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Após 500 anos de extinção, mamífero reaparece em condado inglês, é flagrado por câmeras escondidas, derruba árvores às margens de rio histórico e transforma reserva natural em palco de um retorno selvagem que ninguém esperava presenciar

Foto de perfil do autor Maria Heloisa Barbosa Borges
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 30/01/2026 às 17:55
castor retorna após extinção em Norfolk; registro no rio Wensum reforça proteção da reserva natural e surpreende moradores.
castor retorna após extinção em Norfolk; registro no rio Wensum reforça proteção da reserva natural e surpreende moradores.
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Flagrado por acaso por câmeras instaladas para observar lontras, o castor apareceu nadando e arrastando troncos no rio Wensum, em Norfolk, após 500 anos de extinção local. O gerente Richard Spowage disse que ele vive isolado há cerca de um mês e prepara o terreno para o inverno na reserva.

Um castor selvagem voltou a ser visto em Norfolk, no leste da Inglaterra, pela primeira vez em 500 anos após a extinção da espécie na região. O animal foi registrado em uma reserva natural quando câmeras de monitoramento, instaladas para observar lontras, capturaram sua presença por acaso.

O gerente da reserva, Richard Spowage, afirmou ao jornal The Guardian que ficou surpreso com a aparição e estimou que o castor está em uma área isolada do local há cerca de um mês. A cena de um animal livre retornando após séculos virou motivo de encanto entre moradores, justamente por mostrar que a extinção local pode ser revertida em casos específicos.

Onde o castor foi flagrado e por que as câmeras estavam ali

Pensthorpe, reserva natural perto de Fakenham, em Norfolk, na Inglaterra

O registro aconteceu no rio Wensum, dentro de uma reserva natural pensthorpe, em Norfolk.

As câmeras não foram colocadas para buscar castores: o objetivo original era monitorar lontras, o que tornou o flagrante ainda mais inesperado.

Nas imagens, o castor aparece nadando e arrastando troncos, um comportamento compatível com a rotina do animal às margens de rios.

O surgimento repentino reforçou o caráter incomum do episódio, porque a região não tinha registro recente de castor livre desde a extinção local ocorrida séculos atrás.

O que o castor está fazendo antes do inverno

Segundo Richard Spowage, o animal está preparando o terreno para o inverno.

Ele descreveu que o castor faz o que é típico da espécie: derrubar árvores, juntar comida e organizar recursos para suportar o frio.

A lógica desse comportamento é simples: ao acumular alimento e materiais, o castor consegue permanecer na toca quando as temperaturas caem, mantendo-se aquecido.

Em outras palavras, o retorno após a extinção não foi apenas uma aparição momentânea, mas a presença de um animal ativo, ocupando e modificando o ambiente.

O primeiro sinal: um toco de árvore roído que levantou suspeitas

A descoberta não começou com o vídeo, mas com um indício no chão.

A equipe encontrou um toco de árvore roído, com a madeira cortada “quase como uma vara pontiaguda”.

O padrão do corte chamou tanta atenção que, inicialmente, pensaram que uma criança com um machado tivesse passado pela mata.

Esse detalhe ajudou a transformar a curiosidade em confirmação: o rastro deixado pelo roído e pelo corte de madeira é um sinal típico de castores, o que abriu caminho para entender que havia um animal na área, mesmo após tantos anos de extinção regional.

Retorno histórico após a extinção no século 16 e o avanço da reintrodução

Agência de Conservação da Natureza da República Tcheca

Os castores foram caçados até a extinção na Inglaterra no século 16.

Por isso, o registro em Norfolk é descrito como o primeiro de um animal livre no condado desde o início do processo de reintrodução da espécie no país.

A população selvagem começou a crescer novamente em 2015, quando uma ninhada nasceu em Devon.

Hoje, castores selvagens já foram avistados em oito regiões inglesas, como Kent e Hampshire, sinalizando que, em algumas áreas, o recuo da extinção está ligado à retomada gradual de avistamentos e reprodução.

Origem do castor ainda é um mistério e a reserva decidiu mantê-lo

A origem deste castor específico segue desconhecida. Não há relatos de fuga de animais de cativeiro na região, o que torna a chegada um ponto de interrogação.

Richard Spowage considera improvável que ele tenha alcançado o local sozinho e acredita que pode ter havido influência humana no transporte.

Mesmo com a origem incerta, a reserva garantiu a permanência do animal. Na visão do gerente, trata-se de um animal selvagem e ele tem o direito de estar ali, uma decisão que reforça o peso simbólico do episódio em um contexto marcado por séculos de extinção.

Você acha que a volta de espécies após extinção local deveria levar mais reservas a tolerarem e protegerem esses retornos inesperados?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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