Redução de preços impulsiona investimento em energia solar para residências e pequenos negócios no Brasil, mesmo com taxações em vigor
Com a queda de 30% nos preços dos painéis solares, investir em energia solar nunca foi tão acessível. Essa redução reflete em maior atratividade do investimento para o consumidor final, com um retorno de investimento melhorado em 25% para sistemas residenciais, de acordo com o site Diário do Nordeste.
Mesmo com a cobrança de impostos e a taxa do Sol em vigor, a verticalização das empresas chinesas na produção de painéis solares de energia e o aumento da oferta têm pressionado os preços para baixo, tornando os equipamentos mais acessíveis.
Redução no tempo de retorno do investimento
O tempo médio para o consumidor recuperar o investimento em um sistema de energia solar diminuiu de 4,4 anos em 2023 para 3,3 anos em 2024, tornando o retorno financeiro mais rápido e atraente.
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Foto: Honório Barbosa/Diário do Nordeste
Com mais de 80% da geração distribuída de energia solar vindo de sistemas residenciais, a demanda e a oferta de painéis solares dispararam no Brasil, com a China sendo o principal fornecedor de equipamentos.
Verticalização na China e oferta excedente
Empresas chinesas que fabricam painéis fotovoltaicos optaram por se “verticalizar”, ou seja, participar de todo o processo de produção, desde a matéria-prima até o produto final. Isso resultou em uma oferta excedente de painéis solares, com a China produzindo além da demanda interna e exportando para a Europa, que também está com um excesso de oferta. Como resultado, os preços dos painéis caíram cerca de 60% ao longo de 2023.
O mercado brasileiro, especialmente o cearense, sentiu os efeitos da queda nos preços. Os painéis solares de energia ficaram cerca de 50% mais baratos para os consumidores em menos de dois anos, apesar das taxações recentes. A expectativa é de que os preços continuem caindo, mas em um ritmo mais lento, chegando a um ponto de equilíbrio nos próximos meses.

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