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A partir de segunda-feira, 1,3 bilhão de chineses podem entrar no Brasil sem visto, e brasileiros também não precisam mais de visto para ir à China, a isenção recíproca foi acertada entre Lula e Xi Jinping e já vale para turismo, negócios e intercâmbio

Publicado em 08/05/2026 às 02:41
Atualizado em 08/05/2026 às 02:49
Chineses entram no Brasil sem visto a partir de segunda. Isenção recíproca vale para turismo e negócios por 30 dias. Brasileiros também livres na China.
Chineses entram no Brasil sem visto a partir de segunda. Isenção recíproca vale para turismo e negócios por 30 dias. Brasileiros também livres na China.
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O Brasil deixa de exigir visto de chineses para ingresso no país a partir de segunda-feira (11 de maio), segundo anúncio feito pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin na abertura do Salão do Turismo 2026 em Fortaleza, Segundo o portal da Metrópoles. A isenção é recíproca: brasileiros também não precisam mais de visto para entrar na China. O acordo abrange turismo, negócios, visita familiar, intercâmbio e trânsito, com validade de até 30 dias por estadia. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e abre as portas do Brasil para o segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes.

A partir de segunda-feira (11 de maio), 1,3 bilhão de chineses podem entrar no Brasil sem visto, e a mudança transforma de uma vez a relação de turismo e negócios entre os dois países. O presidente em exercício Geraldo Alckmin fez o anúncio durante a abertura do Salão do Turismo 2026 em Fortaleza e destacou a escala da decisão: “Estamos falando do segundo país mais populoso do mundo, 1,3 bilhão de pessoas”. A isenção foi publicada no Diário Oficial da União e entra em vigor na segunda.

A medida é recíproca: brasileiros que quiserem ir à China também não precisam mais de visto. A isenção cobre turismo, negócios, visita familiar, intercâmbio e trânsito, com duração de até 30 dias por estadia. O acordo entre os dois países foi acertado entre o presidente Lula e o presidente da China, Xi Jinping, em janeiro de 2026, e a China já havia retirado a exigência de visto para brasileiros em 2025. Agora, com a publicação no DOU, o Brasil completa sua parte e a isenção passa a valer nos dois sentidos.

O que muda na prática para chineses que querem vir ao Brasil

Até esta semana, um cidadão chinês que quisesse visitar o Brasil precisava passar por processo burocrático que incluía agendamento no consulado, entrega de documentos, comprovação financeira e espera de dias ou semanas pela aprovação do visto. A partir de segunda-feira, basta ter passaporte válido e passagem para embarcar rumo ao Brasil, sem necessidade de autorização prévia para estadias de até 30 dias nas categorias de turismo, negócios, visita familiar, intercâmbio e trânsito.

A simplificação é especialmente relevante para viajantes de negócios e intercâmbio, que frequentemente precisam de agilidade para reuniões, feiras e eventos com datas fixas. O processo de visto anterior podia inviabilizar viagens de última hora, problema que agora desaparece para estadias curtas. Para turismo, a expectativa é de aumento significativo no fluxo: em 2025, o número de turistas chineses no Brasil já havia crescido 35%, segundo Alckmin, e a isenção de visto tende a acelerar essa tendência.

O que muda para brasileiros que querem ir à China

A China já havia retirado a exigência de visto para brasileiros em 2025, em decisão unilateral que beneficiou viajantes de turismo, negócios, visita familiar, intercâmbio e trânsito por até 30 dias. Com a reciprocidade agora formalizada pelo Brasil, a relação fica simétrica: cidadãos dos dois países transitam livremente sem burocracia consular para estadias curtas.

Para brasileiros que fazem negócios com a China, e são muitos considerando que a China é o maior parceiro comercial do Brasil há mais de uma década, a isenção elimina uma barreira que consumia tempo e dinheiro. Empresários que precisavam de visto para cada viagem de prospecção, feira ou reunião agora podem embarcar com a mesma facilidade com que vão para Argentina ou Chile. O impacto é especialmente forte para pequenos e médios empresários que não tinham estrutura para lidar com a burocracia consular chinesa.

O contexto: como o acordo foi construído entre Lula e Xi Jinping

A isenção recíproca de vistos não surgiu do nada: é resultado de negociação diplomática que começou formalmente em janeiro de 2026, quando Lula e Xi Jinping acertaram a eliminação de vistos de curta duração entre os dois países. A China deu o primeiro passo ao isentar brasileiros ainda em 2025, gesto que o Brasil agora retribui com a publicação no Diário Oficial.

O momento do anúncio também é estratégico. Alckmin fez a divulgação na abertura do Salão do Turismo 2026 em Fortaleza, evento que reúne representantes dos 26 estados e do Distrito Federal com programação de três dias que inclui apresentações culturais, gastronomia, pacotes de viagem e debates sobre desenvolvimento do turismo nacional. Lula está nos Estados Unidos em visita oficial a convite da Casa Branca, e Alckmin ocupa a Presidência interinamente.

O impacto no turismo e na economia: o que os números indicam

O Brasil recebe relativamente poucos turistas chineses se comparado ao potencial do mercado. Com 1,3 bilhão de habitantes e classe média que cresce aceleradamente, a China é o maior mercado emissor de turistas do mundo, com mais de 150 milhões de viagens internacionais por ano em período pré-pandemia. O crescimento de 35% no fluxo de chineses ao Brasil em 2025, citado por Alckmin, partiu de base baixa, o que significa que há espaço enorme para expansão.

A eliminação do visto é considerada pela indústria do turismo o fator isolado que mais influencia a decisão de destino de viajantes internacionais. Países que isentaram chineses de visto nos últimos anos, como Tailândia, Malásia, Singapura e Emirados Árabes, registraram saltos de 40% a 100% no fluxo de visitantes chineses nos meses seguintes à medida. O Brasil, com seus atrativos naturais, diversidade cultural e posição como maior economia da América Latina, pode seguir trajetória semelhante.

O crédito de R$ 826 milhões e o Salão do Turismo 2026

Além da isenção de visto, Alckmin anunciou na abertura do Salão a concessão de R$ 826 milhões em crédito para o setor de turismo por meio do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), com juros de 9% ao ano e garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO). O crédito é direcionado a hotéis, pousadas, agências de viagem e operadores turísticos que queiram investir em infraestrutura para receber o aumento esperado de visitantes.

O Salão do Turismo 2026, com tema “Do Lado do Povo Brasileiro”, segue até sábado (9 de maio) com entrada gratuita. O evento é a maior vitrine do turismo nacional e a escolha de Fortaleza como sede reforça a estratégia de descentralizar a promoção turística para além do eixo Rio-São Paulo, posicionando o Nordeste como destino prioritário para os turistas chineses que devem começar a chegar nas próximas semanas.

Você viajaria para a China agora que não precisa mais de visto, ou acha que o Brasil deveria ter feito isso antes? Conte nos comentários se já visitou a China e o que pensa sobre 1,3 bilhão de chineses podendo entrar no Brasil sem burocracia.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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