Com a ponte de Guaratuba avançando e investimentos acima de R$ 400 milhões, a balsa encerra a última temporada e a região aposta no fim das filas e numa ligação definitiva com o litoral.
Em Guaratuba, a travessia de ferry e bote que marcou gerações está chegando ao fim depois de 65 anos de história. Com a ponte quase pronta, na casa de 90%, a despedida mistura memória, alívio e a sensação de que a mobilidade do litoral paranaense vai mudar de vez.
A cena é simbólica: campanha de despedida, lembranças de infância, netos repetindo a tradição e, ao mesmo tempo, a expectativa de uma nova fase com mais agilidade, mais segurança e menos dependência de filas que, em dias de pico, viraram rotina para quem cruza Guaratuba.
Uma despedida que mexe com a memória de quem atravessa Guaratuba
O fim da balsa não é só mudança de transporte. É o encerramento de um serviço que entrou na vida de quem mora e de quem visita Guaratuba, com histórias acumuladas desde a infância e a sensação de “última temporada”.
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Para marcar esse fechamento de ciclo, o Departamento de Estradas e Rodagens promoveu uma campanha simbólica de despedida do Ferrybat, com distribuição de cartões comemorativos aos motoristas. A iniciativa resgata a memória de um serviço que fez parte da rotina do litoral paranaense.
A travessia em números e o peso das filas em Guaratuba

A travessia em Guaratuba recebe um volume enorme: a base informa 1.300.000 veículos por ano. Em datas específicas, como o Natal, o movimento dispara, com quase 10.000 veículos usando o ferry no dia 25 de dezembro.
No relato de quem vive a experiência, o gargalo aparece de forma crua. Houve semana em que pessoas ficaram 6 a 7 horas aguardando para atravessar de Matinhos para Guaratuba, um retrato direto do tamanho da demanda na alta temporada.
Ponte de Guaratuba: obra avança e muda o mapa do litoral
A ponte de Guaratuba aparece como a solução que finalmente encerra a dependência da balsa. O material aponta avanço entre 85% e 90% de execução e frentes de trabalho em andamento.
Com 1.240 metros de extensão, a estrutura vai ligar Guaratuba a Matinhos, levando mais agilidade e segurança para moradores e turistas.
O pacote inclui quatro faixas de tráfego, ciclovia, passeios para pedestres e iluminação viária, além de serviços de pavimentação, drenagem e contenção nos acessos.
O que travou a obra e o que virou “caminho crítico” em Guaratuba
Quem toca o projeto cita desafios claros. O principal foi a execução das fundações, com atraso por condições geotécnicas. Outro ponto sensível foi mão de obra: quase 300 pessoas são de fora e ficam alojadas, o que cria uma logística complexa.
O trecho estaiado foi descrito como o caminho crítico do projeto. A equipe afirma que precisou planejar e ajustar o necessário para não comprometer o prazo, com expectativa de concluir a parte estaiada por volta de 20 de fevereiro e realizar o encontro dos vãos.
Também há menção de que o acesso do lado de Matinhos ficou um pouco atrasado, mas com previsão de conclusão a tempo.
Investimento acima de R$ 400 milhões e a promessa de uma nova fase em Guaratuba
A obra ultrapassa R$ 400 milhões em investimentos. A aposta é que a ponte vai transformar a mobilidade e reduzir o desgaste que sempre acompanhou a travessia, especialmente em temporada.
O impacto já aparece no comércio local. Em Caieiras, uma lanchonete com quase 40 anos mudou o nome para “Lanchonete da Ponte”.
O dono explica que a ponte é tão significativa que a mudança de identidade acompanha o que eles esperam do novo fluxo: menos espera para atravessar e mais gente chegando com rapidez.
O efeito cultural e turístico: até maratona na Ponte de Guaratuba
A ponte de Guaratuba também entra no calendário de eventos. No início de maio, a estrutura deve ser palco da Maratona Internacional da Ponte de Guaratuba, organizada pelo Grupo Rick, com percursos de 5 a 42 km e milhares de corredores em um cenário emblemático do Paraná.
É o tipo de detalhe que reforça a virada simbólica: de gargalo histórico para cartão-postal e espaço de evento, colocando Guaratuba no centro de uma nova narrativa para o litoral.
Depois de 65 anos de ferry em Guaratuba, você acha que a ponte vai realmente acabar com as filas, ou a demanda do litoral vai criar novos congestionamentos em outros pontos?


Graças ao empenho do Governador Ratinho que enfrentou as ONGS, MP e a Petezada a tão e importante é necessária Ponte tanto para a mobilidade e tb desenvolvimento do nosso litoral, agora sai da lusta de promessas políticas Parabéns a todos os envolvidos que tiveram a paciência pra lidar com os promovedores do atraso.
ONGS, PT são o câncer do país. Se fosse iniciado por algum governo **** o valor seria o triplo, estaria com apenas 10% pronto alguma ONG ja teria conseguido travar a obra que se estenderia por no mínimo 4 mandatos do pt com o valor passando da casa de bilhão.
Antes dos 65 anos, como eram feitas as travessias??
Alguém tem a resposta?
Obrigado
Não tinha a travessia de veículos por balsas! Só pessoas por intermédio de barcos!
Ficou provado q eles (governo) não conseguem contratar um serviço de ferry q atenda minimamente a demanda há, pelo menos, 40 anos. Provando q estes nossos 400 milhões vão ser bem gastos; )
Comentário sem noção, pois é impossível atender a demanda plenamente, principalmente nos feriados e finais de semana, durante a temporada. Por isso a necessidade da ponte, que já deveria ter sido construída a muito tempo atrás.