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A WEG criou um sistema de armazenamento em baterias que está transformando uma antiga mina na Finlândia em polo de energia renovável, o projeto é um dos primeiros híbridos do país nórdico a combinar geração solar com armazenamento e ajuda a estabilizar a rede elétrica nacional

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 06/05/2026 às 15:08 Atualizado em 06/05/2026 às 15:12
WEG entrega sistema de baterias que transforma mina na Finlândia em polo de energia renovável. Projeto híbrido combina solar e armazenamento.
WEG entrega sistema de baterias que transforma mina na Finlândia em polo de energia renovável. Projeto híbrido combina solar e armazenamento.
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A WEG entregou em abril de 2026 um sistema de armazenamento de energia em baterias para o parque solar Callio, localizado no terreno de uma antiga mina na cidade de Pyhäjärvi, na Finlândia. O projeto é um dos primeiros sistemas híbridos do país nórdico que combina geração fotovoltaica com armazenamento em baterias. O sistema inclui dois contêineres de baterias com 8.360 kWh de capacidade, um conversor de energia de 4.400 kVA, um transformador de 4.500 kVA e controle integrado, Segundo a NSC. A entrega foi feita à Solarigo Systems Oy, investidora e operadora do parque.

A WEG, multinacional de Jaraguá do Sul, acaba de colocar tecnologia brasileira dentro de uma antiga mina na Finlândia e o resultado é um dos projetos mais emblemáticos da empresa catarinense no exterior: um sistema de armazenamento de energia em baterias que transforma o terreno de uma mina desativada em polo de energia renovável. O parque solar Callio, em Pyhäjärvi, começou a operar com geração fotovoltaica em junho de 2025 e agora recebe a capacidade de guardar a energia produzida para usá-la em momentos estratégicos.

O projeto é um dos primeiros sistemas híbridos na Finlândia a combinar sol e bateria na mesma operação. A entrega foi feita em abril de 2026 à Solarigo Systems Oy, investidora e operadora do parque, e o sistema da WEG resolve um problema que toda fonte renovável intermitente enfrenta: o sol não brilha 24 horas, especialmente em um país nórdico onde o inverno tem menos de seis horas de luz natural. Armazenar a energia gerada durante o dia e liberá-la quando a rede mais precisa é o que torna a geração solar viável mesmo em latitudes extremas.

O que a WEG entregou e como o sistema funciona

O sistema fornecido pela WEG inclui dois contêineres de baterias que somam 8.360 kWh de capacidade, um conversor de energia de 4.400 kVA, um transformador a óleo de média e baixa tensão de 4.500 kVA e um sistema de controle que integra toda a operação. Na prática, as baterias absorvem a energia gerada pelos painéis solares durante o dia e a liberam para a rede quando há demanda, funcionando como reservatório que suaviza as oscilações entre geração e consumo.

O parque solar Callio tem capacidade de 13 MWp (megawatts-pico), e o armazenamento de 8.360 kWh permite que uma parte significativa dessa geração seja deslocada para horários de pico, quando a eletricidade é mais cara e a rede mais pressionada. A WEG descreve o sistema como projetado para arbitragem de energia e resposta rápida às variações de frequência, duas funções essenciais para a estabilidade da rede elétrica finlandesa, que opera em conjunto com o mercado nórdico de eletricidade (Nord Pool).

De mina de zinco a hub de inovação em energia

imagem: WEG

A mina de Pyhäsalmi, onde o parque solar Callio foi instalado, operou durante décadas como uma das minas de zinco e cobre mais produtivas da Finlândia. Com o esgotamento das reservas, o terreno está sendo requalificado para receber negócios focados em pesquisa, desenvolvimento e soluções energéticas sustentáveis, transformação que a Solarigo Systems e a WEG tornaram concreta com a combinação de painéis solares e baterias.

O conceito de converter minas desativadas em polos de energia renovável ganha força na Europa, onde centenas de sítios minerários abandonados oferecem terrenos amplos, infraestrutura elétrica pré-existente e conexão com a rede de transmissão. A Finlândia, que busca atingir neutralidade de carbono até 2035, tem incentivo regulatório para projetos como o Callio, e a presença de uma empresa brasileira fornecendo o sistema de armazenamento reforça a posição da WEG como competidora global em tecnologia de energia.

O que isso significa para a WEG no mercado global

Para a WEG, o projeto na Finlândia é mais do que um contrato: é demonstração de capacidade em um mercado exigente. Os países nórdicos operam uma das redes elétricas mais avançadas do mundo, com alta penetração de renováveis (eólica, hídrica e solar) e exigências rigorosas de qualidade de fornecimento. Entregar um sistema híbrido que combina armazenamento, conversão e controle integrado nesse ambiente posiciona a WEG como fornecedora de referência para projetos similares em toda a Europa.

Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da WEG, declarou que o sistema “contribui para transformar uma mina histórica em um hub de inovação em geração e armazenamento renovável, ao mesmo tempo em que reforça a estabilidade da rede elétrica nacional”. A empresa catarinense já fornece equipamentos para mais de 130 países, mas o projeto Callio é especialmente relevante porque demonstra domínio sobre a cadeia completa de um sistema híbrido solar + bateria, segmento que cresce exponencialmente no mundo.

O armazenamento de energia como peça-chave da transição energética

O armazenamento em baterias é considerado pela Agência Internacional de Energia (IEA) como uma das tecnologias mais críticas para viabilizar a transição energética global. Sem baterias, a energia solar e eólica ficam limitadas à produção instantânea: quando o sol se põe ou o vento para, a geração cai a zero e a rede precisa acionar usinas térmicas (a gás, carvão ou diesel) para compensar, anulando parte do benefício ambiental.

O sistema da WEG em Pyhäjärvi ataca exatamente esse gargalo. Ao armazenar 8.360 kWh de energia solar gerada durante o dia, o parque Callio consegue despachar eletricidade limpa mesmo quando os painéis não estão produzindo, reduzindo a necessidade de backup fóssil e contribuindo para a meta finlandesa de neutralidade de carbono. Para o Brasil, onde o armazenamento em baterias de escala ainda é incipiente, o projeto serve como vitrine do que a WEG pode oferecer ao mercado doméstico quando a regulação e os custos de bateria viabilizarem projetos semelhantes.

Você sabia que a WEG de Jaraguá do Sul está transformando uma mina desativada na Finlândia em polo de energia renovável com tecnologia 100% brasileira? Conte nos comentários o que acha da presença da WEG na Europa e se o Brasil deveria investir mais em armazenamento de energia em baterias.

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Alcione Lara
Alcione Lara
11/05/2026 21:59

Sou acionista minoritário e simpatizante da Wege.Formado em Eng eletrotécnica e princípios eletrônicos e conhecimento em mecânica – elementos universais e suas aplicações.

Gilberto Carvalho
Gilberto Carvalho
09/05/2026 13:11

Isso não é novidade! A tesla já fez na Austrália.

Gustavo
Gustavo
09/05/2026 06:41

Orgulho de ser um dos Project Managers desse projeto

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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