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A revanche dos canaviais: O que mantém a cana vantajosa mesmo com a explosão do etanol de milho

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 22/11/2025 às 15:31 Atualizado em 22/11/2025 às 15:33
A revanche dos canaviais: Entenda por que a cana mantém competitividade e supera o milho no etanol, segundo especialista do mercado.
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A revanche dos canaviais: Entenda por que a cana mantém competitividade e supera o milho no etanol, segundo especialista do mercado.

Em meio ao avanço acelerado do etanol de milho no Brasil, A revanche dos canaviais: Entenda as vantagens sobre o milho e por que a cana não morreu, segundo gestor ganha relevância diante de um alerta importante.

A fala ocorreu em um cenário no qual o etanol de milho já representa um quarto da produção nacional e deve crescer ainda mais. 

A Trígono Capital, que administra mais de R$ 2,5 bilhões e investe em empresas como São Martinho (SMTO3), Jalles (JALL3), 3tentos (TTEN3) e Kepler Weber (KEPL3)

Vinhaça e biometano: os trunfos que sustentam a revanche dos canaviais 

Para Roger, A revanche dos canaviais: Entenda as vantagens sobre o milho e por que a cana não morreu, segundo gestor começa pela vinhaça, um subproduto da cana que oferece enorme potencial energético.

Ele destaca que a produção de vinhaça nas usinas de cana é maior do que nos projetos de etanol de milho, o que amplia o volume de biometano disponível. 

Além disso, usar biometano no lugar do diesel reduz custos operacionais e diminui emissões de gases de efeito estufa. 
O gestor afirma: 

“Enquanto o biometano custa cerca de R$ 3,60 por litro, o diesel custa em torno de R$ 6 por litro”. 

Roger menciona ainda o exemplo da Tupy (TUPY3), que já produz biometano a partir de dejetos suínos e obtém desempenho idêntico ao do diesel, mas com vantagens como menor ruído e maior conforto para o motorista. 

Créditos de carbono reforçam o protagonismo da cana 

Outro ponto que reforça A revanche dos canaviais: Entenda as vantagens sobre o milho e por que a cana não morreu, segundo gestor está nos créditos de descarbonização (CBios).

Assim que o mercado de carbono estiver completamente regulado no Brasil, as usinas que utilizarem mais biometano poderão comercializar CBios em grande escala. 

Roger explica: 

“A São Martinho (SMTO3) tem 1,2 milhão de CBios imagine se eles fossem precificados a US$ 50. Isso representaria um ganho adicional acima de US$ 50 milhões”. 

Com a Lei do Combustível do Futuro, a Petrobras lançou edital para compra de biometano, e a mistura obrigatória de 1% ao gás natural veicular, a partir de 2026, tende a ampliar o mercado. 

Usinas integradas garantem vantagem estratégica frente ao milho 

O gestor ressalta que as usinas de etanol de cana integradas que cultivam sua própria matéria-prima têm uma economia significativa.

“Essas usinas canavieiras integradas terão uma vantagem que o etanol de milho não tem”, afirma. 

Enquanto isso, as plantas de etanol de milho precisam comprar o grão, o que reduz parte da competitividade. 

Tecnologia agrícola impulsiona A revanche dos canaviais 

John Deere e Case já desenvolveram maquinário movido a etanol. Com escala, essa tecnologia pode chegar aos caminhões internos das usinas, criando ciclos energéticos autossuficientes. 


Esse movimento reforça A revanche dos canaviais: Entenda as vantagens sobre o milho e por que a cana não morreu, segundo gestor, já que gera sustentabilidade e reduz dependências externas. 

Etanol de milho cresce, mas não elimina o papel da cana 

O etanol de milho já responde por 25% da produção nacional e pode chegar a 40% até 2035, segundo a StoneX. Mesmo assim, Plinio Nastari, consultor da Datagro, lembra que nenhuma nova usina de etanol de cana está em construção no país. 

O CEO da FS afirma que o milho oferece até 40% de economia graças à flexibilidade da matéria-prima. Porém, Roger alerta para uma “bomba-relógio armada”: muitos projetos ignoram custos logísticos, volatilidade agrícola e a dependência total do mercado de grãos. 

Por isso, ele defende que o modelo mais sustentável é o das usinas “flex”, que integram açúcar, etanol de cana e etanol de milho no mesmo complexo. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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