Segundo o Xataka, a NASA planeja para 2028 a missão Moonfall, que levará 4 drones robóticos à Lua para mapear o polo sul, detectar água subterrânea, medir radiação e apoiar o programa Artemis na escolha de áreas seguras para pousos humanos e uma futura base permanente lunar fora da Terra.
A Lua voltou ao centro da corrida espacial, mas antes de astronautas pisarem nas áreas mais cobiçadas do polo sul lunar, a NASA quer enviar máquinas. Segundo texto do Xataka assinado por Eva R. de Luis, a missão Moonfall está planejada para 2028 e deve levar quatro drones robóticos a uma região ainda pouco explorada.
O objetivo é fazer o trabalho que antecede a presença humana: mapear o terreno, procurar sinais de água subterrânea, medir radiação e identificar áreas seguras para futuras missões do programa Artemis. Na prática, os robôs devem chegar primeiro para dizer onde os astronautas poderão pousar depois.
Quatro drones devem explorar o polo sul lunar
A missão Moonfall prevê o envio de quatro drones robóticos ao polo sul da Lua, região considerada estratégica para a exploração humana. Segundo o Xataka, será a primeira vez que veículos desse tipo deverão sobrevoar e pousar nessa área lunar.
-
Material criado no MIT absorve 99,995% da luz e se tornou dez vezes mais escuro que o Vantablack ao engolir um diamante de 16,78 quilates avaliado em 2 milhões de dólares até transformá-lo em pura sombra
-
Quatro vezes mais rápido que o som e reutilizado duas vezes em 90 minutos, o sistema sem foguete da General Hypersonics passou de Mach 4 com acelerador de impacto, um marco que promete baratear testes hipersônicos e aproximar missões suborbitais repetíveis.
-
Como toneladas de dinheiro que nunca circularam acabaram virando mobiliário escolar? Conheça a Escola do Futuro que transformou resíduos da Casa da Moeda em salas tecnológicas, espaços criativos e um laboratório vivo de sustentabilidade
-
A Waymo colocou carros sem motorista nas ruas, mas agora prepara uma nova vida para baterias antigas: módulos usados vão armazenar energia solar em contêineres nos EUA enquanto Califórnia e Texas correm para transformar desgaste de robôs em reforço para a rede elétrica
Cada drone terá cerca de 250 kg, 1,2 metro de altura e 2,1 metros de diâmetro. A missão foi pensada para ampliar o conhecimento sobre o terreno e ajudar a NASA a escolher zonas de pouso mais seguras para astronautas do programa Artemis.
A busca por água é parte central da missão

O polo sul da Lua atrai tanta atenção porque abriga crateras permanentemente sombreadas, onde há presença confirmada de gelo de água, segundo o Xataka. Esse recurso é visto como essencial para uma base humana, porque pode ser usado para obter água potável, oxigênio e combustível.
Sem esse tipo de recurso local, manter pessoas na Lua ficaria muito mais caro e complexo. A alternativa seria transportar tudo da Terra, o que limitaria a permanência humana e aumentaria o custo de futuras missões.
Robôs terão instrumentos para mapear terreno e radiação
Os drones da missão Moonfall não serão apenas veículos de deslocamento. Cada unidade deve levar um sistema de imagens para mapear o terreno, um espectrômetro de nêutrons para detectar água subterrânea, um espectrômetro de radiação e um retrorrefletor a laser.
O retrorrefletor permitirá que o controle em solo localize os equipamentos com precisão. Já os instrumentos científicos ajudarão a entender riscos e oportunidades do ambiente lunar. A missão combina navegação, ciência e preparação logística para futuras operações humanas.
Missão deve operar durante um dia lunar
De acordo com o Xataka, os drones deverão operar durante um dia lunar completo, período equivalente a até 14 dias terrestres. Depois disso, os instrumentos ainda poderão continuar funcionando por vários meses.
O desafio é sobreviver a um ambiente extremo. Durante a noite lunar, a temperatura pode chegar a -130 °C, segundo o texto. Por isso, a resistência dos equipamentos será tão importante quanto a capacidade de pousar e coletar dados.
Firefly Aerospace foi escolhida para levar os drones
A empresa Firefly Aerospace, do Texas, foi escolhida para construir a nave que levará os drones até a Lua. Segundo o Xataka, a companhia já tem histórico de colaboração com a NASA em missões lunares.
A nave se chama Elytra e deve fazer uma viagem de 45 dias da Terra até a órbita lunar. Ao chegar, ela deverá reduzir a velocidade e liberar os quatro drones a cerca de 50 km acima do polo sul da Lua.
Elytra deve liberar os drones em áreas diferentes
Depois da separação da nave Elytra, cada drone deverá pousar de forma autônoma em uma área diferente. A estratégia busca ampliar a cobertura do território e aumentar a quantidade de dados obtidos sobre o polo sul lunar.
Essa distribuição é importante porque a região ainda não foi mapeada com precisão suficiente para planejar pousos humanos com segurança. Ao espalhar os drones, a NASA tenta reduzir incertezas antes de enviar astronautas para uma área difícil e valiosa.
Programa Artemis depende de dados do terreno
O programa Artemis tem como objetivo devolver astronautas à Lua e estabelecer presença humana mais estável no satélite natural. Segundo o Xataka, a NASA trabalha em paralelo com projetos como Moonfall para obter dados críticos sobre terreno e recursos.
Essas informações podem influenciar a escolha de locais para pouso, circulação e possível instalação de uma base. A missão não ergue a base lunar, mas pode ajudar a definir onde ela faria mais sentido do ponto de vista técnico.
Polo sul virou ponto de disputa espacial
O polo sul da Lua não interessa apenas à NASA. O Xataka lembra que a China também mantém seu próprio programa lunar e observa a mesma região com atenção. A disputa envolve ciência, tecnologia, recursos e presença estratégica no espaço.
Os Acordos Artemis, assinados pelos Estados Unidos e outros países, estabelecem princípios para exploração lunar, mas não funcionam como um tratado internacional vinculante. Por isso, o polo sul lunar passou a ter peso científico e geopolítico ao mesmo tempo.
Voar na Lua não é como voar na Terra
Apesar de serem chamados de drones, esses robôs não poderão voar como os drones comuns usados na Terra. Na Lua não há atmosfera suficiente para rotores convencionais funcionarem, então os equipamentos precisarão usar propulsão por foguetes.
Isso limita a quantidade de voos possíveis, porque o consumo de combustível é alto. Além disso, as crateras sombreadas não recebem luz solar, o que dificulta o uso de painéis solares em algumas áreas. A missão precisa lidar com escuridão, frio extremo e pouca margem de erro.
Antes da base lunar, vêm as máquinas
A missão Moonfall mostra que o retorno humano à Lua depende de uma etapa menos visível, mas essencial: reconhecer o terreno antes de ocupá-lo. Os drones devem procurar água, medir radiação, mapear riscos e ajudar a decidir onde astronautas poderão trabalhar com mais segurança.
Se os dados forem bem-sucedidos, a NASA terá mais informações para planejar uma presença humana no polo sul lunar. Antes de qualquer base fora da Terra, porém, serão máquinas de 250 kg que vão testar o caminho em uma das regiões mais estratégicas da Lua.
Você acha que a NASA deve acelerar a construção de uma base lunar ou ainda precisa conhecer melhor os riscos antes de enviar astronautas ao polo sul da Lua? Deixe sua opinião nos comentários.

Seja o primeiro a reagir!