Austrália testa cilindros submarinos que geram energia das ondas e já abastecem base naval, chamando atenção do setor de renováveis pelo resultado real.
A corrida global por energias renováveis ganhou um capítulo inesperado no Hemisfério Sul: cilindros gigantes instalados debaixo d’água na costa da Austrália estão transformando a energia das ondas em eletricidade real e abastecendo uma base marítima, algo que até pouco tempo atrás era tratado como experimento futurista. O sistema faz parte do projeto CETO, desenvolvido pela Carnegie Clean Energy, que desde a década passada vem aperfeiçoando dispositivos submersos para aproveitar a força das ondas australianas. Diferente de boias flutuantes e outros formatos tradicionais, o CETO aposta em unidades cilíndricas ancoradas no fundo do mar, conectadas por cabos hidráulicos e alimentando uma usina costeira.
Segundo dados divulgados pela Carnegie e pelo Departamento de Defesa australiano, as unidades CETO já foram capazes de gerar energia suficiente para alimentar parte da estrutura da base da Royal Australian Navy no Garden Island, na Austrália Ocidental, demonstrando viabilidade em ambiente real — algo raro no setor de energia das ondas, que sofre com corrosão, tempestades e manutenção cara.
Como funcionam os cilindros submarinos
Diferente das turbinas eólicas e solares, que dependem de vento e radiação, o CETO trabalha com um recurso menos variável: swell oceânico, uma componente de ondas mais estável em regiões como a costa australiana.
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Nos testes, cada cilindro submerso movia um sistema hidráulico de alta pressão, que abastecia uma unidade costeira responsável por converter o movimento mecânico em eletricidade.
O fato de operar totalmente submerso, sem exposição direta ao ar, reduz impactos visuais, evita colisões com embarcações e diminui danos durante tempestades.
Além disso, como a onda carrega grande densidade energética bem mais do que vento ou radiação solar no mesmo perímetro, o potencial por metro quadrado pode ser significativo. A Carnegie afirma que regiões com boa incidência podem fornecer mais de 20 a 30 kW por metro de frente de onda, embora valores práticos variem conforme o clima e as condições oceânicas.
Por que a base da Marinha importa
Os testes na Garden Island, ligados ao Australian Defence Science and Technology Group, tiveram um valor simbólico e técnico.
Primeiro, porque instalações militares remotas são consumidoras estratégicas de energia, que tradicionalmente dependem de diesel caro, poluente e vulnerável a logística. Segundo, porque comprova que o sistema funciona em ambiente operacional real, com corrosão, bioincrustação, tempestades e variação sazonal das ondas.

Nos ciclos de teste, a Carnegie reportou meses contínuos de operação, unicamente com energia gerada do mar. A fase mais recente inclui o CETO 6, que amplia o tamanho e a potência dos cilindros, buscando chegar ao patamar comercial.
Vantagens que chamam atenção do setor energético
O interesse internacional cresceu por motivos técnicos relevantes:
Previsibilidade da energia das ondas
Ondas seguem padrões de swell e ventos oceânicos, que são mais estáveis e previsíveis do que vento terrestre e irradiância solar.
Alta densidade energética
Um campo de ondas carrega dezenas de vezes mais energia por metro linear do que um campo de vento no mesmo espaço.
Instalação discreta e submersa
O sistema não afeta a paisagem e reduz risco de colisão — algo que turbinas flutuantes ou boias não conseguem evitar totalmente.
Possibilidade de dessalinização
O CETO também pode gerar pressão hidráulica para dessalinizar água do mar, sem passar por conversão elétrica, muito útil em regiões secas da Austrália e Oriente Médio.
Os desafios: corrosão, tempestades e custo por kWh
O oceano é implacável. Sistemas de energia marinha enfrentam:
- corrosão salina
- bioincrustação (cracas, algas e moluscos)
- impacto de tempestades
- dificuldade de manutenção subaquática
Esses fatores elevaram o custo por kWh nas primeiras fases, tornando o setor menos competitivo que eólica e solar. No entanto, a curva de aprendizado da Carnegie e de concorrentes na Europa (como a sueca CorPower e a portuguesa AW-Energy) está reduzindo custos e aumentando a robustez dos projetos.
O que vem a seguir
A Carnegie anunciou planos para integrar o CETO com microgrids costeiros, além de buscar contratos para fornecimento de energia e dessalinização simultânea em regiões isoladas.
Países interessados incluem:
- Austrália
- Reino Unido
- Malta
- Emirados Árabes
- ilhas do Pacífico
Enquanto isso, relatórios da IEA (International Energy Agency) e da OES (Ocean Energy Systems) já classificam a energia das ondas como potencial complementar de base para redes oceânicas, especialmente após 2030, quando custos devem cair.
Por que essa tecnologia pode mudar o jogo
Se a curva tecnológica seguir o caminho da eólica offshore, que despencou de preço em menos de 15 anos, a energia das ondas pode se tornar:
- fonte de base para redes costeiras,
- alternativa ao diesel em ilhas e bases remotas, e
- fonte combinada para dessalinização em países áridos.

Nesse cenário, a Austrália já sinaliza que não quer ficar apenas como laboratório: quer ser fornecedora de tecnologia oceânica, assim como fez com o setor de baterias e hidrogênio verde.
O oceano sempre foi visto como barreira. Agora, começa a virar infraestrutura e os cilindros gigantes do projeto CETO podem ser o primeiro capítulo desse salto energético.


MEU nome é Alex Ferreira Cabral.
Eu tive essa ideia e usei uma agência da Austrália que produz energia elétrica aproveitável e limpa.
Creio que vão se lembrar do meu trabalho a partir do ano de 2009.
Mas aqui no Brasil o estado persegue de perto muitas pessoas e eu sou uma pessoa que sofri perseguição aqui no Brasil.
Inclusive essas minhas ideias também trouxe a sugestão do pisoeletrica que foi produzido no Japão e no Reino Unido na França.
Exoesqueleto projeto levanta e anda.
Imagem holográficas através da transmissão do software CNC multifusor multipolarizado que trouxe nitidez a definição de imagens de televisão.
Alguns estudos pelo Carbono Pró
Atravéz do contato com Michel Force da Carbono Pró captação do dióxido de caborno e a preservação de reservas florestais.
Meu trabalho também sugeria censores de presença ao redor de veículos para assim previnir colisão em duas de sereno serração ou nevasca etc…
Sistema ANTI COLISÃO da indústria automobilística que por ambição tomaram como opcional e não sistema obrigatório.
O aquecimento global e simplesmente a diminuição da camada de oxigênio na atmosfera SENDO ocupada por dióxido de caborno!!!
Espero que eu possa ser reconhecido e vir a contribuir com desenvolvimento da proteção ambiental do nosso planeta!
Obrigado!