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Alemão vende tudo, compra uma moto aquática, coloca a namorada e o cachorro na garupa e cruza 13 países em uma aventura de 5 mil km que já custou mais de 7 mil euros em combustível

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 28/06/2026 às 12:24 Atualizado em 28/06/2026 às 12:26
Assista o vídeoAlemão larga a vida convencional, compra uma moto aquática, sai pelo rio Danúbio com a namorada e o cachorro, cruza mais de 13 países em 6 meses, roda 5 mil km e agora sonha em atravessar o Atlântico
Imagem: Divulgação / Aquivo pessoal
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Kevin Neubeck saiu da Alemanha pelo rio Danúbio, gastou mais de 7 mil euros em combustível e transformou um jet em meio de viagem por rios, mares, fronteiras e pequenos portos europeus

Mais de 5 mil quilômetros em uma moto aquática, 13 países no roteiro e mais de 7 mil euros gastos em combustível. Essa é a viagem do alemão Kevin Neubeck, de 33 anos, que saiu da Alemanha com a namorada, Felipa Costilla, e o cachorro Chick para cruzar rios e mares até chegar à Croácia, de onde planeja seguir rumo ao Atlântico.

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Viagem começou no Danúbio e avançou por mais de dez países

A jornada começou na Alemanha, pelo rio Danúbio, com um plano incomum: usar uma moto aquática como meio principal de deslocamento. Antes disso, Neubeck havia pilotado um jet apenas três vezes.

Com o Google Maps como apoio, ele, Felipa Costilla, de 23 anos, e o bull terrier Chick seguiram pelo Danúbio, rio com cerca de 2.800 quilômetros de extensão, rumo ao Mar Negro.

O percurso incluiu Alemanha, Áustria, Eslováquia, Hungria, Croácia, Sérvia, Romênia, Bulgária, Moldávia e Ucrânia. Depois, o trio avançou para Turquia, Grécia, Albânia e Montenegro.

Em seis meses, a viagem somou mais de 13 países, cerca de 5 mil quilômetros percorridos e mais de 7 mil euros em combustível, o equivalente a R$ 41,3 mil na conversão de junho de 2026.

Alemão larga a vida convencional, compra uma moto aquática, sai pelo rio Danúbio com a namorada e o cachorro, cruza mais de 13 países em 6 meses, roda 5 mil km e agora sonha em atravessar o Atlântico
Imagem: Reprodução

Rotina na moto aquática inclui clima, combustível e fronteiras

A viagem exige planejamento diário. Antes de partir, Kevin checa a rota, o combustível e a previsão do tempo.

Segundo ele relatou ao portal montenegrino Vijesti, alguns trechos foram mais tranquilos, como Rijeka, na Croácia.

As fronteiras, porém, se tornaram um desafio frequente. O alemão contou que as blitz policiais eram comuns e quase sempre vinham acompanhadas de surpresa por parte dos agentes.

“De onde você é? Da Alemanha? Num jet?”, diziam os policiais, segundo Neubeck. O estranhamento levava a novas explicações sobre o trajeto, os documentos e o objetivo da viagem.

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Imagem: Reprodução

Pane, documentos e desgaste marcaram o percurso

A travessia também trouxe problemas práticos. Na Eslováquia, Kevin precisou da ajuda de um pescador após uma pane no motor.

Na fronteira com a Turquia, a moto aquática chegou a ser levada por oficiais por causa de um mal-entendido com documentos.

O equipamento foi recuperado depois que a situação foi esclarecida. Mesmo assim, o episódio mostrou como a viagem depende não apenas de navegação, mas também de documentação, comunicação e adaptação a regras locais.

Segundo Kevin, ondas, vento, longas distâncias e desgaste físico fazem parte da rotina. Em alguns dias, o deslocamento é calmo e rápido. Em outros, lento e exaustivo. O planejamento de combustível, segundo ele, está sempre presente.

Alemão larga a vida convencional, compra uma moto aquática, sai pelo rio Danúbio com a namorada e o cachorro, cruza mais de 13 países em 6 meses, roda 5 mil km e agora sonha em atravessar o Atlântico
Imagem: Reprodução

Golfinhos e pequenos portos viraram parte da experiência

Apesar dos desafios, a viagem também trouxe momentos marcantes. Kevin relatou a presença de golfinhos acompanhando o trio em mar aberto e a reação de pessoas em pequenos portos ao verem a chegada incomum.

Para ele, a beleza do percurso está justamente em não seguir um plano perfeito. O trio viaja com passaporte, laptop e roupas em uma bolsa à prova d’água, dormindo em barracas e acomodações do Airbnb.

A rotina, segundo Neubeck, mistura navegação, paradas inesperadas, quedas na água, risadas e a continuidade da jornada. Não houve apenas um grande momento isolado, mas uma sequência de dias seguindo em frente.

Próximo objetivo é chegar ao Atlântico

Atualmente, Kevin, Felipa e Chick estão na Croácia. O plano é passar pela Itália e por Malta, antes de seguir para França, Espanha e Marrocos.

O objetivo mais ousado é atravessar o Atlântico. Kevin compartilha a viagem no Instagram, onde acumula quase 89 mil seguidores, e recebe alertas de internautas sobre os riscos do próximo passo.

A travessia do Atlântico em um jet envolve limitações importantes, como autonomia curta, necessidade de reabastecimento, fadiga, exposição ao clima e dificuldade de localização em mar aberto, já que um jet é menor do que embarcações convencionais.

Esta matéria foi elaborada com base em informações de Náutica e Vijesti, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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