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Aos 91 anos, aposentado cai em golpe do falso sequestro após ouvir voz parecida com a do filho e entrega dinheiro a golpista que aparece na porta de sua casa

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 19/12/2025 às 20:04
Idoso de 91 anos perde R$ 1 mil em Ribeirão Preto ao cair no golpe do falso sequestro após ligação com voz semelhante à do filho.
Idoso de 91 anos perde R$ 1 mil em Ribeirão Preto ao cair no golpe do falso sequestro após ligação com voz semelhante à do filho.
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Golpe telefônico com falsa situação de emergência levou idoso a acreditar que o filho estava em perigo, resultando na entrega de dinheiro em espécie após abordagem presencial em bairro da zona Oeste de Ribeirão Preto, segundo registro da Polícia Civil.

Um homem de 91 anos perdeu R$ 1 mil depois de cair no golpe do falso sequestro, na Vila Virgínia, zona Oeste de Ribeirão Preto.

O caso ocorreu na segunda-feira, 15 de dezembro, e foi registrado como estelionato na Central de Polícia Judiciária (CPJ) Permanente, segundo o boletim de ocorrência.

De acordo com o registro policial, o idoso recebeu uma ligação em que a voz do interlocutor lembrava a do filho dele.

Na chamada, o criminoso afirmou que o familiar havia sido sequestrado e exigiu dinheiro para libertá-lo, inicialmente por transferência via Pix.

O aposentado relatou que não conseguiu fazer a operação e, em seguida, acabou entregando dinheiro em espécie a um homem que foi até sua casa de motocicleta.

Ligação simulou pedido de socorro do filho

O boletim de ocorrência aponta que a abordagem começou por telefone, com o argumento de que o filho da vítima estaria sob poder de sequestradores.

A tática, comum nesse tipo de golpe, explora a urgência e tenta impedir que a pessoa desligue para buscar confirmação com outros parentes.

Ainda conforme o relato registrado, quando o pedido de transferência por Pix surgiu, o idoso disse que não sabia realizar a operação.

No registro, ele afirmou que “não sabia fazer a transferência”, mas que poderia entregar dinheiro que estava guardado em casa.

Nesse momento, segundo a descrição no BO, o aposentado informou que o valor disponível era de sua aposentadoria.

A informação, repassada no contexto da pressão emocional, serviu como base para que o criminoso mantivesse a exigência de pagamento imediato.

Motociclista foi até a casa para buscar o dinheiro

Após a conversa telefônica, um homem se deslocou até a residência do idoso.

O boletim relata que a pessoa chegou de motocicleta e recebeu o dinheiro diretamente da vítima, na porta de casa.

O valor entregue foi de R$ 1 mil.

Depois de pegar o dinheiro, o suspeito deixou o local.

Só após a saída do motociclista, o idoso percebeu que havia sido enganado, de acordo com o registro policial.

Caso foi registrado como estelionato

O caso foi formalizado na CPJ Permanente como estelionato.

A Polícia Civil deve apurar como o criminoso obteve o número de telefone da vítima, qual estratégia foi usada para simular a voz do filho e se há outros envolvidos no esquema.

Até o registro da ocorrência, não havia informação pública sobre suspeitos identificados, prisões ou recuperação do dinheiro.

Como funciona o golpe do falso sequestro

O falso sequestro é uma fraude em que criminosos fazem contato por telefone e simulam uma situação de emergência envolvendo um parente.

Entidades do setor bancário descrevem que, frequentemente, o golpista provoca a vítima com frases que induzem a pessoa a completar informações.

Em seguida, outro criminoso assume a ligação para exigir pagamento imediato como “resgate”.

Apesar de se apresentar como sequestro, o objetivo é obter dinheiro rapidamente, antes que a vítima consiga checar se o familiar está bem.

Por isso, o pedido costuma ser feito com urgência e com instruções para que a pessoa não desligue e não procure terceiros.

Orientações públicas para evitar esse tipo de fraude

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo já divulgou orientações públicas sobre golpes baseados em telefonemas com alegações de sequestro.

A recomendação geral é interromper a ligação e tentar confirmar, por outros meios, se a suposta vítima está bem.

O contato direto com o familiar ou com pessoas próximas é apontado como uma forma de checagem imediata.

Outra prática indicada em materiais de orientação é buscar ajuda de alguém de confiança, principalmente quando a pessoa está sozinha e sob pressão.

Em situações assim, a presença de um vizinho ou parente pode ajudar a evitar decisões tomadas sob medo.

No caso de pedidos de Pix, o Banco Central orienta que a vítima comunique o banco ou instituição de pagamento o quanto antes.

A formalização do boletim de ocorrência também é indicada para que medidas cabíveis sejam analisadas.

Caso em Ribeirão Preto segue padrão conhecido

Em Ribeirão Preto, o episódio registrado na Vila Virgínia segue o roteiro descrito em alertas públicos.

Houve telefonema com simulação de familiar, exigência de pagamento urgente e retirada rápida do dinheiro.

A diferença, neste caso, é que o pagamento acabou sendo feito em espécie, com um motociclista indo até a casa do idoso para recolher o valor.

O boletim de ocorrência relata que a vítima, ao ser pressionada, informou que tinha dinheiro em casa.

No registro, consta a frase “tinha o dinheiro em casa”, o que levou à ida do criminoso até o endereço.

Idosos estão entre os principais alvos

Golpes por telefone atingem de forma recorrente pessoas idosas, especialmente quando envolvem histórias de emergência com familiares.

Alertas de entidades do setor bancário destacam que os criminosos apostam na emoção e na sensação de urgência para impedir checagens básicas.

Em ocorrências como a registrada em Ribeirão Preto, a combinação de pressão psicológica e rapidez na execução costuma reduzir o tempo de reação da vítima.

Mesmo assim, autoridades reforçam que interromper o contato e confirmar a situação por canais independentes é um passo central para quebrar a dinâmica do golpe.

Com a apuração em andamento, que medidas simples dentro de casa e na rotina de chamadas podem ajudar famílias a reduzir o risco de que idosos sejam colocados sob pressão e acabem entregando dinheiro a criminosos?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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