Na China, a usina nuclear de Zhangzhou custou US$ 14 bilhões, é da CNNC e da Guodian, usa reatores Hualong One e contenção dupla de aço e concreto, do primeiro concreto em 16/10/2019 à conexão à rede em 01/01/2025, com a unidade 2 comercial em 01/01/2026 na costa do Pacífico.
Na costa sudeste da China, a usina nuclear de Zhangzhou foi construída como um megaprojeto de engenharia pensado para entregar energia limpa para milhões com estabilidade de longo prazo. A proposta foi direta: transformar obra pesada, precisão industrial e segurança nuclear em eletricidade contínua, com operação prevista para atravessar décadas.
O empreendimento pertence à CNNC e à Guodian e adotou o desenho indígena Hualong One, combinado com contenção dupla de aço e concreto. Por trás do que parece um único prédio, a China montou uma sequência rigorosa de fundação, elevação estrutural, instalação de componentes colossais, testes e comissionamento até colocar duas unidades em funcionamento.
Onde a China ergueu o megaprojeto de Zhangzhou

A usina nuclear de Zhangzhou fica na costa sudeste da China, voltada para o Pacífico, e a eletricidade conectada à rede passou a alimentar casas em Fujian.
-
Para frear o avanço do Saara, a Grande Muralha Verde de 8.000 km no Sahel aposta em reflorestamento contra a desertificação, mas em 2026 segue muito atrás da meta de 100 milhões de hectares
-
Muito antes da construção sustentável virar tendência, a China ergueu fortalezas de barro com vários andares, pátio central e capacidade para até 800 pessoas vivendo em comunidade
-
Enquanto no resto do mundo construir um hospital leva anos entre projeto e inauguração, a China ergueu o Hospital Huoshenshan do zero em apenas 10 dias, com 1.000 leitos, fundação, estrutura, instalações elétricas, hidráulicas e sistema de oxigênio prontos para receber pacientes, mobilizando 7 mil operários
-
Sem argamassa, sem rejunte e sem obra tradicional: sistema ClickBrick monta fachadas de tijolo com peças cerâmicas presas por clipes metálicos, dispensa cola, acelera a instalação e ainda permite desmontar tudo depois sem transformar a construção em entulho permanente caro
O cenário costeiro não é detalhe: o oceano entra no projeto como parte do ciclo de resfriamento, sustentando a operação planejada para o longo prazo.
Desde o início, a visão do empreendimento foi apresentada como uma resposta de escala, com a China apostando em um complexo capaz de manter fornecimento constante para fábricas, escolas e hospitais, enquanto a vigilância de segurança é descrita como contínua.
Da terra movida ao primeiro concreto

Antes do átomo ser dividido, a China precisou mover a terra.
Milhares de toneladas de solo foram deslocadas para criar uma base sólida, com a lógica de que nenhuma etapa avançaria sem fundação estável e controlada.
O layout do projeto mudou do AP 1000 para o desenho indígena Hualong One, e em outubro de 2019 foi concedida a licença de construção.
Em 16 de outubro de 2019 ocorreu a primeira concretagem da unidade 1, iniciando a laje de fundação descrita como capaz de suportar o peso de uma montanha.
A precisão foi tratada como regra: nenhuma bolha de ar podia permanecer, e a cura do concreto consolidou a camada base como referência estrutural de segurança, mesmo sob chuva e com o trabalho atravessando o dia e a noite.
Hualong One e a fortaleza de contenção dupla
Com a fundação estabelecida, a subida vertical começou, e a China colocou em campo equipamentos de grande porte para erguer o revestimento de aço, apresentado como a primeira barreira contra radiação.
Cada solda foi inspecionada e cada costura precisou ser perfeita, porque o revestimento define a integridade inicial do conjunto.
O copo de aço foi posicionado com guindastes e guiado por equipes no solo, formando o espaço onde o coração do reator seria instalado.
Ao redor, paredes de concreto cresceram em camadas, com uma gaiola de reforço de aço descrita como extremamente densa.
Enquanto a unidade 1 ganhava forma, a base da unidade 2 começou a avançar, e a construção modular foi usada para acelerar o processo no terreno.
Em seguida, a proteção de contenção dupla foi adicionada como segunda camada de defesa contra o mundo exterior, completando a ideia de fortaleza de aço e concreto.
Componentes colossais e montagem em sequência milimétrica
No interior, galerias de tubulação foram preparadas como as nervuras que transportam água e vapor, e a verificação técnica entrou para confirmar o que o olho não consegue ver.
À medida que a estrutura atingia alturas intermediárias, o conjunto foi preparado para receber geradores de vapor, com componentes pesados chegando da fábrica e exigindo os guindastes mais potentes disponíveis para os içamentos.
A instalação foi descrita como uma dança delicada entre gravidade e energia hidráulica, com içamentos críticos descendo até o coração da ilha nuclear.
O encaixe precisava ser perfeito, porque cada componente define o funcionamento do circuito e o comportamento do sistema sob operação.
Cúpula, vedação e o fechamento do recipiente de contenção
Com as paredes atingindo o ponto mais alto, a cúpula entrou na sequência. Um hemisfério de aço foi montado no chão e, no momento de formalização, subiu para selar o prédio.
O céu foi substituído por aço e a estrutura ficou lacrada, passando a ser descrita como um recipiente de contenção.
Esse fechamento marcou a transição de uma obra aberta para um sistema pronto para suportar as próximas fases de conexão, instrumentação e testes, mantendo o conceito de barreiras sucessivas como base do desenho adotado pela China em Zhangzhou.
Resfriamento pelo oceano, testes a frio e testes a quente
Na sala das turbinas, o calor foi preparado para virar movimento, com a planta conectando milhões de conexões como um sistema nervoso.
O oceano foi descrito como fonte constante para o resfriamento, com bombas capazes de mover rios de água para manter o ciclo operacional.
A partir daí, a China avançou para simulações e treinamento para cenários variados, passando pelo teste funcional a frio, com pressurização de tubulações sem aquecimento, e pelo teste funcional a quente, simulando calor sem combustível nuclear.
A lógica foi validar integridade e confirmar que soldas, tubulações e sistemas aguentam as exigências antes do próximo passo.
Combustível, criticidade e eletricidade chegando a Fujian
Com a fase de construção quase concluída, o combustível chegou, exigindo manuseio preciso. O núcleo foi carregado e preenchido, em um processo descrito como realizado debaixo d’água, e a estrutura foi lacrada para operação, preparando a reação em cadeia.
A criticidade foi apresentada como marco: barras de controle foram retiradas, o átomo se dividiu e a reação autossustentável começou, transferindo calor para o vapor e o vapor para a turbina.
Em 01/01/2025 ocorreu a conexão à rede elétrica, com a eletricidade chegando às casas de Fujian.
A unidade 2 veio logo atrás, descrita como mais rápida pela experiência acumulada desde o início, e em 01/01/2026 entrou em operação comercial, colocando o complexo em pleno funcionamento.
Operação por décadas, vigilância 24 horas e manutenção contínua
Com as duas unidades, a China descreveu o resultado como energia limpa e zero emissões de carbono, com tecnologia e natureza coexistindo lado a lado.
No interior, o zumbido constante de potência foi associado a um regime de vigilância 24 horas por dia, 7 dias por semana, sustentando fornecimento para serviços essenciais e para a rotina econômica regional.
Mesmo com o complexo operando, o trabalho não termina: a manutenção continua e o projeto é apresentado como prova da engenharia chinesa, com o Hualong One sendo tratado como referência de eficiência e segurança dentro do conjunto.
Você acha que a China vai acelerar ainda mais projetos como Zhangzhou com Hualong One e contenção dupla em outras costas do país nos próximos anos?

Periodismo del s21, ni el que escribe la noticia la lee, o simplemente no sabe de que escribe. Y eso sin mencionar la falta de fuentes.
A poco que se quiera uno informar o minimamente se sepa del tema queda claro que 14 millones por una central nuclear es un chiste. La cifra real son 14.000 millones. Haceros un favor y actualizar el artículo.
María eloísa Barbosa Borges Sánchez Saavedra te especializas en palabrerío y errores, bien contratada
14 millones me parece muy poco dinero para una central nuclear.