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Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 7 comentários

A construção que consumiu concreto e aço suficientes para levantar uma cidade inteira e construir 32 Torres Eiffel: 1,2 milhão de m³ e 230 mil toneladas ergueram o maior colosso energético da Europa

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 01/12/2025 às 07:56
Atualizado em 30/11/2025 às 23:44
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A construção que consumiu concreto e aço suficientes para levantar uma cidade inteira: 1,2 milhão de m³ e 230 mil toneladas ergueram o maior colosso energético da Europa
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Hinkley Point C consumiu 1,2 milhão de m³ de concreto e 230 mil toneladas de aço, tornando-se o maior megaprojeto energético da Europa.

No litoral de Somerset, no Reino Unido, avança Hinkley Point C, o megaprojeto que concentra a maior quantidade de materiais já usada em uma obra de energia na história europeia recente.
Segundo a EDF Energy, responsável pela construção, foram empregados até agora:

  • 1,2 milhão de m³ de concreto estrutural
  • 230 mil toneladas de aço
Reprodução/EDF Energy

Um volume capaz de erguer uma cidade inteira de médio porte ou dezenas de arranha-céus — colocado a serviço de um único empreendimento destinado a abastecer mais de 6 milhões de britânicos quando estiver totalmente operacional.

A fundação de Hinkley Point C é uma das maiores estruturas de concreto do continente

O alicerce principal da usina consumiu um volume tão grande de concreto que exigiu:

  • usinas de concreto dentro do próprio canteiro,
  • sistema de resfriamento para evitar fissuração,
  • logística contínua de caminhões e bombas de alta vazão,
  • controle térmico 24 horas.

Os 1,2 milhão de m³ equivalem ao necessário para construir:

  • 600 prédios residenciais de 10 andares, ou
  • 32 estádios do porte do Maracanã, considerando volume estrutural.

É, literalmente, uma das maiores “placas” de fundação já executadas na Europa.

Aço suficiente para erguer ícones inteiros da engenharia mundial

As 230 mil toneladas de aço formam a espinha dorsal do megaprojeto. Esse volume corresponde ao peso de:

  • 32 Torres Eiffel, ou
  • toda a estrutura metálica de uma cidade de médio porte construída simultaneamente.

O aço está distribuído entre:

  • contenções subterrâneas,
  • anéis de proteção,
  • barreiras sísmicas,
  • estruturas internas do edifício do reator,
  • túneis e galerias técnicas essenciais ao funcionamento da planta.

Tudo montado com tolerâncias milimétricas, em um dos processos de engenharia mais auditados do mundo.

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Um canteiro de obras que virou um distrito inteiro

Durante o pico da obra, mais de 8 mil trabalhadores atuaram diariamente em Hinkley Point C. Para dar conta de movimentar volumes tão absurdos de materiais, foi necessário criar:

  • duas usinas de concreto dedicadas,
  • guindastes de 1.600 toneladas,
  • um porto temporário exclusivo para receber cargas pesadas,
  • estradas internas e sistema próprio de abastecimento.

Nenhuma outra obra energética ativa na Europa opera com uma infraestrutura equivalente.

Por que Hinkley Point C é considerada um colosso energético?

Além dos materiais colossais, o empreendimento representa:

  • O maior investimento em infraestrutura do Reino Unido no século XXI
  • Uma usina projetada para operar por 60 anos
  • Parte central da estratégia britânica de segurança energética
  • Um dos projetos mais complexos já aprovados pela Agência Nuclear Europeia

A obra deve evitar a emissão de 9 milhões de toneladas de CO₂ por ano, substituindo térmicas a carvão e gás.

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Um marco absoluto na engenharia global

Hinkley Point C já entrou para a história como uma das maiores obras civis do século. O volume de insumos usado, 1,2 milhão de m³ de concreto e 230 mil toneladas de aço — coloca o projeto no mesmo patamar de megaconstruções que definiram eras da engenharia, como barragens monumentais e arranha-céus recordistas.

É o tipo de obra que mostra, em números, como a engenharia contemporânea ainda é capaz de feitos que parecem impossíveis e como cada metro cúbico de concreto e cada tonelada de aço fazem parte de uma estrutura gigantesca que vai alimentar um país inteiro.

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Anderson
Anderson
02/12/2025 17:05

É uma fantástica obra de Engenharia mas é mais um lixo de usina nuclear, 10 vezes pior que termoelétricas a lenha ou carvão. Gera o pior lixo tóxico do mundo

Última edição em 6 meses atrás por Anderson
Renato
Renato
02/12/2025 13:11

Agora coloquem uma boa reportagem sobre Itaipu, que bate TODOS os números desta aqui!

FRANCISCO JAKSON QUEIROGA DE LACERDA
FRANCISCO JAKSON QUEIROGA DE LACERDA
01/12/2025 23:01

FANTÀSTICO…

Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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