Localizada em Imperatriz, a unidade da Suzano foi um marco industrial no Brasil ao atingir 1,7 milhão de toneladas anuais de celulose de eucalipto, impulsionando a economia do Maranhão e consolidando o país como potência global no setor florestal
A maior fábrica de celulose de eucalipto do mundo está localizada no município de Imperatriz, no Maranhão, e pertence à Suzano, uma das maiores empresas do setor de papel e celulose do planeta. A planta, inaugurada em 2014, foi projetada para produzir 1,7 milhão de toneladas de celulose por ano, além de 60 mil toneladas anuais de papel sanitário voltadas ao mercado do Norte e Nordeste do país.
O empreendimento foi um divisor de águas para a economia maranhense. Com investimentos de cerca de R$ 4 bilhões, a instalação da fábrica transformou o polo industrial de Imperatriz, gerando milhares de empregos diretos e indiretos e atraindo novos negócios para a região. A Suzano também implementou 247 mil hectares de florestas plantadas de eucalipto, garantindo o abastecimento sustentável da unidade.
Energia limpa e autossuficiência operacional

Um dos diferenciais da planta de Imperatriz é sua autossuficiência energética, obtida por meio da usina termoelétrica movida a biomassa inaugurada em abril de 2014.
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Essa estrutura permite que toda a energia consumida na operação seja gerada internamente, utilizando resíduos do próprio processo produtivo do eucalipto.
Além de reduzir custos e emissões de carbono, essa tecnologia está alinhada à estratégia de economia regenerativa da Suzano, que busca equilibrar produção industrial e preservação ambiental.
Parte da energia excedente é até fornecida à rede elétrica nacional, contribuindo para o sistema energético brasileiro.
Impacto econômico e social para o Maranhão
A chegada da fábrica impulsionou o desenvolvimento regional de forma inédita.
Imperatriz, que já possuía um papel logístico estratégico por sua proximidade com o Tocantins e o Pará, se consolidou como um dos principais polos industriais do Nordeste.
O projeto mobilizou milhares de trabalhadores na fase de construção e consolidou empregos permanentes nas áreas de produção, transporte e manutenção.
Além do impacto econômico direto, a Suzano implementou programas sociais e de capacitação profissional voltados a comunidades locais e pequenos produtores rurais, promovendo geração de renda e inclusão produtiva.
Comparativo com a nova megafábrica da Suzano no Centro-Oeste
Com o passar dos anos, a fábrica de Imperatriz perdeu o posto de maior do mundo para a nova unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul, inaugurada em dezembro de 2024.
Conhecida como Projeto Cerrado, essa planta tem capacidade de 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano, tornando-se a maior fábrica de celulose em linha única do planeta.
Ainda assim, a unidade maranhense segue como a maior fábrica de celulose de eucalipto integrada do Norte e Nordeste brasileiro e uma das mais relevantes da Suzano em termos estratégicos.
Sua localização favorece o escoamento para portos do Nordeste e exportações para a Europa e Ásia, mantendo o papel vital da operação no equilíbrio logístico da companhia.
| Característica | Fábrica de Imperatriz (MA) | Fábrica de Ribas do Rio Pardo (MS) |
|---|---|---|
| Capacidade de produção | 1,7 milhão t/ano de celulose | 2,55 milhões t/ano |
| Investimento | R$ 4 bilhões | R$ 22,2 bilhões |
| Inauguração | 2014 | 2024 |
| Energia | Biomassa autossuficiente | Tecnologia de última geração e menor pegada de carbono |
| Abrangência | Norte e Nordeste | Centro-Oeste e exportações globais |
Sustentabilidade e inovação como pilares
A Suzano tem se destacado globalmente pela integração de sustentabilidade e inovação industrial.
Na fábrica de Imperatriz, todo o ciclo produtivo é projetado para minimizar impactos ambientais: do cultivo das florestas ao reaproveitamento dos resíduos industriais.
O uso de eucalipto, uma espécie de crescimento rápido e de alta produtividade, permite à empresa manter um modelo de manejo florestal sustentável, com áreas de preservação ambiental equivalentes às áreas de cultivo.
Mais de 40% das áreas sob gestão da Suzano no Maranhão são destinadas à conservação da vegetação nativa.

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