disso, houve a retirada do coxim, etapa necessária para liberar o acesso à tampa da correia. Com a área aberta, começou uma nova observação do componente.
Num primeiro olhar, a superfície examinada não apresentava desgaste tão evidente. Ainda assim, a análise seguiu de forma mais cuidadosa, já que os resíduos encontrados anteriormente indicavam que a situação poderia ser mais séria do que a aparência inicial mostrava.
Foi justamente nessa verificação mais detalhada que surgiram novos sinais de deterioração. Em uma parte da correia, a diferença de coloração chamou atenção.
Ao tocar o componente, houve desprendimento de material, com o aparecimento de detritos ao passar o dedo na peça. A constatação confirmou que já havia desgaste e que a troca preventiva fazia sentido diante do que estava sendo encontrado durante a desmontagem.

Peças originais foram separadas para o serviço
Enquanto o procedimento avançava, o Tiago também mostrou os itens separados para a manutenção. Na bancada, apareceram aditivo concentrado original, água desmineralizada para a mistura, óleo original, filtro de óleo original, correia dentada original e tensionador.
A exibição desse material marcou a preparação para a etapa seguinte, que seria uma das mais importantes de todo o serviço.
Com os componentes da manutenção já organizados, o trabalho seguiu para a retirada do cárter. O objetivo era verificar se os resíduos encontrados em pontos superiores do motor também haviam chegado à parte inferior do conjunto.
Essa fase era decisiva porque permitiria enxergar a dimensão do problema e confirmar se o desgaste da correia já havia deixado marcas mais severas na área responsável pela circulação do óleo.
Cárter revelou o ponto mais crítico da manutenção

A retirada do cárter expôs o cenário mais chamativo de toda a desmontagem. Com a peça removida, a quantidade de resíduos acumulados chamou atenção logo de imediato.
Havia material em grande volume no interior do cárter, o que mostrou que o desgaste da correia não estava restrito a pequenos fragmentos isolados em partes superiores do motor. O quadro era mais amplo do que indicavam as primeiras verificações.
Além disso, o pescador de óleo também apareceu carregado de resíduos de correia. O componente, essencial para a lubrificação do motor, foi mostrado tomado por esse material, em uma condição que elevou a preocupação durante a manutenção.
A imagem das peças desmontadas deixou evidente o quanto os detritos já haviam se espalhado pelo sistema e reforçou a importância de uma limpeza completa antes da remontagem.
A condição do pescador de óleo mostrou o principal risco associado ao acúmulo de resíduos. Com a passagem de óleo comprometida, a lubrificação do motor pode ser afetada, o que abre espaço para danos graves ao conjunto. O vídeo destacou exatamente esse ponto ao exibir a quantidade de material retido nas peças e ao mostrar que o problema não estava apenas na correia em si, mas também nos efeitos provocados pelo desgaste dentro do motor.
Limpeza completa antecedeu a remontagem
Depois da inspeção, começou a fase de higienização das peças envolvidas no procedimento. Passaram por limpeza a tampa da correia banhada a óleo, a tampa de válvulas e o cárter. A retirada dos resíduos foi tratada como etapa necessária para permitir que a montagem ocorresse com o sistema livre do material acumulado durante o desgaste da correia.
Na sequência, houve nova conferência de ponto. Dessa vez, a checagem foi feita também com o uso de ferramenta na parte inferior, complementando o alinhamento já controlado anteriormente na parte superior. Esse cuidado antecedeu a remontagem e serviu para garantir que o sistema permanecesse corretamente posicionado antes da reinstalação das peças e do fechamento do conjunto.
A montagem foi realizada com aplicação de cola no padrão adotado no serviço. Primeiro, o material foi aplicado na tampa e, depois, no cárter. Em seguida, as peças foram reinstaladas e o procedimento avançou para a fase final, com a colocação da tampa de válvulas, a reconexão dos componentes retirados no início do trabalho e a adição de aditivo novo ao sistema.
Motor foi testado sem luz de avaria no painel
Com a manutenção concluída, o veículo foi ligado para teste. O motor funcionou normalmente e o painel foi mostrado sem luzes de avaria acesas. O resultado exibido no vídeo indicou o encerramento do serviço com o conjunto operando de forma regular após a desmontagem, a inspeção, a limpeza dos componentes e a substituição das peças previstas na manutenção preventiva.
O orçamento apresentado no vídeo detalhou os valores envolvidos no procedimento. A mão de obra custou R$ 1.559. As peças, levadas pelo cliente, somaram R$ 2.550. Com isso, o total da manutenção ficou em pouco mais de R$ 4.100. O valor chamou atenção, mas o que mais pesou no registro foi o cenário encontrado dentro do motor durante a desmontagem.
O caso mostrou que os primeiros sinais visíveis do problema apareceram logo no início do serviço, com resíduos na válvula solenoide, mas a situação mais crítica só ficou clara com a abertura do cárter e a inspeção do pescador de óleo. Mesmo com comandos visualmente limpos na parte superior, a desmontagem completa revelou um volume expressivo de detritos em áreas sensíveis para a lubrificação do motor.
Ao fim do procedimento, o vídeo deixou registrado que a manutenção preventiva não envolveu apenas a troca da correia banhada a óleo.
O serviço incluiu desmontagem ampla, verificação de ponto, inspeção detalhada, limpeza de peças, remontagem completa e teste final de funcionamento. O resultado foi um motor funcionando normalmente, sem luz de avaria no painel, após um processo que expôs a quantidade de resíduos acumulados no interior do conjunto.
Este artigo foi elaborado com base em vídeo publicado no canal Carros com Tiago.


Eu tenho uma 2006. E está com 226mil km. Agra que abri motor pra trocar o baquelete da corrente. Ficou em 4,400,00. Muito trabalho. Motor nunca foi aberto. Deu trabalho. Ficou muito bom. Aproveitou pra trocar o conjunto todo da corrente. Carro pra mais 200mil.
Meu ecosport 1.5 com 65 mil km rodados deu pane por causa da correia banhada a óleo e tive um prejuízo de pouco mais de 8 mil,com manutenção em dia.
Tivemos uma Ecosport 2018 1.5 Correia banhada , foi a maior decepção q tivemos pois gastamos quase 15 mil reais no motor primeiro foi a parte de cima dps a parte de baixo só prejuízo a nossa estava com 130 mil