O setor de aviação brasileiro pode receber até R$ 4 bilhões em investimentos destinados a melhorar a infraestrutura dos aeroportos e oferecer mais qualidade aos passageiros.
O governo federal estuda investimentos entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões para melhorar a infraestrutura de aeroportos regionais, visando torná-los mais atrativos para concessões à iniciativa privada em 2025. A informação foi divulgada nesta quinta-feira por Fábio Lavor Teixeira, secretário executivo adjunto do Ministério de Portos e Aeroportos, durante evento no Rio de Janeiro.
Os valores, segundo Teixeira, estão em negociação com os Ministérios do Planejamento e de Orçamento e Gestão. “Estamos refinando esse processo… Podemos antecipar investimentos, o que reduz o capex para o investidor, tornando o projeto mais atrativo”, explicou.
Essa estratégia faz parte do programa AmpliAR, lançado nesta semana para apresentar o modelo de concessão de aeroportos regionais. O governo está dialogando com empresas e operadoras do setor, buscando ampliar o interesse na gestão dos terminais de menor porte.
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Desafios e oportunidades
O Brasil já concedeu seus principais aeroportos à iniciativa privada nos últimos anos, restando agora terminais regionais, que enfrentam desafios de rentabilidade. Segundo Teixeira, o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, é o único grande terminal ainda sob controle estatal.
Grupos internacionais como Fraport, Changi e Aena, que já participaram de leilões no Brasil, estão sendo sondados. “Esses grupos já conhecem nossa modelagem e estrutura regulatória, o que dá segurança para novos investimentos”, destacou o secretário.
Foco no Norte e Nordeste
Na primeira fase do programa AmpliAR, o foco será em 51 aeródromos localizados nas regiões Norte e Nordeste, áreas com maiores déficits de infraestrutura aeroportuária. Isso inclui terminais no Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Tocantins.
Uma consulta pública será aberta nos próximos dias para debater o modelo de concessão com Estados, municípios, concessionárias e companhias aéreas. A previsão é que os leilões ocorram no primeiro semestre de 2025, embora ainda não haja data para o lançamento do edital.
Teixeira enfatizou a importância de uma definição cuidadosa dos blocos a serem leiloados. “Investimentos prévios do governo garantem a receita dos operadores, diminuem riscos e tornam o negócio sustentável”, concluiu.
O projeto busca equilibrar a expansão da infraestrutura aeroportuária com a atração de investidores, promovendo o desenvolvimento regional e assegurando a viabilidade dos terminais.
