Alerj irá atuar com a Petrobras e o IBP para atração de novos investimentos no setor de óleo e gás, no Rio de Janeiro

Alerj – Petrobras – óleo e gás – Rio de Janeiro Plataforma de petróleo/ Fonte: Usiminas


Durante reunião, a Alerj anunciou que irá buscar uma aproximação com a Petrobras e o IBP, neste semestre, para garantir a atração de aportes no setor de óleo e gás

Na última quarta-feira (07/07), durante reunião do Parlamento fluminense, foi anunciado que a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) irá buscar maior aproximação com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e a Petrobras, neste semestre, para garantir a atração de investimentos no setor de óleo e gás para o estado do Rio de Janeiro. Veja ainda: ANP informa que setor de óleo e gás deve receber investimentos de R$ 6,4 bilhões até o fim deste ano

Alerj busca novos investimentos para o setor de óleo e gás, no Rio de Janeiro

O deputado André Ceciliano, disse que a Alerj precisa fazer todos os esforços para estar mais próximos do IBP e da Petrobras. Segundo ele, o momento é de sentar à mesa e procurar investimentos para o estado do Rio de Janeiro e tem que tirar proveito, por exemplo, do potencial do Leste Metropolitano e da Baixada Fluminense na utilização de óleo e gás natural na industrialização.

André ainda ressalta que uma empresa já pediu autorização para criar unidade de processamento ao longo do Arco Metropolitano, e é importante viabilizar essa indústria no Rio de Janeiro, para que o gás não saia das mãos do estado sem aproveitar os recursos.

Na reunião da Alerj, foi destacado ainda que o estado do Rio de Janeiro responde por 80% do óleo extraído no país, mas apenas 20% dos fornecedores dessa cadeia produtiva estão localizados no estado. Mais de 50% do gás natural produzido no Rio é reinjetado no sistema, portanto, sem direito aos royalties e participações especiais dessas operações.

Previsão de crescimento para os próximos anos

Apesar de o mundo estar buscando a transição para uma matriz limpa, óleo, gás e carvão ainda respondem por 84% de energia primária utilizada. Atualmente, o estado do Rio de Janeiro, produz 3,8 milhões de óleo por dia e passará, em 2030, a produzir 4,5 milhões. Esse crescimento deverá gerar pressão por instalações portuárias. A integrante da Assessoria Fiscal da Alerj, engenheira Magda Chambriard estima que serão necessários 25 plataformas e 80 barcos de apoio para dar suporte a esse aumento.

“Quando a gente fala de petróleo no Brasil, vemos que 80% são produzidos no estado do Rio e 94% pela Petrobras. Essa dupla tem que andar casada como se fosse Cosme e Damião, de forma indissociável, pelas próximas décadas. Precisamos, portanto, de um projeto estruturado para o setor de petróleo no Rio, com um modelo de gestão claro. Somente desta forma o Rio vai poder realmente ser chamado de capital brasileira do petróleo”, salientou a integrante da Assessoria Fiscal da Alerj, engenheira Magda Chambriard.

Veja ainda: Sinaval propõe que conteúdo local passe de 25% para no mínimo 40%, durante audiência da Alerj

Durante audiência pública da Comissão da Indústria Naval da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval) apresentou sugestões para que o setor da construção naval brasileira possa voltar a crescer. O sindicato propôs os seguintes parâmetros: elaboração de uma política de Estado para o setor; retomada do conteúdo local com índice maior do que 25% – com uma proposta intermediária de no mínimo 40%; além de índices de juros e prazos melhores.

A presidente da Comissão, deputada Célia Jordão (Patriota), ressaltou durante a audiência da Alerj que as obras de construção naval da Petrobras, em sua grande maioria, têm sido encaminhadas a estaleiros coreanos e chineses, e para o Brasil fica uma parcela muito pequena da construção, o que gerou um número grande de desempregados.

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos