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A cidade onde o vento é tão forte que prédios precisam ser presos ao solo para não tombarem

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 26/12/2025 às 12:08
Assista o vídeoRajadas constantes moldaram regras de construção, mudaram a rotina urbana e transformaram o vento em um fator decisivo para segurança, arquitetura e vida cotidiana
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Rajadas constantes moldaram regras de construção, mudaram a rotina urbana e transformaram o vento em um fator decisivo para segurança, arquitetura e vida cotidiana

Existe uma cidade onde rajadas acima de 100 km por hora não são exceção e precisam ser consideradas desde o início de qualquer obra.

Nesses períodos, o vento deixa de ser apenas um fenômeno climático e passa a influenciar diretamente prédios, pontes e fachadas expostas.

A consequência prática aparece na engenharia, na arquitetura e na forma como a cidade se adapta para garantir segurança e estabilidade.

O que aconteceu e por que isso chamou atenção

A cidade de Wellington, na Nova Zelândia, está localizada em uma área onde correntes de ar oceânicas encontram um relevo estreito e canalizado.

Essa combinação cria ventos persistentes, com rajadas frequentes que exercem pressão constante sobre estruturas urbanas.

Com o tempo, o vento passou a ser tratado como um fator técnico permanente no planejamento urbano local.

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Como o vento vira carga estrutural

Quando a velocidade do vento cresce, ele passa a atuar como carga horizontal, empurrando prédios e fundações lateralmente.

Esse tipo de força provoca vibração, balanço e desgaste estrutural, principalmente em construções mais altas e áreas abertas.

Em cidades como Wellington, o vento entra nos cálculos estruturais junto com peso e resistência do solo.

Como a engenharia responde na prática

Projetos urbanos passaram a adotar fundações profundas e estruturas internas mais rígidas para absorver a força do vento.

A distribuição do peso e o reforço dos núcleos centrais ajudam a reduzir vibração e aumentar a vida útil das edificações.

Essas soluções evitam deslocamentos estruturais e mantêm a estabilidade mesmo sob rajadas constantes.

Em cidades expostas a correntes oceânicas constantes, como Wellington, o vento deixa de ser apenas um fator climático e passa a entrar nos cálculos de engenharia, influenciando fundações profundas, reforços estruturais e o próprio desenho da malha urbana para garantir estabilidade e segurança

O que muda na prática para quem mora e circula pela cidade

O vento influencia o uso de ruas abertas, ciclovias e áreas costeiras, onde o efeito de corredor amplia a intensidade das rajadas.

Entradas de prédios, áreas de circulação e espaços públicos são projetados para reduzir exposição direta ao fluxo de ar.

A rotina urbana passa a considerar o vento como parte do ambiente, não como um evento isolado.

O que pode acontecer a partir de agora

Cidades com ventos persistentes tendem a reforçar padrões construtivos e ampliar exigências técnicas para novas edificações.

O custo das obras aumenta, mas o ganho aparece na redução de danos, maior segurança e menor necessidade de intervenções futuras.

Em Wellington, o vento deixou de ser apenas clima e passou a definir como a cidade cresce e se mantém funcional.

Com rajadas acima de 100 km por hora, o planejamento urbano precisa tratar o vento como carga estrutural permanente, moldando prédios, ruas e a própria dinâmica da vida cotidiana.

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Maria de Lourdes Marques da Costa
Maria de Lourdes Marques da Costa
31/12/2025 08:41

…e os habitantes,como trafega? O risco de serem levados pelos ventos

Romildo Gomes de Souza
Romildo Gomes de Souza
29/12/2025 13:59

É só fazer prédios modelo de pirâmides.

Alexandre Stratievsky
Alexandre Stratievsky
28/12/2025 17:19

Cargas de vento em edifícios são as forças que o vento exerce nas estruturas, cruciais para a segurança, calculadas pela norma brasileira NBR 6123 (Força do Vento em Edificações), que envolve fatores como velocidade básica do vento (\(V_{0}\)), topografia (\(S_{1}\)), rugosidade do terreno e altura (\(S_{2}\)), e fator estatístico (\(S_{3}\)) para determinar a pressão/sucção, usando softwares e, às vezes, túnel de vento para otimizar o projeto e evitar superdimensionamento ou falhas. Conceitos Fundamentais Forças do Vento: O vento gera pressões (empurrando) e sucções (puxando) nas superfícies de um edifício, tanto externas quanto internas, exigindo análise estática e dinâmica.Importância: Garante estabilidade e segurança, prevenindo falhas estruturais, e otimiza materiais, evitando desperdício. Como é Calculado (Norma NBR 6123) Velocidade Básica (\(V_{0}\)): Valor regional obtido de mapas de isopletas (como 40-42 m/s em algumas regiões), medido a 10m de altura.Fatores de Correção:\(S_{1}\) (Topografia): Considera morros ou terrenos planos.\(S_{2}\) (Rugosidade/Altura): Varia com a altura da edificação e características do terreno (urbano, rural).\(S_{3}\) (Estatístico): Baseado no tipo de uso da edificação (residencial, comercial) e grau de segurança.Fórmula Simplificada (para estruturas menores): \(V_{k}=V_{0}\times S_{1}\times S2\times S3\) (Velocidade Característica).Pressão: Calculada a partir da velocidade e coeficientes aerodinâmicos, atuando em superfícies e cantos. Métodos e Ferramentas Softwares de Engenharia: Como AltoQi, SkyCiv, usados para aplicar as cargas no modelo.Túnel de Vento: Usado para estruturas complexas, validando modelos em escala e otimizando o projeto. Considerações Adicionais Vento a favor/contra (sota-vento): Gera pressão e sucção, puxando para fora ou empurrando para dentro.Estruturas Altas: Mais sensíveis às cargas de vento, exigindo análises dinâmicas mais rigorosas. Para um cálculo preciso e seguro, a consulta à NBR 6123 e o uso de ferramentas adequadas por um engenheiro estrutural são indispensáveis. Calculadora de

ALBERTO NOGUEIRA BORGES
ALBERTO NOGUEIRA BORGES
Em resposta a  Alexandre Stratievsky
29/12/2025 16:26

O esforço horizontal sobre a edificação, caso seja demasiadamente forte, pode gerar um momento que proporcionará o tombamento do edifício. Esse efeito catastrófico ocasionará esforços de compressão em algumas fundações (o que normalmente ocorre sem vento), mas também esforços de arrancamento em algumas fundações (consequência **** sem vento), além dos esforços de cisalhamento frente à tendência de arrastamento horizontal da construção. A fixação citada pelo autor diz respeito aos esforços que normalmente, na maioria esmagadora dos casos, não são constatados sem vento.

Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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