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ANP libera Petrobras para importar gás argentino sem intermediários

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 28/11/2025 às 08:27 Atualizado em 28/11/2025 às 12:56
Petrobras recebe autorização da ANP para importar gás argentino sem intermediários e amplia a oferta de gás no Brasil.
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Petrobras recebe autorização da ANP para importar gás argentino sem intermediários e amplia a oferta de gás no Brasil.

A Petrobras recebeu, nesta quinta-feira (26/11), a autorização oficial da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para importar gás natural produzido na Argentina sem precisar de agentes intermediários.

A liberação, publicada no Diário Oficial da União, permite que a estatal traga o combustível diretamente via Corumbá (MS), fortalecendo o abastecimento nacional e ampliando as rotas de suprimento.

A medida atende à demanda crescente do Brasil por fontes alternativas de fornecimento, reforçando a integração energética com o país vizinho e explicando por que o tema ganha relevância para consumidores e para o setor de gás natural. 

Nova autorização fortalece estratégia da Petrobras 

Com a decisão, Petrobras recebe autorização da ANP para importar gás argentino sem intermediários, o que representa uma mudança significativa no modelo tradicional de importação.

Até agora, a estatal dependia de operações estruturadas por parceiros privados para internalizar o combustível. 

A própria companhia destacou que “a autorização atual acrescenta uma alternativa, permitindo que a Petrobras importe diretamente o gás produzido por sua subsidiária POSA [Petrobras Operaciones] na Argentina.

Assim, a medida amplia as possibilidades de atuação da empresa na importação do gás argentino”, afirmou em resposta à agência Eixos. 

Primeiro teste abriu caminho para integração direta 

Em outubro, a Petrobras já havia realizado um teste de importação de gás não convencional vindo de Vaca Muerta, uma das maiores reservas da Argentina.

Contudo, naquela fase, a operação foi viabilizada por meio de uma parceria com a Pluspetrol, o que fez com que o produto fosse adquirido apenas após sua internalização no Brasil. 

Volume autorizado e rota de entrada: por onde o gás chegará ao Brasil 

O documento publicado pela ANP libera a importação de até 180 milhões de metros cúbicos por ano, com entrada pelo município de Corumbá (MS) ponto conectado ao Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), administrado pela TBG. 

Essa rota é, atualmente, a única ligação prática entre Argentina e Brasil capaz de atender os principais centros consumidores do território brasileiro.

Por isso, a autorização é vista como um marco para acelerar novas soluções de abastecimento. 

Petrobras já produz gás na Argentina 

A estatal atua no país vizinho por meio da subsidiária Petrobras Operaciones, que possui 33,6% do campo Rio Neuquén, na Bacia de Neuquén, operado pela argentina YPF.

A produção ocorre majoritariamente em formações de gás não convencional (tight gas), como Punta Rosada e Lajas. 

Plan Gas.Ar impulsiona exportações a partir de janeiro 

Assim a expectativa é que as importações cresçam já a partir de janeiro, quando entram em vigor os novos preços mínimos de exportação estabelecidos pelo Plano Argentino de Fomento à Produção de Gás Natural (Plan Gas.Ar).

O mecanismo define garantias e volumes mínimos para estimular a produção de gás no país. 

Assim a perspectiva de maior integração já mobiliza nove produtores argentinos, que receberam aval do governo local para exportar gás ao Brasil. 

Entre os agentes autorizados estão: 

Oilstone Energía (com MGás);

Pampa Energía (com Eneva e Tradener);

Pan American Energy – PAE (com Comgás, PAE do Brasil e Tradener);

Petrobras (com Petrobras e Gas Bridge);

Pluspetrol (com Gas Bridge);

Tecpetrol (com Edge, Eneva, MGás e Tradener);

TotalEnergies (com MTX, Eneva, Total Energies EP Brasil, Edge e MGás);

Vista Energy (com Cinergia);

YPF (com PAE do Brasil, MGás e Tradener).

Integração energética avança e reforça segurança do abastecimento 

Assim, ao mesmo tempo em que Petrobras recebe autorização da ANP para importar gás argentino sem intermediários

Então o movimento fortalece tanto a segurança energética brasileira quanto o desenvolvimento da indústria argentina

Com novas rotas, mais fornecedores e maior flexibilidade, o Brasil ganha uma alternativa estratégica para enfrentar períodos de maior demanda, diversificar sua matriz e reduzir riscos associados a gargalos logísticos ou limitações de produção interna. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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