Novo valor do diesel entra em vigor nesta terça-feira (1º) e representa recuo significativo no preço do combustível
A Petrobras informou nesta segunda-feira (31) que vai reduzir o preço do diesel nas distribuidoras. A mudança começa a valer já nesta terça-feira (1º). O corte será de R$ 0,17 por litro, representando uma queda de 4,78%.
Queda chega às distribuidoras
Com a nova redução, o preço médio do diesel A nas distribuidoras será de R$ 3,55 por litro. O valor anterior era de R$ 3,72. Essa diminuição é mais um ajuste feito pela estatal desde o fim de 2022.
De acordo com a Petrobras, desde dezembro de 2022, o preço do diesel caiu R$ 0,94 por litro. Isso representa uma queda acumulada de 20,9%.
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Mesmo assim, o valor atual ainda não compensa totalmente o aumento de R$ 0,22 aplicado em janeiro deste ano. A redução agora anunciada é parcial, segundo avaliação de analistas do setor.
Valor nas bombas pode cair até R$ 0,15
Nos postos, o consumidor final pode sentir uma queda de até R$ 0,15 por litro. Esse valor considera a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel, o chamado diesel B. Assim, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 3,05 por litro.
Mas o preço final nos postos depende de outros fatores. Além do valor repassado pela Petrobras, o preço do diesel inclui impostos federais (PIS e Cofins), o ICMS cobrado pelos estados, o custo do biodiesel e as margens de distribuição e revenda.
Diesel ainda está acima da paridade
Segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel da Petrobras ainda estava R$ 0,08 acima da paridade internacional nesta segunda-feira (31). Ou seja, mesmo com o corte, o valor segue um pouco acima do mercado global.
A política de paridade de preços leva em conta os custos de importação e exportação, além da variação do câmbio e do preço do petróleo no mercado internacional.
Impacto pode chegar ao consumidor
Como a maior parte dos produtos no Brasil é transportada por caminhões, a queda no preço do diesel pode influenciar a inflação. O governo acompanha de perto essa relação.
Especialistas explicam que o impacto varia de produto para produto. Alimentos, por exemplo, sofrem mais com o custo do transporte do que itens como eletrodomésticos, eletrônicos ou automóveis.
A expectativa é que a nova redução traga algum alívio, mesmo que pequeno, ao bolso do consumidor.
