1. Início
  2. Curiosidades
  3. Aos 68 anos, mulher vive sozinha no meio do mato, sem luz, cria animais, planta feijão, venceu doença grave e diz que trabalhar na roça salvou sua vida de verdade
2 comentários 5 min de leitura

Aos 68 anos, mulher vive sozinha no meio do mato, sem luz, cria animais, planta feijão, venceu doença grave e diz que trabalhar na roça salvou sua vida de verdade

Imagem de perfil do autor Carla Teles
Escrito por Carla Teles Publicado em 03/01/2026 às 19:31 Atualizado em 03/01/2026 às 19:46
Assista o vídeoAos 68 anos, mulher vive sozinha no meio do mato, sem luz, cria animais, planta feijão, venceu doença grave e diz que trabalhar na roça salvou sua vida de verdade (1)
História de mulher vive sozinha no meio do mato que encontra na vida na roça, no trabalho na roça, na vida simples no campo e ao morar sozinha no mato sua cura.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
9 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

No interior de Pinhal da Serra (RS), mulher vive sozinha no meio do mato após vencer um nódulo no fígado, aposentar-se e encontrar na lida da roça a força que, segundo ela, trouxe a vida de volta.

Viver isolada, sem energia elétrica, cercada de porcos, galinhas, cachorros e lavouras de milho e feijão é a escolha de dona Nelci da Costa, de 68 anos. Para essa mulher que vive sozinha no meio do mato, a roça não é sacrifício. É casa, trabalho, remédio e motivo para levantar da cama todos os dias antes do sol nascer. pasted

Enquanto muitos sonham em sair do interior, ela fez o caminho contrário. Depois de um diagnóstico grave na cidade e da previsão médica de apenas dois meses de vida, dona Nelci voltou para o sítio. Na terra onde criou os 11 filhos, ela diz que foi o serviço pesado da roça que salvou sua vida de verdade.

Do diagnóstico duro à decisão de voltar para o campo

Durante um período em Caxias, dona Nelci recebeu a notícia que mudaria tudo. Os médicos encontraram um nódulo no fígado e avisaram que ela teria pouco tempo de vida. A família chorou, insistiu para que ela ficasse na cidade e seguisse o tratamento ali.

Ela, porém, tomou outra decisão. Voltou para o interior, para o mesmo pedaço de chão onde passou a vida trabalhando, criando os filhos e cuidando da terra.

Em vez de se entregar ao medo, ela escolheu voltar para a enxada, para o feijão e para o milho. Hoje, cerca de sete anos depois desse diagnóstico, segue firme, ativa e trabalhando todos os dias na roça.

Segundo ela, a vida urbana estava acabando com sua saúde e seu ânimo. É assim que resume: a cidade estava “matando” ela, enquanto o campo trouxe de volta a vontade de viver. Na visão de dona Nelci, foi a rotina na roça que curou o que os médicos não acreditavam ser possível.

Uma rotina pesada que virou terapia

História de mulher vive sozinha no meio do mato que encontra na vida na roça, no trabalho na roça, na vida simples no campo e ao morar sozinha no mato sua cura.

O dia começa cedo. Por volta das cinco e meia da manhã, ela já está de pé, toma o café simples e sai para o serviço.

Tratar dos bichos, olhar os porcos, cuidar das galinhas, conferir a água, ver se está tudo em ordem na pequena propriedade de 12 hectares.

A lavoura de feijão, plantada na enxada, é um dos orgulhos da agricultora. Ela mesma abre a terra, planta, limpa o mato e depois colhe, saco por saco. Tudo no braço, sem maquinário moderno.

Quando não está ocupada com o próprio terreno, dona Nelci ainda aceita empreitadas em áreas de vizinhos, roçando e limpando grandes pedaços de lavoura em troca de um pagamento que complementa a aposentadoria.

Para essa mulher que vive sozinha no meio do mato, esforço não é problema. Ela repete que “serviço para mim é uma felicidade” e que o maior prazer é colocar o chapéu na cabeça e sair para trabalhar.

Enquanto muita gente associa trabalho no campo à dureza, ela enxerga como terapia e motivo de gratidão.

A casa simples, os bichos e a paz no meio do mato

A casa de dona Nelci é um rancho simples, com fogão a lenha sempre pronto para uma panela de feijão, batata ou carne.

A energia elétrica passa perto, mas ela optou por não puxar a luz. Prefere viver como está, sem televisão, sem barulho de cidade e com a rotina marcada pelo nascer e pelo pôr do sol.

Por perto, estão os porcos com seus leitõezinhos, as galinhas no choco e os cachorros que fazem companhia e ajudam a espantar bicho do mato.

É nesse cenário que ela se sente realmente em casa. Longe do agito urbano, dona Nelci diz que ali vive com a cabeça sossegada, dorme tranquila e acorda pronta para mais um dia de lida.

Mesmo com a distância, a propriedade não é completamente isolada. A estrada fica a alguns metros, e o maior desafio é o transporte até a cidade, já que o ônibus não atende mais como antes. Quando precisa sair, ela conta com a ajuda dos filhos, que a buscam de carro em um ponto combinado.

Mãe de 11 filhos e exemplo de trabalho para a família

A história de dona Nelci também é a história de uma mãe que criou 11 filhos na base do trabalho e da responsabilidade.

Desde cedo, eles aprenderam a ajudar na lavoura, a respeitar os outros e a valorizar o que se conquista com esforço. Ela faz questão de dizer que preferiu ensinar os filhos a trabalhar do que vê-los se envolver com drogas ou crimes.

Hoje, mesmo que more sozinha, ela não se sente abandonada. Os filhos seguem a vida em outras cidades, mas aparecem em datas especiais, como Dia das Mães e aniversários, enchendo o pátio de carros, risadas e histórias. Para eles, a mãe que insiste em viver no sítio é um exemplo vivo de força, coragem e disciplina.

Mesmo sendo uma mulher que vive sozinha no meio do mato na maior parte do tempo, dona Nelci segue conectada à família pelo afeto e pelo respeito construído ao longo dos anos.

O orgulho maior dela é saber que deixou para os filhos e netos um legado de caráter e de amor ao trabalho.

Dificuldades, fé e um recado para quem pensa em desistir

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Nem tudo é fácil. A condução até a cidade é limitada, o serviço é pesado e o corpo já não responde como aos 20 anos. Ainda assim, dona Nelci não se queixa. Ela agradece por conseguir caminhar, roçar, plantar, colher e cuidar dos bichos.

Quando fala com os filhos e netos, o recado é sempre o mesmo: sejam responsáveis, honrem o que conquistam e não tenham medo de trabalhar.

Na visão dela, o trabalho no campo não tira nada de ninguém, pelo contrário, devolve dignidade, saúde e paz de espírito.

Ela sabe que sua escolha não é comum. Nem todo mundo toparia morar em uma casa simples, sem luz, no interior de Pinhal da Serra.

Mas, para essa mulher que vive sozinha no meio do mato, esse é o jeito mais verdadeiro de viver. Foi na roça que ela encontrou a cura, a força e a alegria de seguir em frente, mesmo depois de um diagnóstico que parecia uma sentença.

E você, teria coragem de viver longe da cidade, no silêncio da roça, como essa mulher que vive sozinha no meio do mato?

Inscreva-se
Notificar de
guest
2 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Anthony
Anthony
04/01/2026 12:52

I would love to join you

Anthony
Anthony
Em resposta a  Anthony
04/01/2026 12:54

Magic life

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
2
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x